© 2009, Sanctuaire Sainte Thérèse de Lisieux

Santa Teresa do Menino Jesus
Doutora da Igreja

Thérèse com 15 anos

~ A Flor de Lisieux ~

Cidade do Vaticano, 19 de outubro de 1997

O Papa João Paulo II elevou, hoje, Santa Teresa do Menino Jesus e da Santa Face a doutora da Igreja. Isso significa que os escritos que deixou passam a ter status de doutrina. Santa Teresa, que morreu de tuberculose em 1897, aos 24 anos, e passou toda a sua juventude no convento das Carmelitas em Lisieux, na França, é o 34º nome da lista dos santos que se tornaram doutores da Igreja, e a terceira mulher a ser elevada a esta posição. O Vaticano informou que o Papa concedeu a honraria a Santa Teresa porque, apesar de jovem e de não ter cursos superiores, ela mostrou a todos os fiéis a importância da homilia no ensino teológico. A concessão da honraria aconteceu durante missa celebrada na basílica de São Pedro, no Vaticano, ante dezenas de milhares de fiéis. As Obras Completas de Santa Teresa acabaram de ser publicadas com o aval do Vaticano. Seus escritos eram, na maioria, poesias, mas Santa Teresa também escreveu um diário — História de uma alma — de grande impacto. Editadas em apenas um volume, as Obras Completas têm mais de 1.500 páginas. Segundo o Vaticano, a Santa explicou de maneira simples, com palavras próprias, como se chega a Deus "fazendo pequenas coisas", e demonstrou que qualquer pessoa pode alcançar a santidade. Santa Teresa foi canonizada em 1925 e se converteu em uma das santas mais populares, a quem vários milagres foram atribuídos.

Prólogo

"Nada é tão cheio de mistério como as silenciosas preparações que esperam pelo homem desde o limiar de cada vida. Tudo vem a termo, antes de completarmos nossos doze anos" (Péguy). No que diz respeito a Santa Teresa do Menino Jesus e da Santa Face, tudo veio realmente a termo só aos trinta de setembro de 1897, quando ela, minada pela tuberculose, expirou na enfermaria do Carmelo de Lisieux, com a idade de vinte e quatro anos. Sem embargo, por ela também falava Péguy, seu contemporâneo, se é verdade que um destino se arraiga num solo, numa época, numa família, e que se torna tributário de uma hereditariedade, de uma história. Ninguém é ilha. Teresa não desceu do céu, como se fosse um anjo. Nasceu em chão normando, na dependência de seus maiores e de sua terra. Antes que o mundo celebrasse Santa Teresa de Lisieux e seu caminho de infância, existiu uma criança: Thérèse Martin, de Alençon. Ela é exatamente o misterioso fruto daquelas preparações silenciosas. Tivessem seus pais: Louis Martin e Zélie Guérin, seguido cada qual o pendor de seu coração, "a maior Santa dos tempos modernos" não teria chegado à luz da existência, no dia 2 de janeiro de 1873.

Nos últimos séculos, nenhum santo tem merecido culto comparável ao de Santa Teresa do Menino Jesus. No entanto, houve autores cristãos que, durante uma certa época, quiseram provar que toda a doutrina de Santa Teresa do Menino Jesus e da Santa Face não passaria de um entusiasmo popular passageiro, não resistindo a uma análise teológica mais acurada. Isto porque, até então, a noção de santidade era intimamente ligada a martírios de toda sorte, transportes místicos, vidas inteiramente diversas da que uma pessoa comum poderia levar. A influência universal e profunda exercida pela santa de Lisieux excedia, no entanto, tudo que se poderia imaginar. É de fato um fenômeno. História de uma alma, sua autobiografia publicada postumamente, transformou-a em objeto de um culto calcado principalmente na sensibilidade e na delicadeza, numa certa intimidade que em pouquíssimo tempo transformou Santa Teresa numa imagem "familiar". Esta espécie de catolicismo intimista e cotidiano fez com que os brasileiros viessem a chamá-la de Teresinha, em oposição à severa Santa Teresa d'Ávila, filósofa admirável da Fé.

Mas por que História de uma alma suscitou entre os católicos esta espécie de culto? Por que, ao ler o livro, temos a certeza de aproximarmo-nos inteiramente da alma de Santa Teresinha?

Pode-se dizer que esta intimidade criou um novo modelo de santidade, com uma postura inovadora para a época — sem mortificações excepcionais, nem fenômenos místicos tais como visões ou êxtases; ao contrário, incentivou coisas simples como orações e profundas meditações, sem atos externos de impacto. Trata-se do método da excelência da virtude nas pequenas coisas.

Suas características mais marcantes são basicamente a simplicidade, a magnanimidade e a mais profunda alegria, mesmo sob as mais rigorosas provações. Sabedoria e força, com doçura. Esta é a santidade possível e este foi o sistema de Santa Teresa.

No Brasil, sobretudo no início do século, a influência marcante da cultura francesa veio se somar ao catolicismo tradicional, herdado dos portugueses, propiciando uma acolhida peculiar à veneração da jovem santa. Em 1925 foi erigida no Rio de Janeiro, à entrada do túnel Novo, entre Botafogo e Copacabana, uma igreja em sua honra. A santa que já era chamada pelo apelido carinhoso de Teresinha, transformou-se em uma "santa da família". A dramaticidade luminosa da jovem freira, com sua intensa vida interior, exerceu grande apelo ao mesmo tempo popular e intelectual. O povo em geral passou a cultuá-la e sua vida começou também a inspirar nossos escritores.

No dia 14 de julho de 1921, na véspera da sua morte, o poeta Alphonsus de Guimaraens escreveu os seus "Últimos Versos", em louvor de Santa Teresa:

(...) Mais uma vez a mágoa imensa do teu clarão,
Veio tremendo na onda clara e densa,
Até meu coração.
E pude ver-te, contemplar-te pude,
Como a imagem da virtude
E da pureza,
Cheia de luz,
Como Santa Tereza
De Jesus!

Em 1928 Jorge de Lima dedica-lhe o poema "Santa Teresinha do Menino Jesus", e parece ter sido ele o primeiro a chamá-la pelo diminutivo carinhoso. Mais ou menos na mesma época, 1930, Manuel Bandeira escreveu "Oração a Teresinha do Menino Jesus", em que pede a alegria da santa para si. Sérgio Buarque de Holanda, no seu clássico Raízes do Brasil, ressalta-lhe o lado "amável e fraterno". Gilberto Freyre explica a veneração pela simbologia de "uma namorada mística". Dunshee de Abranches e Luís Guimarães dedicam-lhe poemas que ressaltam a figura delicada da "petite Thérèse", numa atmosfera simbolista, tão cara à juventude de ambos. Mas foi Ribeiro Couto que fez a descrição definitiva do estado de admiração da alma coletiva do brasileiro de então (1934), em seu livro Presença de Santa Teresinha, ilustrado por Portinari:

Cada criatura humana tem seu jeito pessoal de ficar de mãos postas diante do que vem de Deus. Não sei falar de Santa Teresinha senão à minha maneira. (...) (com) uma confiança poética e fraternal que tomei por ela, por instinto. (...) Santa Teresinha, mais do que qualquer pessoa celeste, é essencialmente quotidiana.

A inocência e o amor divino ganharam ressonância de modo inconsciente entre nós: inúmeras meninas foram batizadas com o nome de Teresinha e a canção de roda, tão conhecida, fez com que muitos desejassem ser "aquele a quem Teresa deu a mão".

A vocação de Teresa: o Carmelo de Lisieux

Quando Thérèse decidiu entrar para o Carmelo, muitos foram os obstáculos a vencer, tanto por parte dos familiares como também dos próprios religiosos. Mas Thérèse não desistiu. Sendo assim, havia ainda uma única chance: o Papa Leão XIII.

Para Thérèse, Leão XIII é maior do que todos os monumentos de Roma. Consciente ao extremo de sua própria pequenez, sente-se ainda menor diante de tanta grandeza. Diante do Bispo de Bayeux, ela já havia diminuído à dimensão de uma formiga. Face ao Papa, pensa que não passaria de um grão de pó. Leão XIII, que jamais admitiu a perda de Roma e do poder temporal, fez do Vaticano o símbolo de sua resistência. Papa desde 1878, conta, na época, setenta e sete anos. Nesse ancião já cansado é que Thérèse coloca sua última esperança, principalmente porque as últimas notícias de Lisieux não são nada animadoras.

Dom Hugonin mostra-se cada vez mais reticente em relação ao projeto de Thérèse. Uma menina de quinze anos entrando para o Carmelo, eis um motivo a mais para os protestos dos anticlericais que continuam a ver as religiosas com os olhos de Diderot e do seu livro A religiosa, que apresenta os conventos como sucursais de Lesbos!

Para vencer as resistências, enfrentar a opinião pública e fazer calar as comadres de Lisieux, uma só palavra de Sua Santidade seria suficiente. Thérèse sabe-o muito bem e escreve à Pauline: "Posto que o bispo não concorda. o último recurso que me resta é falar com o Papa." E assina a carta: "um brinquedinho de Jesus". Imagina-se como uma bola com que Jesus brinca e leva para onde quer, divertindo-se. Logo ela, que detesta brincar, quer ser o brinquedo de Jesus. Mas será que Ele jogaria sua bola no Vaticano? A vontade divina dobrará a vontade papal? Nada mais incerto...

A audiência está prevista para domingo, 20 de novembro. Na véspera do grande dia, Thérèse escreve à prima Marie Guérin: "Amanhã falarei ao Papa, (...) se você soubesse como meu coração bate forte quando penso em amanhã!" Para melhor compreender sua aflição é preciso saber que a imagem do Papa é, nesta época, assimilada à imagem de um deus vivo, não terreno, instalado em meio a nuvens de incenso, ofertado à veneração dos fiéis do alto de um andor carregado por guardas.

>No romance Roma, de Émile Zola, que seria publicado em 1895, um dos protagonistas é justamente Leão XIII e o herói, abade Pierre Froment, apresenta assim o senhor do Vaticano:

Agora que seu reino terrestre teve fim, de que soberania espiritual se encontra investido este senhor, magro, pálido, diante do qual vira mulheres desmaiarem como atingidas por um raio da divindade duvidosa emanada de sua pessoa? Não eram apenas as glórias retumbantes, os triunfos dominadores da história que aconteciam diante dele, era o próprio Céu que se abria.

Diante de tanta majestade, Thérèse desmaiaria? Ela teme o pior. Na verdade, o centésimo quinquagésimo quarto representante de São Pedro na terra é imponente e a perda de seu poder absoluto, diante de quem o rei da Itália se sentia como um menino. O que dizer, então, de Thérèse? Mesmo as nobres damas de Coutances e de Bayeux estão impressionadas. E essas damas sofrem por antecipação. Mas ninguém está mais perturbada do que esta "pobre Thérèse"...

Domingo, 20 de novembro. Vestida de negro, a cabeça coberta pela protocolar mantilha também negra, a senhorita Martin atravessa o portal do Vaticano. Agarra-se ao braço de seu pai — Ifigênia indo para o sacrifício. Como as jovens católicas de seu tempo, Thérèse lera as tragédias de Racine autorizadas pelos conventos: Esther e Atalie. Como Esther diante de Assuérus, a pequena rainha poderia dizer ao Papa:

Uma palavra de sua boca cessaria as penas minhas,
Tornando Esther a mais feliz entre todas as rainhas.

Mas Thérèse não é Esther, não passando de uma anônima que a pompa do Vaticano impressiona. Sente-se completamente perdida no meio das grandes damas de Coutances e Bayeux que tamborilam seus dedos nas mantilhas enquanto esperam ser apresentadas à Sua Santidade. Na ausência do bispo de Coutances, padre Révérony conduz os peregrinos. Primeiro as damas, depois os padres, em seguida os senhores. Lembra-lhes que estão formalmente proibidos de se dirigirem ao Santo Padre. Dá o exemplo, falando o menos possível e limitando-se a anunciar ao Papa as pessoas importantes. Desta maneira Louis Martin é apresentado como "o pai de duas carmelitas".

Thérèse não tem direito a nenhuma apresentação especial, não sendo apresentada como "irmã de duas carmelitas" ou como aspirante ao Carmelo. Ela bem sabe que deve enfrentar a proibição de falar ao Santo Padre. Hesita. Implora com o olhar a concordância de Céline que sussurra: "Fale." Thérèse obedece. Ajoelhada diante de Leão XIII, as mãos postas, encontra forças para articular: "Muito Santo Padre, tenho uma grande graça a vos implorar."

Surpreso, o Papa se inclina e examina aquela que ousou tomar a palavra em sua presença e que prossegue falando: "Muito Santo Padre, em honra de vosso júbilo, permiti minha entrada para o Carmelo aos quinze anos."

O Muito Santo Padre, cada vez mais surpreso, murmura: "Não estou entendendo bem." Volta-se para o padre Révérony, que já esperava o pior desta senhorita Martin — e o pior acontecera; ela não esconde seu descontentamento e explica: "Muito Santo Padre, esta criança quer entrar para o Carmelo aos quinze anos, mas os superiores estão examinando a questão neste momento."

Tranquilizado, o Papa se contenta em sugerir à Thérèse: "Minha filha, faça como seus superiores lhe disserem." Resposta que adia a solução e que recebe imediatamente a réplica: "Oh, Muito Santo Padre, se vós dissésseis sim, todo mundo iria querer o mesmo."

A insistência de Thérèse ameaça provocar um incidente que o Papa evita com um irrefutável "Vamos, vamos, tu entrarás se o Bom Deus o quiser."

É de modo polido, porém firme, que o Papa afasta Thérèse, que gostaria de falar ainda para convencê-lo. Mas dois guardas, ajudados por padre Révèrony, intervém para acabar com a entrevista, que não durara muito. Ajudam Thérèse a levantar e levam-na rapidamente:

No momento em que eu estava sendo conduzida, o Santo Padre levou sua mão a meus lábios e levantou-a para me abençoar e, então, meus olhos se encheram de lágrimas e padre Révèrony pôde ver tantos diamantes quantos havia visto em Bayeux.

Louis Martin e Céline tentam, em vão, consolar Thérèse, que se apercebe enfim que chovia em Roma: "naquele dia, (...) o céu (...) não parou de chorar junto comigo". Ela queria ser o brinquedo de Jesus. Este brinquedo foi quebrado. Na noite de 20 de novembro Thérèse escreve a irmã Agnes de Jesus:

O bom Papa é tão velho que se poderia dizer que está morto, eu não o imaginava assim, e ele não pode quase falar, (...) Oh! Pauline, não posso lhe contar o que senti, como fiquei aniquilada, eu me sentia abandonada.

Em História de uma alma Thérèse não faz um retrato tão espontâneo do Papa. Não evoca sua extrema velhice, mas sim seu esplendor.

A viagem à Itália, para Thérèse, perde todo o seu encanto. O objetivo foi frustrado. Não entrará para o Carmelo aos quinze anos, tinha planejado fazê-lo perto do Natal, nas vésperas dos seus quinze anos.

Thérèse esperava que seu diálogo com o Papa tivesse passado despercebido. Mas qual! Não se fala em outra coisa! O vigário-geral de Coutances, padre Legoux, aborda-a sorrindo com um "como vai nossa pequena carmelita?" A pequena carmelita vai mal, sofre em silêncio. Até os jornais fazem eco à sua incrível audácia. No L'Universe de 24 de novembro, sob a rubrica "Correspondência Romana", pode-se ler:

Entre os peregrinos encontrava-se uma jovem de quinze anos que pediu ao Santo Padre para poder entrar imediatamente no convento para fazer-se religiosa.

Após visitar cidades italianas, os peregrinos voltaram para a França. Thérèse constata que Lisieux a atrai como "um amante". Este amante tem um nome: o Carmelo, para onde ela corre assim que chega, em 2 de dezembro.

Durante a viagem, além do esplendor das paisagens e monumentos, Thérèse descobriu também a fraqueza dos padres, o poder das conversas de comadres, a inutilidade do luxo. "Que viagem! Ensinou-me mais do que longos anos de estudos", comenta. Descobriu ainda, com espanto, como a condição feminina na Itália era desprezada:

Não posso ainda compreender como as mulheres são tão facilmente excomungadas na Itália. A todo momento ouvíamos: "Não entrem aqui, não entrem lá, vocês serão excomungadas!" Ah! pobres mulheres, como são menosprezadas!

Seguindo os conselhos de Pauline, Thérèse escreve ao bispo de Bayeux, deixando falar seu coração: "Monsenhor, venho pedir à Vossa Eminência a resposta pela qual espero há tanto tempo." Assim ela começa sua súplica. Mostra a carta ao tio, que suprime os elances do coração, o que dá à missiva uma forma mais oficial e talvez menos imperiosa. Corrigida por M. Guérin, acaba ficando assim: "Monsenhor, venho lembrar à vossa Eminência o pedido de autorização que tive a honra de vos encaminhar." Thérèse não pede mais nada. limita-se a "esperar com confiança" e aspirar por esse "insigne favor". A carta é enviada em 18 de dezembro.

Escreve também ao padre Révèrony par lembra-lhe, humildemente, a promessa que ele lhe havia feito de falar em seu favor com dom Hugonin, e para fazê-lo notar que "restam apenas oito dias até o Natal". Uma resposta afirmativa do bispo de Bayeux, que magnífico presente seria!

Chega o Natal. Thérèse contava assistir à Missa do Galo atrás dos muros do Carmelo. No entanto, deve contentar-se em ir à Catedral. Sente-se como Moisés, que contempla a Terra Prometida sem poder entrar.

No dia de Natal, em seu quarto, acha o presente de Céline, um desenho de um navio com o Menino Jesus adormecido, segurando uma bola. No barco, escreveu: 'Eu durmo, mas meu coração vela." e no casco, a palavra "abandono". Abandono à vontade do Senhor, que vale à Thérèse uma tarde inteira de pranto.

À tarde, ainda desanimada, vai ao Carmelo, e recebe um presente quase igual ao de Céline: um Menino Jesus segurando uma bola onde seu prenome está escrito. A coincidência chega a fazê-la sorrir.

Em 28 de dezembro, madre Maria de Gonzaga recebe a resposta de dom Hugonin: está autorizada a admitir Thérèse Martin no Carmelo, sem mais demora. Thérèse é avisada em 1 de janeiro. Demora inexplicável. Pior ainda, irmã Agnes de Jesus, que removeu céus e terras para ajudá-la a entrar no Carmelo o mais rapidamente possível, obtém de sua superiora o adiamento desta entrada até a Páscoa, sob a justificativa de poupar Thérèse dos rigores da quaresma, que Thérèse teria achado bem mais suaves comparados ao suplício da espera que não acaba mais, e que redobra mais uma vez, de forma imprevisível. "Não pude conter as lágrimas ao pensar em tão longo prazo", ela diz.

Thérèse poderia achar que tivesse sido traída por Pauline, e poderia perder-se em conjecturas sobre os motivos de tal combinação. Irmã Agnes de Jesus teria querido impor uma última prova a sua irmã, para ver como ela se sairia? Thérèse não faz nenhum julgamento sobre esta decisão. Corajosamente decide remar seu barco Abandono e chegar ao porto, custasse o que custasse, na Páscoa ou na Trindade. O principal, a aprovação de dom Hugonin, foi o melhor presente que poderia ter recebido por ocasião de seu décimo-quinto aniversário. Thérèse está satisfeita com as belezas da terra. Agora, aspira pelas do Céu!

(Próxima página) A Entrada para o Carmelo

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