|
Telescópio
Espacial Hubble
Milhares de
trabalhos científicos foram elaborados
com informações do Telescópio Hubble
Starnews 2001 – NASA
~ Hubble, 20 anos ~ |
|
O Ano Internacional da Astronomia
também marca o aniversário desse magnífico telescópio, em órbita há quase 20
anos e que revolucionou o modo de observação do cosmos e da própria Terra.
Em maio de 2009, a Nasa enviou o ônibus espacial Atlantis para fazer uma
nova manutenção no Hubble. Foram instaladas novas câmeras e equipamentos,
como sensores de orientação, que vão permitir que ele se mantenha ativo por
mais dez anos.
O telescópio — que foi criado para ser uma plataforma espacial de longa
duração — encontra-se a 570 quilômetros de altitude, bem acima dos limites
da atmosfera e das luzes terrestres que diminuem a intensidade de observação
dos telescópios comuns.
Ao longo dos anos, o Hubble — que dá uma volta em torno da Terra a cada
93 minutos — ajudou a determinar a idade do universo (quase 14 bilhões de
anos) e revelou diversos objetos e corpos celestes.

Está previsto para 2014 o
lançamento de um novo telescópio, o Telescópio Espacial James Webb, que
deverá substituir o Hubble.
Aí vai uma pergunta: Será que esse novo telescópio terá o mesmo
desempenho do grande Hubble, que continua em excelente forma?
Desde já, a nossa campanha é para que o lançamento do James Webb não
aconteça. Só quando o Hubble parar de funcionar totalmente... O que
certamente vai demorar um pouco. Talvez, nunca!
|

O Telescópio Espacial Hubble
produziu esta imagem,
considerada a melhor fotografia já vista do planeta Marte.
A imagem mostra nuvens
esbranquiçadas misturadas a outras de cor alaranjada produzidas por
tempestades de poeira. Pode ser vista ainda boa parte da superfície de Marte
que exibe um forte colorido vermelho ferrugem.
A fotografia foi tirada pelo telescópio no dia 26 de junho de 2001, quando
Marte estava a aproximadamente 68 milhões de quilômetros da Terra, a menor
distância entre os dois planetas desde 1988.
Ao contrário da sonda Global Surveyor, que gira em órbita de Marte e produz
imagens detalhadas de uma área relativamente pequena, o Hubble pode fornecer
uma visão ampla e global do planeta vermelho.
Tempestades excepcionais
Segundo os astrônomos, a poeira que pode ser vista sobre o planeta é uma
consequência das tempestades de areia, comuns nessa época em Marte. Mas eles
ressaltam que a enorme quantidade vista na foto é realmente excepcional.
A foto tirada pelo Hubble revela uma grande tempestade envolvendo a calota
polar norte do planeta ao lado de uma outra nuvem de poeira bem menor.
Outra grande tempestade de areia pode ser vista no hemisfério sul de
Marte.
|
~ Hubble descobre galáxias mais antigas já observadas ~
O telescópio Hubble bateu
um novo recorde ao descobrir as galáxias mais antigas já observadas,
com 13 bilhões de anos, algo em torno de 600 a 800 milhões de anos após
o Big Bang, informou a Nasa.
Estes novos objetos cósmicos descobertos são essenciais para se
entender a evolução que houve desde o nascimento das primeiras estrelas
à formação das primeiras galáxias, que deram lugar, mais tarde, à criação
da Via Láctea e de outras galáxias elípticas que povoam o universo atual,
destacaram os astrofísicos que participaram da descoberta.
A equipe de astrônomos combinou dados obtidos com os novos
instrumentos do Hubble (primeiro telescópio espacial) a observações
feitas pelo telescópio orbital Spitzer para calcular as idades e as
massas destas primeiras galáxias.
"As massas destas primeiras galáxias representavam cerca de 1% da Via
Láctea", explicou Ivo Labbé, do Carnegie Observatories, um dos membros
da equipe.
"Para nossa maior surpresa, os resultados mostram que estas galáxias
existiam 700 milhões de anos após o Big Bang (que teoricamente marcou o
início do universo), o que significa que devem ter começado a formar
estrelas centenas de milhões de anos mais cedo e antecipa ainda mais a
época das primeiras formações estelares".
"Com o reparo e a modernização do Hubble (realizado em maio de 2009)
e seus novos instrumentos entramos em um território cósmico desconhecido
que abre o caminho a novas descobertas", destaca Garth Illingworth, da
Universidade da Califórnia, em Santa Cruz, e um dos responsáveis pelo
trabalho.
_______
Agência France-Press (AFP), 5 de Janeiro de 2010.
~ Astronautas instalam
nova câmera superpotente no Hubble ~

– Vista do Telescópio Espacial Hubble e
do ônibus espacial Atlantis, em imagem cedida pela NASA TV. 14/05/2009 |
HOUSTON (Reuters) — Dois
astronautas instalaram no dia 14 de maio de 2009, uma nova câmera no
Telescópio Espacial Hubble que permitirá que astrônomos fixem seus
olhos de maneira mais próxima para o nascimento do universo.
Trajando grandes roupas espaciais pressurizadas, John Grunsfeld, de 50
anos, que já viajou cinco vezes no ônibus espacial, e seu parceiro novato
Andrew Feustel, de 43, saíram do Atlantis para uma caminhada espacial que
durou sete horas.
A instalação da nova câmera estava entre as prioridades da Nasa e
permitirá que o Hubble capture imagens de objetos formados em tempos tão
distantes quanto 500 milhões de anos após o nascimento do universo.
Grunsfeld e Feustel também substituíram um computador chave que processa
e formata informação coletada pelos instrumentos de ciência do Hubble mas
que parou de funcionar em setembro de 2008.
A nova câmera substitui a câmera digital dos anos 1990 do telescópio por
um aparelho mais moderno que é sensível à luz infravermelha e ultravioleta,
além dos comprimentos de onda que o olho humano é capaz de detectar.
Os detectores de infravermelho são especialmente importantes para a
obtenção de imagens muito distantes, cuja luz chega à Terra em comprimentos
de onda mais longos, mais vermelhos, de modo semelhante à maneira como o som
de um trem se distancia quando o trem vai se distanciando.
"Esta nova câmera promete enxergar mais para trás no tempo, mais
perto do Big Bang, do que jamais pudemos enxergar até hoje", disse Grunsfeld
em entrevista antes da decolagem do ônibus espacial.
Olhar longamente para os objetos mais distantes detectáveis é a primeira
prioridade entre as tarefas do Hubble, assim que o observatório voltar a
funcionar. Os alvos mais antigos que o Hubble já viu datam de 700 milhões de
anos depois do Big Bang, a explosão que criou o universo há cerca de 13,7
bilhões de anos.
Grunsfeld, que é astrônomo, tem um projeto de pesquisa pendente com a nova
câmera. Ele quer utilizar seus sensores ultravioletas para estudar uma cratera
na lua, na esperança de encontrar minerais que possam ser úteis para
expedições lunares futuras.
~ Espetáculo de galáxias marca os 19 anos do Hubble ~

Para comemorar os 19 anos do
Hubble, a Nasa (agência espacial americana) e a Agência Espacial Européia
divulgaram uma série de imagens feitas pelo telescópio espacial que mostram
um incomum sistema interligado de galáxias.
O sistema, que recebeu a designação Arp194, engloba várias galáxias e um
rastro azul de estrelas, gás e poeira que se estende por mais de 100 mil
anos-luz.
Os núcleos de duas galáxias podem ser vistos no topo da imagem durante o
processo de fusão. A brilhante causa azulada que surge no meio das duas é
composta de várias estrelas recém-nascidas. O fenômeno geralmente ocorre
quando duas galáxias se chocam.
A cauda azul parece conectar uma terceira galáxia, na parte de baixo, mas
esta se localiza de fato ao fundo e não está relacionada com o sistema.
A ilusão ocorre por causa do alto poder de resolução das imagens do
Hubble.
Localizada na constelação de Cepheus, o Arp194 está distante cerca de 600
milhões de anos-luz da Terra e é um dos vários sistemas conhecidos de
galáxias que se mesclam e fundem.
As imagens foram feitas em janeiro de 2009 utilizando filtros azuis,
verdes e vermelhos simultaneamente.
O Hubble foi lançado no espaço pela Nasa no dia 24 de abril de 1990.
Desde então já captou mais de 570 mil imagens de 29 mil corpos
celestes.
~ Hubble registra 'show de luzes' em buraco
negro ~
O telescópio espacial Hubble registrou um verdadeiro show de luzes
vindo de um buraco negro no centro de uma galáxia.
|

Imagem captada pelo Hubble |
A explosão de luz veio de uma bolha de matéria chamada HST-1, embutida em
um jato de matéria, um poderoso e estreito raio de gás quente produzido por
um buraco negro que fica no centro de uma galáxia elíptica e gigantesca, a
M87.
O HST-1 é tão brilhante que está ofuscando até o centro brilhante da
galáxia M87, cujo buraco negro é um dos maiores já descobertos.
A massa de gás brilhante tem dado um espetáculo para astrônomos. Os
cientistas observaram o brilho estável do HST-1 por vários anos, até que ele
se apagasse. E então o HST-1 se reacendeu e agora os astrônomos afirmam que
é difícil prever o que vai acontecer.
O telescópio Hubble está observando esta atividade nos últimos sete anos,
fornecendo imagens detalhadas dos eventos. O telescópio dá aos astrônomos
uma visão única, próxima do ultravioleta do jato de luz que os telescópios
na Terra não conseguem alcançar.
"A visão precisa do Hubble permite definir o HST-1 e separar do
buraco negro", afirmou o o astrônomo Juan Madrid, da Universidade McMaster, em
Hamilton, no Canadá.
Madrid reuniu sete anos de imagens de arquivo do jato de luz, capturadas
pelo Hubble, incluindo as mudanças no comportando do HST-1 durante o
tempo.
O jato de luz pode fornecer dados sobre a variação de jatos em buracos
negros de galáxias distantes, que são difíceis de estudar por estarem tão
longe da Terra.
A galáxia M87, por exemplo, está a 54 milhões de anos-luz da Terra, no
Grupo de Virgem, uma região próxima no universo, com a maior densidade de
galáxias.
"Não esperava que o jato na M87, ou que qualquer outro jato em um buraco
negro, aumentasse o brilho da maneira que este jato faz", disse Madrid.
"Ficou 90 vezes mais brilhante que o normal. A questão é: isto ocorre com
todos os jatos ou núcleos ativos, ou estamos observando um comportamento
incomum da (galáxia) M87?", questionou o astrônomo.
Razões para o brilho
Apesar das muitas observações feitas pelo Hubble e outros telescópios, os
astrônomos não tem certeza da causa do brilho.
Uma das explicações mais simples é que o jato atingiu uma linha de poeira
ou nuvem de gás e então está brilhando devido à colisão.
Outra possibilidade é que as linhas do campo magnético do jato estão
espremidas, juntas, o que libera uma grande quantidade de energia.
Este fenômeno é semelhante à maneira como se desenvolvem as explosões
solares e é até um mecanismo de criação das auroras na Terra.
Agora, o astrônomo Juan Madrid espera que as observações futuras do HST-1
revelem a causa da atividade misteriosa.
"Esperamos que as observações nos forneçam algumas teorias com boas
explicações sobre os mecanismos que estão causando os jatos de luz",
afirmou.
"Os astrônomos querem saber se esta é uma instabilidade intrínseca ao
jato quando abre caminho para fora da galáxia ou se pode ser outra coisa",
acrescentou.
~ Hubble revela maravilhas
cósmicas ~
WASHINGTON (AFP) — O telescópio Hubble,
totalmente modernizado, mostrou nesta quarta-feira, 9 de setembro de 2009, uma
série de imagens de maravilhas cósmicas com incrível nitidez, incluindo uma
"borboleta" celestial e um "pilar da criação" (foto abaixo).

As 10 imagens foram as primeiras capturadas do espaço
profundo obtidas pelo Hubble desde que sofreu reparos na missão realizada em
maio passado, que instalou uma nova câmera e na qual outros instrumentos
científicos foram reparados.
A foto com a forma de borboleta mostra uma nebulosa —
nuvem de poeira estelar e gás — criada pelos restos de uma estrela agonizante
que, em algum momento, teve cinco vezes a massa do Sol.

A Nebulosa Borboleta ou as asas da "Bug Nebula" (imagem acima)
são na realidade o que a Nasa chama "caldeiras de gás" aquecidas a
mais de (20.000 graus Celsius) que se deslocam pelo espaço a mais de 965.600
km/h.
"Isso marca um novo começo para o Hubble", ressaltou Ed Weiler, diretor
associado da Agência Espacial Americana e responsável pelas missões
científicas.
O telescópio, colocado em órbita em 1990, "foi totalmente modernizado
e agora está mais poderoso do que nunca, com novos equipamentos que o
permitirão se manter em operação durante a próxima década", indicou em um
comunicado.
Os novos instrumentos permitem ao Hubble pesquisar o universo em uma extensa
gama do espectro luminoso, que vai dos raios ultravioletas aos
infravermelhos.
Veja as imagens no site da
NASA
~ Telescópio Hubble fotografa colisão rara de
asteroides ~

O telescópio espacial Hubble conseguiu flagrar um momento raro
no espaço: a colisão entre dois asteroides. A Nasa divulgou imagens do momento
em que se forma uma cauda que lembra a letra "X".
A Nasa nomeou o objeto como P/2010 A2. Ele foi descoberto no chamado cinturão
de asteroides que fica entre Marte e Júpiter. É a primeira vez que um telescópio
capta uma imagem do tipo. Os astrônomos sempre acreditaram que tais colisões
ocorressem, mas nunca as tinham visto antes.
A Nasa acredita que o P/2010 A2 estivesse a uma distância de 144 milhões de
quilômetros da Terra quando foi fotografado, em janeiro. Segundo a agência,
colisões de asteroides liberam muita energia, com um impacto que ocorre a uma
velocidade que é cinco vezes maior do que a de uma bala de fuzil.
________
Imagem: NASA, 3 de fevereiro de 2010.
~ E o Hubble continua ativo! Grande! ~

Links relacionados:
O Céu em Fotos
Fotos Tiradas Pelo Hubble
Nasa reúne melhores fotos do universo em 2005
Site do Telescópio Espacial Hubble
Buraco Negro, com vídeo da NASA
Avanços na exploração do espaço
Marte, o planeta vermelho
Telescópio Kepler, da Nasa, descobre cinco novos planetas
Telescópio Hubble fotografa colisão rara de asteroides
Imagens inéditas de Marte

Copyright ©
Starnews 2001
All rights reserved.
|