Cristo
Pantocrator Hagia Sophia, Istambul Cerca de
1185 mosaico (detalhe)
Cristo
Pantocrator Hermitage Museum, São
Petersburgo Constantinopla? 1363 têmpera sobre
madeira 106 x 79 cm x 45.3 x 33.7
São
Gregório Hermitage Museum, São
Petersburgo século
12 Constantinopla têmpera sobre madeira 81 x 53
cm x 34.6 x 22.6
Theotokos com Cristo Hagia Sophia,
Istambul meados do século 12 mosaico
(detalhe)
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Ícones do Período Médio
Bizantino
No princípio do século 8 irrompeu
uma controvérsia terrível na igreja
ortodoxa sobre o uso dos ícones na
adoração e na oração. Os
dois lados na batalha foram chamados os iconoclastas
(quebradores de imagens), e os
favoráveis aos ícones. O argumento
sobre os ícones foi discutido na igreja
durante cem anos. Os iconoclastas diziam que os
ícones eram adorados, enquanto os
favoráveis achavam que era somente
veneração. A palavra grega para
veneração é proskynesis,
e essa mesma veneração era concedida
ao imperador. Reverência, saudação e
respeito, mas não era adoração.
O Imperador Constantino através de um
edito em 730 decretou a proibição
dessas imagens. Esta proibição era
ilegal e representava que, pela primeira vez, um
imperador influía diretamente nos casos da
igreja, ignorando os outros patriarcas, inclusive o
papa em Roma.
O edito foi observado estritamente em
Constantinopla. Mas, em 843, essa
proibição foi revogada, com a
vitória total dos ortodoxos.
Durante
o Período Iconoclasta a
tradição inteira da pintura dos
ícones foi amplamente prejudicada. Podemos
supor que os ícones criados durante esse
período tinham um ar mais austero, talvez
mesmo um tanto severo na aparência,
considerando que nessa época quase todos os
ícones eram produzidos nos mosteiros pelos
monges.
Quando os pintores de ícones
se tornaram livres para trabalhar abertamente,
após a revogação de 843,
é evidente que começaram a aparecer
encomendas. Muitas igrejas precisavam
imediatamente de decoração. Passaram-se
muitos anos para os artistas voltarem a dominar
a técnica e os estilos tradicionais. Os materiais
para a pintura e o trabalho do
mosaico tornaram-se difíceis de encontrar. Os
ícones eram pintados na têmpera, no
mosaico, no marfim, no vidro, no mármore, no ouro
e em pedras preciosas. Nessa
ocasião, o primeiro ícone ao lado foi criado
sob encomenda na galeria sul de Hagia Sophia, por volta de
1185. A arte de Bizâncio tinha
alcançado um refinamento e uma beleza talvez
nunca antes conseguida. O mosaico descreve
Cristo entronizado como Pantocrator; na esquerda
(não mostrada) está Maria, mãe de Deus
e João Batista (também não
mostrado aqui). Considerando a posição
do mosaico, e a qualidade própria do
trabalho, este é o produto de um dos artistas
famosos desse tempo. Infelizmente, como com a
maioria da arte iconográfica, não sabemos
o nome de seu autor. Este mosaico é, talvez,
a realização artística mais
delicada de Bizâncio e é tido como um dos
trabalhos de arte mais importantes no mundo.
Este nível de realização
perdurou após a conquista de Constantinopla
pelos cruzados latinos em 1204 e durante a
reconquista da cidade pelo imperador Miguel
Paleologius em 1261. Entretanto, após cem
anos da reconquista da cidade o estilo e a qualidade
da pintura parecem declinar. O segundo ícone
data de 1363 e é típico do
trabalho dessa época. Mostra Cristo Pantocrator
virtualmente na mesma modalidade que o mosaico de
Hagia Sophia, mas o desenho é inexpressivo, a
coloração é um tanto exagerada
e o ícone tem um sentimento quase
desajeitado. As duas figuras pequenas na parte de
baixo do ícone são de dois oficiais
elevados da corte bizantina. São apresentados
como fundadores de um mosteiro dedicado ao Pantocrator,
sendo que este ícone, provavelmente, pode estar
associado com essa fundação.
O último ícone (mosaico) vem
também da galeria superior de Hagia Sophia.
Data do reinado do Imperador João Comnenus e
é da Virgem "Nikopeia". Era o
ícone sagrado dos imperadores de
Bizâncio que o carregavam com eles durante as
batalhas. Estas são cópias ampliadas
dos mosaicos originais, que foram roubados durante o
saque de Constantinopla pelos cruzados em 1204.
São mostrados como relíquias no lado
esquerdo do altar da Catedral de São Marcos
em Veneza.
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