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~ Weimar, uma cidade sob o signo
de Goethe ~
O Príncipe dos Poetas marca o perfil de Weimar. A
cada ano, mais de um milhão de pessoas visitam a casa onde Goethe viveu. Mas a cidade é
também Bach, Schiller, Liszt, Bauhaus, a Feira da Cebola. E um campo de
extermínio.

Goethe e Schiller, em Weimar
Weimar, no Estado da Turíngia, Leste alemão, deve a maior parte de sua fama a
dois extremos do desempenho humano: o poeta Johann Wolfgang von Goethe e o campo
de concentração de Buchenwald.
A cidade onde Johann Sebastian Bach compôs e tocou órgão entre 1708 1717, possuía no
início do século 19 apenas seis mil habitantes. Entretanto, ostentava
um brilho intelectual digno da Grécia antiga. Ao lado do "Príncipe dos Poetas",
Goethe, seu colega Friedrich Schiller redefinia os destinos da literatura, e
Carl Maria von Weber (O franco-atirador) desenvolvia a nova ópera alemã.
Atualmente contando 62 mil habitantes, ela atrai cerca de quatro milhões de
turistas a cada ano. Segundo estatísticas da Secretaria de Turismo, um terço faz
questão de visitar a Casa de Goethe. De seu acervo consta, ao lado de alguns
escritos do poeta, sua coleção de mineralogia e objetos do século 18, a
escrivaninha onde ele trabalhava — de pé!
Clássicos e uma mecenas
Goethe, que nasceu em Frankfurt, era fã incondicional de Weimar: "Onde mais
se pode achar tantas coisas boas num só local?" A cidade que é o berço do
Classicismo alemão conta com um total de 14 prédios tombados pela Unesco, e sua
honra mais recente é ver o Fausto II incluído entre os 100 Documentos
Históricos da Humanidade. Em 1999 foi Capital Cultural da Europa. O sepulcro dos
dois grandes poetas também faz parte do roteiro turístico.
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Interior da Biblioteca Anna Amália, em Weimar, onde um
incêndio destruiu milhares de edições históricas da literatura alemã |
Outros nomes ligados à pequena cidade foram o húngaro Franz Liszt
(1811-1886), diretor musical da corte, o filósofo Friedrich Nietzsche
(1844-1900) e o arquiteto Walter Gropius (1883-1969), co-fundador da Bauhaus.
Sua instituição cultural mais importante é a Fundação dos Clássicos de Weimar,
que mantém, além do Museu Nacional Goethe, os arquivos de Goethe, Schiller e
Nietzsche, a Casa de Lizst e a Bauhaus.
Um dos principais projetos da instituição é a extensão da Biblioteca da
Duquesa Anna Amália. Esta era uma espécie de caçadora de talentos do século 18,
recrutando figuras de peso cultural para adornar a fulgurante corte estabelecida
por seus antepassados saxões. Schiller e Goethe estiveram entre suas
"descobertas". Este último dirigiu a biblioteca durante 35 anos. Atualmente ela
possui quase 100 mil publicações, 2000 manuscritos medievais, 8400 mapas
históricos e 3900 anotações variadas. Em estilo barroco, trata-se de uma das
bibliotecas mais bonitas da Alemanha.
Extermínio a poucos quilômetros
"Tudo o que dá fama à cidade tem a ver com poetas, filósofos e estadistas",
afirma Ângela Jahn, porta-voz da Clássicos de Weimar. Essa é apenas parte da
verdade: com o fim da República de Weimar (1919-1933), Hitler a escolheu para
sede do primeiro congresso nacional do partido nazista. Os anos da Segunda
Guerra Mundial marcam o lado mais tenebroso da história da cidade.
Nas colinas de Etterberg, ao norte de Weimar, ficava o campo de concentração
de Buchenwald, onde pereceram cerca de 65 mil homens, mulheres e crianças. Hoje,
a apenas alguns minutos de ônibus, pode-se visitar suas instalações. Um
monumento às vítimas do nazismo, nas proximidades, e exposições dão uma macabra
idéia do extermínio ali ocorrido. Mais impactante são o silêncio e o vazio no
acampamento, onde antes estavam as precárias barracas dos
prisioneiros, destruídas após a guerra.
Goethe e a cebola
Mas há ainda outros motivos para ir à Turíngia, além dos históricos e
artísticos. A Feira da Cebola de Weimar realiza-se no início de outubro, há 300
anos. As festividades em torno do prosaico bulbo duram três dias, atraindo 350
mil visitantes por ano e culminando na eleição de uma beleza local como Rainha
da Cebola.
E aqui voltamos a Goethe: ele admirava tanto as cebolas e suas propriedades
nutritivas e medicinais, que decorava sua casa com elas, tendo estudado-as
minuciosamente. Até hoje há numerosas plantações de cebola nos campos em volta
de Weimar.

A casa de Goethe em Weimar
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Links Sobre o Assunto
Trabalhos de Arnaldo Poesia

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Bibliografia: Hegel, Georg Wilhelm Friedrich. Estética – A Idéia e o Ideal, Estética –
O Belo Artístico ou o Ideal. Hamburgo, Alemanha, 1999 – Tradução de
Arnaldo Poesia. – Bösch, Bruno (org.). História da Literatura Alemã. São Paulo, Herder/EDUSP, 1967.
– Centelha – Promoção do Livro, SARL, Coimbra, Portugal, 1986. – Instituto Cultural
Brasil-Alemanha (Goethe Institut).
Para saber mais sobre
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