O Vesúvio é um vulcão ativo do tipo composto, que
expele material em fluxo intenso. Localiza-se em Nápoles, atingindo uma altura de
1281 metros. Antes da tragédia de Pompéia em 79, o Vesúvio encontrava-se inativo
havia 1500 anos. Só foram iniciadas escavações na região em 1738. Elas revelaram
ruas, paredes de edifícios e até pinturas inteiras. – Tipo de atividade vulcânica Segundo Lacroix é designado “Vulcano-estromboliano” porque umas vezes existem explosões com grande produção de cinzas e lava espessa (do tipo vulcaniano) e outras eclodem com magma fluído, poucas cinzas, mas muitos gases explosivos, projetando materiais sólidos (do tipo estromboliano). Segundo Scarth é Pliniano, porque a sua lava é muito fragmentada e espalha-se por uma grande área, atingindo grande espessura (pode exceder os 100 km³ de volume). A coluna de gases e cinzas pode ter alguns quilômetros de altura. – Tipo de erupção vulcânica O Vesúvio é um vulcão misto, que se encontra em margens de placas destrutivas (margens convergentes), geralmente associados a arcos insulares e a cadeias de montanhas litorais. O magma, rico em sílica, tem essencialmente origem no material da própria placa. As lavas produzidas são muito viscosas e solidificam rapidamente, formando um relevo vulcânico com vertentes abruptas. Segundo outros autores o vulcão é considerado explosivo, mas tendo em conta que, ao longo do seu período de atividade, ocorreram erupções alternadas, é mais carreto designá-lo por misto. – Erupções O Vesúvio entrou em erupção várias vezes na história, tendo sido a erupção mais famosa a de 79. Seguiram-se outras em 472, em 512, em 1631, seis vezes no século XVIII, oito vezes no século XIX (com destaque para a de 1872), em 1906, em 1929 e em 1944. Não houve nenhuma erupção desde 1944, cujo fenômeno destruiu duas vilas inteiras. Em 79, as erupções foram tão grandes que toda a Europa do sul esteve coberta por cinzas; em 472 e em 1631, as cinzas de Vesúvio caíram em Constantinopla (agora chamada Istambul), a mais de 1609 km de distância. É o único vulcão do continente europeu que há quase 19 séculos manifesta atividade regular.
– Produtos emitidos ao longo das várias erupções As erupções variam muito no que respeitam à severidade, embora todas elas sejam características do tipo Pliniano. Assim, são erupções com lançamento de piroclastos, sejam eles cinza, lapili, pedra-pomes ou bombas. Na erupção de 79, o vulcão enviou cerca de 4 km³ de cinzas e rochas, tendo estas coberto as cidades de Pompéia e Herculano. – Características da lava Lava viscosa e ácida, muito rica em sílica, características de erupções explosivas. – Curiosidades
~ As maravilhas de Pompéia ~
Em março de 1944 o Vesúvio entrou em
erupção por algumas semanas enviando ~ Itália se prepara para uma possível nova erupção do Vesúvio ~ A possível erupção do Vesúvio, vulcão próximo a Nápoles, é uma fonte de preocupação para a Defesa Civil italiana, que estuda ampliar a zona considerada de risco e organiza novos planos de evacuação. Os problemas gerados pela erupção do vulcão islandês Eyjafjallajokull fizeram a Itália lembrar o perigo sempre latente de uma erupção do Vesúvio, no sul do país. "O Vesúvio é o maior problema da Defesa Civil", explicou o chefe do organismo, Guido Bertolaso, que tem uma ampla experiência em catástrofes naturais, como o terremoto que devastou a região dos Abruzos em abril do ano passado. O vulcão está agora no que os vulcanólogos chamam "ciclo de repouso", o que não quer dizer que não possa despertar de uma hora para outra. Em março de 1944 o Vesúvio mostrou novamente a sua pior cara, com uma forte erupção que felizmente não causou vítimas, assim como a 1906, as duas únicas erupções registradas no século XX. Em 1631 a atividade do vulcão causou mais de mil vítimas, embora a pior erupção tenha sido a do ano 79, que deixou dois mil mortos e sepultou as localidades de Pompéia e Herculano.
Mas a situação mudou desde a última erupção nas bordas do Vesúvio. Em 60 anos a área, chamada de "zona vesuviana" passou de quase desértica para uma das áreas de maior densidade populacional da Europa, devido, sobretudo, à construção em massa de imóveis ilegais. Bertolaso denunciou que muitas pessoas construíram com o dinheiro público que ganharam para fixar residência em uma área longe da "zona vermelha", mas alugaram sua casa anterior na encosta. Na atual "zona vermelha" — sinalizada pela Defesa Civil e que tem um raio de 9,12 quilômetros — há 18 municípios com cerca de 700 mil habitantes. Atualmente, revelou Bertolaso, se estuda ampliar a área de perigo, por isso que um eventual plano de evacuação poderá incluir cerca de um milhão de pessoas. O chefe do organismo assegurou que não há porque se alarmar, "que se trata apenas de prevenção". No último documento da Defesa Civil, do dia 2 de abril, se afirma que "não se registram fenômenos precursores de início de uma possível atividade eruptiva em breve". No entanto, a descrição do principal responsável da Defesa Civil da possível erupção do Vesúvio não para por aí: "a explosão do vulcão provocaria uma coluna de fumaça e lixo de 20 quilômetros de altura e a queda das cinzas afetaria uma área que chegaria inclusive ao Lácio", região do centro da Itália pertencente a Roma. Além disso, acrescentou, a nova erupção seria acompanhada de terremotos "com consequências comparáveis ao que acontece em L'Aquila ano passado". Para a evacuação das pessoas que vivem nas margens do vulcão dormente "teríamos como máximo de tempo à disposição uma semana, talvez menos, três ou quatro dias", antes que a erupção se transformasse em uma catástrofe. Há algumas semanas, os cientistas do Observatório Vesuviano e da Universidade Federico II de Nápoles, assim como o pessoal da Comissão de Grandes Riscos, estudam novos planos de emergência. No documento do dia 2 de abril, a Defesa Civil descreve passo a passo e hora a hora como comportar-se em caso de erupção e como ir evacuando as diferentes zonas: vermelha, amarela e azul. Também descreve quais serão as localidades dispostas a acolher às centenas de milhares de habitantes que teriam que ser desalojados. Bertolaso explicou que o órgão também segue prestando atenção à atividade dos 12 vulcões subterrâneos, localizados nos mar Tirreno e no Canal da Sicília. No entanto, embora o Vesúvio seja o mais conhecido dos vulcões, Bertolaso adverte que o que tem "a escopeta carregada" é o monte Epomeo na ilha de Isquia, no golfo de Nápoles, cuja última erupção foi em 1300, "mas se observou que nestes séculos o cone cresceu 800 metros e está carregando a câmara magmática".
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Bibliografia: Banco de Dados Starnews 2001 – Discovery Channel – National Geographic – (April 2005) "Vesuvius next eruption", Geotimes Retrieved on 2006-12-08 – Summary of the eruptive history of Mt. Vesuvius, Osservatorio Vesuviano, Italian National Institute of Geophysics and Volcanology, Retrieved on 2006-12-08 – The Pomici Di Base Eruption, Osservatorio Vesuviano, Italian National Institute of Geophysics and Volcanology, Retrieved on 2006-12-08 – Vesuvius, Italy, Volcano World – The world's top volcanoes, Scentia.
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