Nas profundezas da Terra,
entre o centro de ferro fundido e a fina camada na superfície, há uma
parte de pedra sólida chamada de manto, ainda quente por causa da
formação do nosso planeta há cerca de 4.6 bilhões de anos. Como as
pedras são grandes isolantes, o calor demora para se dissipar.
No subsolo, esta rocha fundida é chamada
de magma. Quando o vulcão entra em erupção, o magma é
lançado para fora em forma de lava.
Quando as pedras do manto se derretem,
elas se transformam em magma, que chega à superfície através da crosta
externa da terra, e libera os gases contidos. Quando a pressão é muito
forte, vulcões entram em erupção. A pressão aumenta se a quantidade de
magma que vai do manto da terra até o vulcão é alta. Por outro lado, a
pressão pode aumentar dentro do cone de magma do vulcão. Isso acontece
porque quando o magma no cone começa a esfriar, ele libera gases que se
expandem, aumentando a pressão. Quando a pressão é muito forte, as
rochas que formam o vulcão racham, e o magma escapa pela superfície – é
a erupção. Em alguns vulcões, a quantidade de magma que sai da terra é
relativamente constante, então as erupções são freqüentes; em outros, o
magma sobe em bolhas a cada 100 ou até mesmo 1000 anos, por isso as
erupções são raras.
Quando ainda é subterrâneo, este manto
rochoso é chamado de magma. Assim que atinge a superfície e se derrama
pelos lados de um vulcão, passa a se chamar lava. Geralmente, quanto mais
quente a lava, mais fluida ela é, e mais rapidamente ela escorre. As lavas
havaianas tendem a ser as mais quentes da escala. Quando entram em erupção,
elas chegam a 1.175º C.
Em agosto de 1883, Krakatoa (ou Krakatau, em
javanês), uma ilhota encravada no estreito entre as ilhas de Sumatra e Java, foi
pulverizada numa das maiores explosões já registradas na história. Saldo da
catástrofe: mais de 36.000 mortos, na maioria
afogados por gigantescas paredes de água, os tsunamis, que invadiram as
ilhas próximas. A hecatombe é contada em minúcias pelo geólogo inglês Simon
Winchester em Krakatoa, o Dia em que o Mundo Explodiu (tradução de
Anna Olga de Barros Barreto; Editora Objetiva; 432 páginas). Alinhavando relatos
sobre o cotidiano da região, documentos oficiais e dados científicos, Winchester
delineia um quadro completo da situação social, econômica e política das então
chamadas Índias Orientais, e mostra como um fenômeno geológico de grandes
proporções pode afetar uma sociedade, e até mesmo toda a humanidade, por várias
gerações. No caso do Krakatoa, o autor credita à explosão um fortalecimento do
misticismo e da religiosidade das populações atingidas, um dos componentes da
fórmula que resultou na independência da Indonésia em 1949, até então uma
colônia holandesa.
A origem e o funcionamento dos vulcões só foram
compreendidos de fato a partir de 1965, quando o canadense Tuzo Wilson
apresentou sua teoria das placas tectônicas. Pela teoria – hoje comprovada –, a
camada mais externa do planeta é formada por blocos rochosos que se encaixam
como num quebra-cabeça e flutuam sobre uma camada interna de rocha derretida. Os
vulcões nascem nos pontos onde essas placas se chocam ou se afastam, liberando
material incandescente – o magma – do subterrâneo. É assim que a ciência explica
a construção do arquipélago havaiano sobre uma fresta aberta no solo oceânico,
no meio do Pacífico.
A erupção do Vulcão Pinatubo,
nas Filipinas, em 1991, lançou na atmosfera 20
milhões de toneladas de dióxido de enxofre – substância responsável
pela chuva ácida –, mais do que é emitido nos Estados Unidos durante um ano
inteiro
Os milhares de ilhas da Indonésia, que repousam sobre uma
zona em que duas placas tectônicas se encontram, são um dos melhores cenários
para grandes detonações, como a do Krakatoa. O choque entre as placas pode
ativar qualquer um dos cerca de 130 vulcões da área. Como válvulas mal reguladas
de uma imensa panela de pressão, vez por outra um deles estoura, lançando ao ar
milhões de toneladas de magma. O Krakatoa até que foi modesto. Em 1815, outro
monte indonésio, o Tambora, deu seu espetáculo de destruição com uma intensidade
dez vezes maior – essa, sim, a mais colossal explosão já registrada. Calcula-se
que a erupção e seus efeitos posteriores tenham causado a morte de 70.000
pessoas. As cinzas e os gases liberados na atmosfera resfriaram o planeta e
provocaram grandes perdas na agricultura. A Europa viveria no ano seguinte,
1816, uma era de fome e crises sociais, no que se chamou de "ano sem verão".
Os vulcões têm outras armas de destruição em massa – uma
delas, a perigosa combinação de água com o magma. Uma geleira ou um lago
acomodados na cratera de um vulcão entram facilmente em ebulição com a saída do
magma. Então, uma avalanche mortal de lama fervente, chamada lahar,
escorre encosta abaixo. Foi isso, uma locomotiva de toneladas de pedras, cinzas,
terra e água, que matou 23.000 pessoas, em 1985, na
erupção do Nevado del Ruiz, na Colômbia. O número de vítimas do lahar só
foi menor – 350 – na erupção do filipino Pinatubo, em 1991, porque houve tempo
de evacuar as centenas de milhares de moradores dos arredores. Tão ou mais
perigosos do que o lahar são os fluxos piroclásticos – golfadas de gases
e lascas de material vulcânico, que avançam a mais de 200 quilômetros por hora,
queimando tudo pela frente. Foi um desses que soterrou Pompéia e Herculano, no
sul da Itália, no ano 79, legando para a posteridade um museu calcinado do
cotidiano da civilização romana no início da era cristã.
Os vulcões ativos, porém, não deixam em seu rastro apenas
morte e trauma. Poucos anos depois da explosão do Krakatoa, que eliminou
qualquer animal ou vegetal da área, as ruínas da ilha já eram recolonizadas por
sementes, grãos de pólen, esporos e minúsculos insetos, arrastados pelos ventos.
Terras férteis, aliás, constituem um dos principais subprodutos das erupções
vulcânicas – e um grande atrativo para milhões de pessoas, no mundo todo, que se
arriscam vivendo ao pé desses montes sempre à beira de um ataque de nervos. Há
teorias, aliás, que dizem ser eles as fornalhas em que se criou toda a água do
planeta. Segundo esse raciocínio, em tempos primordiais, o magma continha
grandes quantidades de oxigênio e hidrogênio em sua composição. A cada erupção,
esses gases eram liberados na atmosfera em forma de vapor – o qual, ao se
resfriar, se condensava e virava água.
Aos efeitos físicos imediatos da revolução tectônica
seguem-se as conseqüências indiretas – ambientais, sociais, econômicas e
culturais, traduzidas em mitos que perduram pelos séculos. As explosões
vulcânicas ressoam no cinema – em filmes como Krakatoa – Inferno de
Java, Stromboli e Inferno de Dante – e na literatura. Atribui-se ao
mau tempo criado pelo Tambora, por exemplo, o poema Darkness (Trevas), de
Lord Byron. Foi esse mesmo mau tempo que trancafiou o poeta Percy Shelley e sua
mulher, Mary, no verão de 1816, numa vila à beira de um lago suíço, em cuja
reclusão Mary Shelley gestou a novela gótica Frankenstein.
O Monte St. Helena, no Estado de Washington (EUA), entrou em erupção
em 18 de maio de 1980. Uma avalanche de lava incandescente jorrou da
montanha a uma velocidade de mais de 480km/h, lançando fragmentos e
cinzas a uma altura de 16km. As cinzas caíram a uma distância de até
1.500km e a explosão foi ouvida na Califórnia e Montana.
Cinza superaquecida, gases e lava devastaram as áreas próximas e causaram
várias mortes. Desde então, cientistas têm monitorado de perto
atividades no vulcão, esperando pelo desastre novamente. Em setembro
de 2004, a montanha começou a mexer e ganhar vida novamente, com
erupções que levaram cinzas a quilômetros de distância nas Cascades.
A partir daí, a lava vem escapando por dentro da cratera e o teto
formado ainda está crescendo. O vulcão foi colocado em alerta nível
dois, o que significa que pode haver mais erupções. Então, será que
o Monte St. Helena está prestes a explodir?
ooo000ooo
A erupção vulcânica mais famosa de todos os tempos foi a do
Vesúvio, que enterrou em cinzas e lavas as cidades de Pompéia e Herculano
no ano 79 da nossa era. Os cientistas aprenderam muito sobre o comportamento
dos vulcões ao analisar as evidências encontradas nas ruínas da cidade.
Eles acreditam que o Vesúvio deve entrar em erupção a cada 2.000 anos (?).
~ Índice de Explosividade
Vulcânica ~
O Índice de Explosividade Vulcânica (VEI)
compara a violência de diferentes erupções vulcânicas. Considera diversos
fatores como a altura da pluma ou coluna da explosão, o volume do material
emitido e a duração da erupção.
VEI 0 Erupções não explosivas com plumas
inferiores a 100 m de altura; emissão inferior a 1000 m3 de piroclastos;
duração variável; ex. Kilauea, Havaí, 1983.
VEI 1 Erupção suave com pluma entre
100-1000 m altura; emissão inferior a 10000 m3 de piroclastos; explosões até 1
h; ex. Stromboli, Itália.
VEI 2 Erupção explosiva com pluma entre
1-5 km de altura; emissão até 0,01 km3 de piroclastos; duração entre 1-6 h;
ex. Colima, México, 1991.
VEI 3 Erupção intensa com pluma entre
3-15 km de altura; emissão de 0,01-0,1 km3 de piroclastos; duração entre 1-12
h; ex. Nevado del Ruiz, Colômbia, 1985.
VEI 4 Erupção catastrófica com pluma
entre 10-25 km de altura; emissão de 0,1-1 km3 de piroclastos; duração entre
1-12 h; ex. Sakura-Jima, Japão, 1914.
VEI 5 Erupção catastrófica com pluma
superior a 25 km de altura; emissão de 1-10 km3 de piroclastos; duração entre
6-12 h; ex. Monte St. Helens (Monte Santa Helena), EUA, 1980.
VEI 6 Erupção colossal com pluma
superior a 25 km de altura; emissão de 10-100 km3 de piroclastos; duração
superior a 12 h; ex. Krakatoa, Indonésia, 1883.
VEI 7 Erupção super-colossal com pluma
superior a 25 km de altura; emissão de 100-1000 km3 de piroclastos; duração
superior a 12 h; ex. Tambora, 1815.
VEI 8 Erupção mega-colossal; emissão
superior a 1000 km3 de piroclastos; Yellowstone, EUA, há 640000 anos.
Esta foto da International Space Station (ISS)
mostra um par de vulcões no México. Como parte do "Cinturão de Fogo" que se
estende ao longo do Pacífico, o México possui vários dos mais ativos vulcões do
mundo, sendo que o mais famoso é o Popocatepetl (em Asteca significa: "montanha de
fumaça") à esquerda. O vulcão vizinho é Iztaccíhuatl (a "Mulher
de Branco"). A tênue fumaça emanando da cratera do Popocatepetl mostra o
perigo que representa para os 25 milhões de pessoas que vivem na região,
incluindo a cidade próxima de Amecameca, bem como os centros metropolitanos da
Cidade do México no nordeste e Puebla no leste.
Crédito da imagem: NASA
Tradução de Arnaldo Poesia
Uma erupção vulcânica na lua de Júpiter, Io, foi fotografada no dia
22 de fevereiro de 2000, pela espaçonave Galileo da NASA. A área alaranjada no
lado esquerdo da imagem mostra a trajetória da lava fervente, e as duas pequenas
luminosidades acima são os locais da erupção e de onde a lava está
escorrendo. Na parte mais clara da foto está situada uma imensa cratera com mais
de 60 quilômetros de extensão. Como se vê, os planetas do sistema solar, bem
como as suas luas, têm muitos pontos em comum, que poderão ajudar nas futuras
pesquisas cientificas.
Crédito da imagem: NASA/JPL
Tradução: Arnaldo Poesia
O enorme vulcão
Mons Olympus aparece em toda a sua estatura, numa imagem
grande-angular fotografada pelo Mars Global Surveyor. Tirada durante
um período de cinco minutos, enquanto o Surveyor passava perto da
superfície, a imagem olha para dentro da caldeira no topo do vulcão, que
tem 80 quilômetros de largura. Vulcão largo, de beiradas oblíquas, o
Olympus Mons é o ponto mais alto de Marte, atingindo 5,6 metros
de altitude, acima da planície juncada de lavas.
Imagens da NASA/Jet Propulson Latoratory/Malin Space Sciences Systems
O que está acontecendo com aquele
vulcão? Está em erupção! O engenheiro e astronauta americano Jeff Williams,
que partiu na mesma missão que Marcos Pontes, é o autor da foto. Williams, que
estava a bordo da Estação Internacional Espacial, começou a fotografar
rapidamente o espetáculo do vulcão Cleveland, pois a erupção durou aproximadamente
duas horas. O vulcão fica em uma ilha que faz parte da cadeia de ilhas
Aleutianas, no Alasca, e a comunidade povoada mais próxima fica a cerca de
75 quilômetros da ilha. O Cleveland é abastecido pelo magma deslocado da placa tectônica do Pacífico (noroeste), que fica sob a placa
tectônica da América do Norte.
Crédito da Imagem: NASA
~ Cronologia
das erupções vulcânicas mais importantes ~
79 d.C. Vesúvio
(Pompéia, Itália)
1586 Kelut
(Indonésia)
1672 Merapi
(Indonésia)
1660 Guagua Pichincha
(Equador)
1783 Laki (Islândia)
1792 Unzen (Japão)
1815 Tambora
(Indonésia)
1883 Krakatoa
(Indonésia)
1902 Monte Pelée
(Martinica)
1912 Katmai (Alaska)
1929 Santiaguito
(Guatemala)
1956 Bezymianny
(Rússia)
1963 Surtsey
(Islândia)
1980 St. Helens (USA)
1985 Nevado del Ruiz
(Colômbia)
1991 Pinatubo
(Filipinas
1998 San Cristobal
(Nicarágua
1998 Pacaya
(Guatemala)
2002 Shiveluch
(Rússia)
2002 Nyragongo
(República Democrática do Congo)
Foto aérea do Vesúvio
Imagem: Arquivo Starnews 2001
O vulcão Merapi, situado a cerca de 450 quilômetros a leste de Jacarta,
é um dos mais perigosos do anel de fogo do Pacífico. A Indonésia tem a maior
densidade de vulcões do mundo. Em 1994, o Merapi matou 70 pessoas, a maioria
depois da queda de cinzas quentes e outros materiais. Em 1930, causou a
morte de 1.300 pessoas.
Uma violenta tempestade de raios,
ocasionada por uma grande erupção
vulcânica. A fumaça expelida pela cratera cria nuvens altamente
carregadas de eletricidade nas imediações do vulcão.
~ Erupção do Vesúvio atingiria 3 milhões de
pessoas ~
Um estudo conjunto de cientistas americanos e
italianos alerta que a próxima erupção do vulcão Vesúvio, na Itália, pode
ser muito pior do que as autoridades italianas estão esperando.
Atualmente, o país tem planos para a evacuação de 600
mil pessoas da cidade de Nápoles, vizinha ao vulcão.
Com base na nova pesquisa, os cientistas dizem que até
3 milhões de pessoas estariam em risco.
O Vesúvio é mais conhecido por sua erupção no ano 79 d.C.,
quando as lavas encobriram a cidade de Pompéia.
Passado
Os planos atuais das autoridades para evacuação de
Nápoles são baseados no tamanho de uma erupção ocorrida em 1631.
O estudo diz, porém, que o Vesúvio entrou em erupção
oito vezes antes disso e com força ainda maior.
Essas erupções causaram devastações que atingiram áreas
bem além do que hoje é Nápoles.
A pesquisa, publicada pela Academia de Ciências dos
Estados Unidos, mostra que em uma erupção na Idade do Bronze, a mais recente
delas, rios de lava quente e cinzas correram até 25 km a noroeste do vulcão,
bem além de Nápoles dos dias de hoje.
Tudo o que estava nos primeiros 12 km foi levado embora
pela força da torrente.
Dezenas de centímetros de pedras, brasas e cinzas
"choveram" na região a leste do vulcão e o peso derrubaria os telhados das
casas modernas.
Risco de erupção
Segundo os autores da pesquisa, se forem acompanhados
os ciclos vulcânicos do Vesúvio, a repetição dessa erupção é tão provável
quanto a repetição do evento de 1631 e Nápoles precisa saber como poderá ser.
Michael Sheridan, um dos cientistas, diz ter sido
motivado pela experiência do furacão Katrina nos Estados Unidos, no ano
passado, quando as autoridades não se prepararam de forma adequada para o desastre.
No pior cenário, o Vesúvio seria muito mais feroz e não
haveria nada depois da erupção.
Poucos vulcões do mundo são tão monitorados quanto o
Vesúvio, e os cientistas acreditam que saberão quando ele estiver prestes a
entrar em erupção.
O município de Casimiro de Abreu, no litoral do Norte
Fluminense, ganhou no dia 1 de abril de 2006 uma placa geológica contando a
história do Morro de São João, formação vulcânica de 60 milhões de anos. A
placa, que fica às margens do Rio São João, indica que o morro é parte do
Caminho dos Vulcões, corredor de estruturas geológicas no Estado do Rio que se
estende de Itatiaia até Arraial do Cabo. A iniciativa é parte do projeto
Caminhos Geológicos, que pretende incentivar o ecoturismo no estado.
O projeto Caminhos Geológicos já instalou 54 placas em 20
municípios do estado desde 2001. O vulcão mais bem preservado do Rio fica em
Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, e a mais importante placa geológica do
estado é a instalada no Pão de Açúcar. Os vulcões extintos do estado formaram-se
entre 80 milhões e 40 milhões de anos atrás, ao longo de uma área que abrange o
Parque Nacional do Itatiaia, a Serra do Mendanha, Tinguá, Itaúna e Rio Bonito,
entre outras localidades.
~ Terremoto ~
Um terremoto é um tremor de terra que pode durar segundos ou minutos.
Ele é provocado por movimentos na crosta terrestre, composta por enormes
placas de rocha (as placas tectônicas). O tremor de terra ocasionado por
esses movimentos é também chamado de "abalo sísmico".
Essas placas se movimentam lenta e continuamente sobre uma camada de
rocha parcialmente derretida, ocasionando um contínuo processo de pressão
e deformação nas grandes massas de rocha.
Quando duas placas se chocam ou se raspam, elas geram um acúmulo de
pressão que provoca um movimento brusco. Há três tipos de movimentos:
convergente (quando duas se chocam), divergente (quando se movimentam em
direções contrárias) e transformante (separa placas que estão se
deslocando lateralmente).
Alterações no relevo
Os movimentos convergente e divergente das placas provoca alterações no
relevo. A cada choque, a placa que apresenta menor viscosidade (mais
aquecida) afunda sob a mais viscosa (menos aquecida). A parte que
penetra tem o nome de zona de subducção.
No oeste da América do Sul, por exemplo, o afundamento da placa de Nazca
sob a placa continental originou a cordilheira dos Andes.
Os geólogos acreditam que o aumento do nível do mar trará implicações que
provarão ser mais decisivas do que as condições meteorológicas. O peso extra de
milhões de quilômetros cúbicos de água pode causar estresse nos pontos fracos da
crosta terrestre – chamada pelos especialistas de litosfera.
Isso poderia induzir a terremotos e erupções vulcânicas ao longo das falhas,
causando devastação local e lançando detritos e gases prejudiciais na atmosfera.
Também aumenta o perigo dos tsunamis. Essas ondas gigantes são geradas pelos
terremotos debaixo d’água , que podem viajar por milhares de quilômetros através
de um oceano, a velocidades de até 800km/h. Eles aparecem sem avisar e trazem
ondas de até 30m de altura. Geólogos prevêem que o vulcão
Cumbre Vieja,
na zona sul de La Palma, nas Ilhas Canárias, pode entrar em erupção no futuro.
A conseqüência seria uma tsunami gigante, de 500m de altura, que atravessaria o
Atlântico e poderia engolir parte do Reino Unido, dos Estados Unidos, da África
e do Brasil.
O aquecimento global é um fenômeno mundial. Continentes, países, condados e
comunidades podem estar a milhares de quilômetros de distância, mas ninguém vive
em completo isolamento. As conseqüências do comportamento irresponsável do
homem, e os desastres naturais que resultam disso, afetam e afetarão a todos
nós.
Os terremotos não afetam apenas o
clima da Terra, mas também destroem prédios e devastam cidades.
ooo000ooo
Fato curioso: Cerca de 14.000 terremotos são registrados ao ano na Nova
Zelândia, dos quais 20 chegam a 5 graus na escala Richter.
~ Cientista prevê grande terremoto próximo a Los Angeles ~
LONDRES – A extremidade sul da falha de San Andreas, perto de Los Angeles,
que não se movimenta há mais de dois séculos, está sob um fortíssimo estresse e
pode provocar um grande terremoto a qualquer momento, sugere estudo publicado na
última edição da revista 'Nature' (junho de 2006).
Falhas como a de San Andreas, nos Estados Unidos (acima),
podem ocasionar terremotos devastadores
Segundo o cientista Yuri Fialko, do Instituto de Oceanografia Scripps, em La
Jolla, na Califórnia, levando em conta as taxas anuais de movimento em outras
áreas da falha, pode haver energia represada suficiente na extremidade sul para
deflagrar um solavanco cataclísmico de até 10 metros.
"As taxas de tensão observadas confirmam que a região sul da falha de San
Andreas pode estar se aproximando do fim da fase intersísmica no ciclo sísmico",
diz o pesquisador no estudo.
Um movimento lateral brusco de entre 7 e 10 metros estaria entre os maiores
já registrados.
De acordo com a U.S. Geological Survey (USGS), o terremoto que destruiu San
Francisco em 1906 foi causado por um movimento súbito de até 6,4 metros na
extremidade norte da falha.
Fialko disse que desde os primórdios da colonização européia da área não são
registrados movimentos na extremidade sul da falha, uma junção geológica de
quase 1.300 quilômetros de extensão, entre as placas tectônicas do Pacífico e
Norte-Americana.
De acordo com ele, essa ausência de movimento por 250 anos corresponde aos
intervalos previstos entre grandes terremotos na extremidade sul da falha, entre
200 e 300 anos.
Nas outras áreas da falha, as taxas médias de deslizamento, de alguns
centímetros ao ano, evitaram o acúmulo de pressão.
Segundo a USGS, os grandes terremotos recentes nas zonas norte e central da
falha ocorreram em 1857 e 1906.
Fialko afirmou que há três explicações possíveis para a ausência de movimento
na área sul – deslizamentos sob a superfície sem manifestações externas, a
possibilidade de ela simplesmente não se mover tanto quanto o resto ou um grande
bloqueio.
"Exceto pela primeira possibilidade, a quietude aumenta a probabilidade de
ocorrer um evento sismológico," escreveu Fialko.
Mas ele considera a primeira hipótese improvável.
"Independentemente da geometria da falha e das propriedades mecânicas da
crosta ambiente, os resultados apresentados nesse estudo sustentam as previsões
de uma alta probabilidade da ocorrência de grandes terremotos no sistema sul da
falha", relatou.
Fonte: Reuters
'Terremoto silencioso' pode sinalizar grande tremor, diz estudo
SÃO FRANCISCO – Localizar os chamados "terremotos silenciosos"
pode ajudar os cientistas a preverem melhor a probabilidade de sismos graves,
disse na quarta-feira (5 de julho de 2006) um professor da Universidade Stanford
(Califórnia).
Os terremotos silenciosos – aqueles em que há um lento movimento da terra,
detectado por satélites graças a sutis mudanças na superfície, uma vez que eles
não propagam ondas de choque – parecem ampliar a pressão nas falhas tectônicas,
contribuindo para terremotos fracos, de magnitude dois e três, segundo o
geofísico Paul Segall.
"Localizar esses terremotos silenciosos pode melhorar a compreensão da
formação dos pequenos tremores, o que ajudaria os cientistas a avaliarem a
probabilidade de terremotos mais fortes", disse Segall, referindo-se às
conclusões da sua equipe, publicadas na edição de quinta-feira (6 de
julho de 2006)
da revista Nature.
Dados dos terremotos silenciosos podem ajudar os cientistas a desenvolverem
um "medidor de estresse" para determinadas zonas de falhas tectônicas,
segundo o pesquisador.
– Cada vez que há um evento (tremor) silencioso, é como enfraquecer um pouco
o sistema, empurrando-o um pouco mais forte – afirmou. – Se pudéssemos ver um
aumento na taxa dos pequenos terremotos em resposta a esses eventos silenciosos,
então poderíamos calibrar o medidor.
– Isso seria potencialmente uma forma de fazer uma previsão mais
probabilística (para grandes terremotos) – acrescentou Segall. – Poderíamos
dizer que durante um período de poucas semanas a probabilidade é maior, e tomara
que possamos colocar alguns números nessa probabilidade.
Os sismologistas estimam que terremotos violentos atingem o Japão a cada 200
anos e o noroeste dos EUA a cada 500. Nos últimos seis anos, os cientistas
concluíram que o sudoeste do Japão e parte do nordeste do Pacífico (o que inclui
a Costa Oeste dos EUA) têm atividade sísmica silenciosa, de acordo com Segall.
– É possível que, a cada ocorrência de um evento lento, e conforme avançamos
no ciclo, ou nos aproximamos do "big one" (um terremoto devastador que
poderá destruir Los Angeles e São Francisco a qualquer momento), esses
eventos lentos possam começar a ficarem maiores, porque a área que está próxima
da quebra terá aumentado.
Fonte: Reuters
~ O imprevisível em qualquer lugar ~
Existe algum país que esteja livre de alguma catástrofe natural? Não, nenhum
país está livre disso, considerando que a Natureza é imprevisível. Por esse
motivo, nem o Brasil escapa.
O Brasil não está preparado, principalmente, para a eventualidade de um
terremoto de grandes proporções. Não existem estudos e equipamentos que permitam
um planejamento estratégico. A constatação é de geólogos integrantes do grupo
que estuda abalos sísmicos na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN),
um dos poucos do tipo no Brasil.
Segundo um dos geólogos, “se tivermos um abalo de grande porte em uma zona
populosa, vai morrer mais gente do que na Califórnia (onde 3.000 pessoas
morreram em São Francisco em 1906)”. Não existe código de segurança para um
desastre deste tipo no Brasil.
— Seriam necessários pelo menos 30 sismógrafos funcionando permanentemente no
Brasil para identificar áreas de risco. Os poucos existentes estão quase todos
situados em barragens de hidrelétricas — disse o geólogo.
Segundo ele, o estudo permanente das regiões com maiores probabilidades pode
ajudar na prevenção, construção de edifícios mais seguros, aparelhamento e
treinamento de equipes de socorro. Em países como o Peru, onde 560 pessoas
morreram em agosto de 2007 por causa de um terremoto de magnitude 8, a maior
parte dos edifícios possui placas informando que o projeto foi feito para
resistir a sismos.
De acordo com um técnico em sismologia do Instituto Astronômico e Geofísico
da Universidade de São Paulo (USP), o fato de não ocorrerem muitos terremotos no
Brasil ajuda a explicar a falta de estudos, mas a identificação de diversos
abalos nos últimos anos tem mudado a postura de seguradoras e construtoras.
— Construtoras e seguradoras já levam a possibilidade em conta — disse o
técnico.
Supervulcão Supervolcano mistura ciência, dramaturgia e imagens criadas por
computador para revelar o que poderia acontecer se o vulcão de Yellowstone (EUA),
parque nacional que abriga o único supervulcão atualmente ativo do mundo,
entrasse novamente em erupção.
Em Flash
Veja guia sobre a formação e a erupção de vulcões.
Vulcão Tungurahua entra em erupção no Equador
A entrada em
erupção do vulcão Tungurahua, levou as autoridades
locais da província equatoriana de Chimborazo a ordenar
a evacuação de cerca de mil moradores de vilarejos
próximos.