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Girassois

Vincent van Gogh, Girassóis, 1889. Óleo sobre tela, 95.0 x 73.0 cm. Van Gogh Museum, Amsterdam.

"Que bela é a arte, se alguém tão-somente pode recordar o que já viu, nunca estará sem alimento para o pensamento ou verdadeiramente só, nunca só." ¹

"O ataúde já estava fechado. Cheguei muito tarde para ver de novo o homem que me deixou quatro anos atrás tão cheio de expectativas de todo tipo...

Nas paredes da casa onde descansava seu corpo, seus últimos quadros formavam  uma espécie de auréola, e o brilho do gênio que irradiava deles fez sua morte ainda mais dolorosa para nós os artistas que estavam ali. O ataúde foi coberto com uma simples toalha branca e rodeada com ramos de flores, os girassóis que ele amava tanto, dálias amarelas, flores amarelas por toda parte. Era, recordei, sua cor preferida, o símbolo da luz que ele sonhou, de estar nos corações de todos assim como nas obras de arte.

Perto dele, também no chão frente ao ataúde, estava seu cavalete, sua cadeira dobrável e seus pincéis.

Chegou muita gente, principalmente artistas, entre os quais reconheci Lucien Pissarro e Lauzet. Não conhecia os demais; também alguma gente do lugar que o havia conhecido um pouco, visto uma vez ou outra e que lhe tinham apreço porque ele era tão bom de coração, tão humano. . ." ²

¹ Vincent escreveu a seu irmão, Theo, em novembro de 1878.
² Un amigo de muito tempo de Vincent, o pintor Emile Bernard, escreveu acerca do funeral em detalhe a Gustave-Albert Aurier:

Vincent van Gogh: Gravuras
Exposição apresentada em 2005
Museu Metropolitano de Nova York.

Um grande e significante trabalho de van Gogh, quase desconhecido, poderá ser visto nessa primeira retrospectiva americana.

Ver imagens da exibição

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