![]() — Twisters Cerca de 1000 tornados baixam nos Estados Unidos anualmente. Os tornados freqüentemente causam devastação de fazendas, povoados, e cidades que são golpeadas por sua violência natural. Cinqüenta e duas pessoas foram mortas por tornados só em 2002 e centenas foram feridas. As testemunhas que viram de perto estes ventos espirais furiosos descrevem sua aproximação como o rugido de um motor de jato. Os tornados explodem escombros em todas as direções — frequentemente em velocidades de centenas de milhas por hora. A maioria das casas é feita para resistir velocidades de vento de até 70 milhas por hora, mas um tornado não é nem registrado se não alcança o mínimo de 73 milhas por hora. – Como e por quê Para que um vórtice — um funil espiral de vento — seja classificado como um tornado, deve estar em contato com o chão e com a nuvem de tempestade acima dele. Quando o funil finalmente toca o solo, cria um caminho de destruição concentrada. A trilha de um tornado é raramente maior do que 250m de uma ponta à outra, mas pode ter cerca de uma milha de largura. Os tornados são gerados por uma variedade grande de padrões de tempo. Entretanto, a maioria dos meteorologistas concorda que os tornados acontecem quando correntes de ar frio e quente colidem, criando uma área rotativa de pressão atmosférica baixa. O ar dentro de uma frente baixa de pressão tem uma tendência natural de levantar e criar uma forte corrente de ar para cima. Esta corrente é cercada de ar quente do nível do chão, girando cada vez mais rápido sugando o ar ao seu redor como um aspirador de pó. Em casos extremos estas correntes poderosas de ar podem alcançar velocidades de 300mph. Os tornados mais poderosos ocorrem quando as tempestades de ‘super-cell’ ocorrem. Estas nuvens giratórias de trovoadas podem claramente ser vistas em radares de tempo como uma circulação bem definida a qual os meteorologistas chamam de um mesociclone. As nuvens gigantes de trovadas — super-cell chegam a alturas maiores que a do Monte Everest. – Escala Fujita A intensidade de um tornado é determinada pela escala Fujita, batizada com este nome em homenagem ao falecido cientista de tornados, Dr. Fujita da Universidade de Chicago. Os Twisters são medidos pela quantia de estrago que eles causam, e não pelo seu tamanho físico. Também é importante lembrar-se de que o tamanho de um tornado não é necessariamente uma indicação de sua ferocidade. Tornados grandes podem ser fracos, e tornados pequenos podem ser violentos.
– As predições Embora as predições de tornados tenham melhorado imensamente nas últimas décadas, predizer onde um tornado irá aparecer é praticamente impossível. Os meteorologistas observam o desenvolvimento de temperatura e padrões de vento na atmosfera. São estes fatores que criam vapor, instabilidade, força, e vento necessários para as tempestades de tornados se desenvolverem. Entretanto, prever tempo severo mais do que dois dias com antecedência é um pouco mais do que adivinhação. Uma frota de radares móveis, conhecida como Doppler on Wheels (DOWs) conta com bases em áreas inclinadas ao desenvolvimento de tornados na América. Os Dows registram detalhes minúsculos das características do tornado, incluindo olhos e jatos de ar, e velocidades de vento acima e abaixo do nível do chão. Polemicamente, a fonte mais valiosa de informação sobre a ciência de tornados e o seu comportamento vem do nível das raízes da grama. Uma rede de caçadores de tempestades e observadores de tornados nos Estados Unidos compila dados sobre tornados conforme eles vão acontecendo. Isto às vezes pode ser uma tarefa muito perigosa. Os spotters (observadores) alimentam informação ao vivo ao Serviço Nacional de Tempo dos Estados Unidos durante os tornados. Isto, para as pessoas “normais” pode ser tranquilamente considerado como uma missão suicida. – A segurança contra o Twister Somente 20% dos twisters da América são avaliados como F2 e mais forte. Mesmo assim, isso ainda significa cerca de 200 tornados a cada ano com ventos acima de 200mph. A quantidade de tornados F4 e mais fortes é de 20 por ano, e felizmente tornados monstros F5 geralmente acontecem somente uma vez por ano. Isto é suficiente para matar uma média de 60 pessoas por ano só nos Estados Unidos, e causar um prejuízo de bilhões de dólares. Assim mesmo, até um twister relativamente suave pode fazer um pedaço de madeira atravessar uma parede de tijolo como se fosse feita de papel. O lugar mais seguro para abrigo durante um tornado é abaixo do nível do chão num porão. Surpreendentemente, calcula-se que menos da metade das casas no Beco de Tornado tem porão. Os peritos recomendam que as pessoas que vivem em áreas inclinadas a tornados e não têm porões devem forrar as paredes de um cômodo com uma placa de aço de 10mm. O ideal é que este cômodo não tenha janelas e fique localizado no interior da casa protegido por outros cômodos. As famílias devem se cobrir com colchões e almofadas para prevenir ferimento de pedaços de vidro e escombros voadores.
– A morte lá de cima Peritos do Centro de Predição de Tempestades da América recomendam as pessoas que fiquem atentas aos seguintes sinais de aviso:
Em média, as pessoas que vivem no caminho dos tornados têm somente 18 minutos para se abrigar. Entretanto, a conscientização de segurança pública em relação aos tornados é extremamente alta no Beco dos Tornados, e portanto perdas são freqüentemente mais baixas do que em outras partes dos Estados Unidos. No dia 3 de maio de 1999, 66 tornados golpearam Oklahoma deixando uma trilha de 38 milhas de devastação na cidade. O maior destes twisters — um F5 — arruinou quase 8,000 edifícios causando mais de um bilhão de dólares de prejuízo. Apesar desta destruição incrível, menos de 40 pessoas foram mortas. Os moradores desta região sabem como manter um olho no céu. Formações de tornado voltam a aparecer na orla do Rio
RIO — O coordenador do Departamento de Meteorologia da UFRJ, Luiz Maia,
notou nesta terça-feira (18/4/2006), durante a passagem da frente fria pelo
Rio, a existência de formações de pequenos tornados ao longo da orla
carioca na Praia de Copacabana e na altura do Pão de Açúcar. Ele diz que o fenômeno sempre foi considerado atípico na cidade, mas
ultimamente tem se repetido com uma freqüência anormal, surpreendendo
especialistas. Alguns tornados tocam na água, formando as chamadas trombas
d'água, mas os identificados nesta terça-feira eram mais largos
e não chegavam à superfície do mar. Para especialistas, o aumento da frequência de trombas d'água na região
do Rio — pode ser consequência
do aquecimento global. Fonte: O Globo Veja:
INPE - SATÉLITE
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