Na teologia cristã, o Espírito Santo — ou expressões equivalentes:
Espírito de Deus, Espírito de Verdade ou Paráclito — é uma
expressão bíblica que se refere a uma complexa noção teológica pela qual se
descreve uma "realidade espiritual" suprema, que tem sofrido múltiplas
interpretações nas diferentes confissões cristãs e escolas teológicas.
Desta realidade espiritual se fala em muitas passagens da Bíblia, com as
expressões citadas, sem que se dê uma definição única. Este foi o motivo de uma
série de controvérsias que se produziram principalmente ao longo de três
períodos históricos: o século IV como século trinitário por excelência, as
crises cismáticas do oriente e ocidente ocorridas entre os séculos IX e XI e,
por último, as distintas revisões doutrinárias nascidas da reforma protestante.
Pelo Espírito Santo nós podemos dizer que "Jesus é o Senhor", quer dizer para
entrar em contato com Cristo é necessário Ter sido atraído pelo Espírito Santo.
Mediante o Batismo nos é dado a graça do novo nascimento em Deus Pai por meio
de seu Filho no Espírito Santo. Porque os que são portadores do Espírito de Deus
são conduzidos ao Filho; mas o Filho os apresenta ao Pai, e o Pai lhes concede a
incorruptibilidade. Portanto, sem o Espírito não é possível ver ao Filho de
Deus, e sem o Filho, ninguém pode aproximar-se do Pai, porque o conhecimento do
Pai é o Filho, e o conhecimento do Filho de Deus se alcança pelo Espírito Santo.
Vida e Fé. O Espírito Santo com sua graça é o "primeiro" que nos desperta
na fé e nos inicia na vida nova. Ele é quem nos precede e desperta em nós a fé.
Entretanto, é o "último" na revelação das pessoas da Santíssima Trindade.
O Espírito Santo coopera com o Pai e o Filho desde o começo do Desígnio de
nossa salvação e até sua consumação. Somente nos "últimos tempos", inaugurados
com a Encarnação redentora do Filho, é quando o Espírito se revela e nos é dado,
e é reconhecido e acolhido como Pessoa.
O Paráclito. Palavra do grego "parakletos", o mediador, o defensor, o
consolador. Jesus nos apresenta ao Espírito Santo dizendo: "O Pai vos dará outro
Paráclito" (Jo 14,16). O advogado defensor é aquele que, pondo-se de parte dos
que são culpáveis devido a seus pecados os defende do castigo merecido, os salva
do perigo de perder a vida e a salvação eterna. Isto é o que Cristo realizou, e
o Espírito Santo é chamado "outro paráclito" porque continua fazendo operante a
redenção com a que Cristo nos livrou do pecado e da morte eterna.
Espírito da Verdade. Jesus afirma de si mesmo: "Eu sou o caminho, a
verdade e a vida" (Jo 14,6). E ao prometer o Espírito Santo naquele
"discurso de despedida" com seus apóstolos na Última Ceia, diz que será quem
depois de sua partida, manterá entre os discípulos a mesma verdade que Ele
anunciou e revelou.
O Paráclito, é a verdade, como o é Cristo. Os campos de ação em que atua o
Espírito Santo são o espírito humano e a história do mundo. A distinção entre a
verdade e o erro é o primeiro momento de tal atuação.
Permanecer e atuar na verdade é o problema essencial para os Apóstolos e para
os discípulos de Cristo, desde os primeiros anos da Igreja até o final dos
tempos, e é o Espírito Santo quem torna possível que a verdade sobre Deus, a
humanidade e seu destino, chegue até nossos dias sem alterações.

~ Nomes, dons e frutos do Espírito Santo ~
A Bíblia contém um conjunto de expressões que aludem a uma “realidade divina”
nas quais creem o judaísmo e o cristianismo. Eis uma lista dessas
expressões:
Espírito Santo, Espírito de Santidade, Espírito de Deus, Espírito Santo de
Deus, Espírito da Verdade, Espírito Reto, Espírito Generoso, Espírito de Cristo,
Espírito de Adoção, Mente de Cristo, Espírito do Senhor, Senhor Mesmo, Espírito
de Liberdade, Dedo de Deus, Paráclito.
De todas elas, "Espírito Santo" é a expressão principal, a mais conhecida e a
que mais se usa no cristianismo. O Livro da Sabedoria caracteriza este Espírito
nos seguintes termos:
Espírito inteligente, santo, único e múltiplo, sutil, ágil, penetrante,
imaculado, claro, inofensivo, agudo, livre, benfeitor, estável, seguro,
tranquilo, todo-poderoso, onisciente, que penetra em todos os espíritos
inteligentes puros e sutis. (Sb 7:22-23)
Existe uma citação do profeta Isaías onde se enumeram os "dons do Espírito
Santo":
Espírito de sabedoria, inteligência, conselho, força, ciência, piedade,
temor de Deus. (Isaías 11:2)
Estes dons se completam com os "frutos do Espírito" que aparecem na Epístola
aos Gálatas:
... caridade, gozo, paz, paciência, longanimidade, bondade, benignidade,
mansidão, fidelidade, modéstia, continência e castidade. (Gl 5, 22-23)
Todos estes
“nomes”,
“dons” ou
“frutos” vão
implícitos
na expressão
“Espírito
Santo” e
fazem dela
uma noção
teológica
muito rica.
Apesar desta
diversidade
de nomes, na
teologia
cristã se
diz, sem
dúvida, que
não existe
mais que um
e um mesmo
Espírito,
consideração
para que os
teólogos
apresentem
uma citação
de Paulo em
1Co-12:4

~ Os dons ~
No judaísmo e no cristianismo acredita-se que o Espírito Santo pode
aproximar-se da alma e transmitir-lhe certas disposições que a torna perfeita.
Conhecidas como os “dons do Espírito Santo”. A relação de dons varia entre as
diferentes denominações cristãs. A teologia católica e a ortodoxa reconhecem
sete dons pois seguem tradicionalmente a citação de Isaías. São esses os sete
dons:
1. Sabedoria
2. Entendimento
3. Conselho
4. Fortaleza
5. Ciência
6. Piedade
7. Temor de Deus

~ Os frutos ~
Na teologia cristã, se diz que a proximidade do Espírito Santo induz na alma
uma série de hábitos benéficos que se conhecem como “frutos do Espírito” e que
vêm enumerados na Epístola aos Gálatas.
“o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade,
fidelidade, humildade e domínio próprio. Não há lei que condene estas coisas” (Gl
5:22-23)
ou, de acordo com a versão católica:
caridade, gozo, paz, paciência, longanimidade, bondade, benignidade,
mansidão, fidelidade, modéstia, continência e castidade (Gl 5, 22-23 Vulgata)
Os frutos são produtos dos dons do Espírito. Os frutos são atos virtuosos e
se distinguem pela alegria que causam em quem os realiza. O número de nove
citados no Novo Testamento é só simbólico, pois, como afirma Tomás de Aquino,
"são frutos de qualquer obra virtuosa na qual nos deleitamos".

~ Espírito de profecia ~
A teologia cristã e a judaica afirmam que o Espírito Santo inspirou os
profetas bíblicos. Os principais profetas bíblicos são Isaías, Jeremias,
Ezequiel, Daniel. Todavia, são conhecidos como profetas menores Oséias, Joel,
Amós, Abdias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuc, Sofonias, Ageu, Zacarias e
Malaquias. O seguinte exemplo foi tirado do livro de Ezequiel:
Depois de falar essa voz, o Espírito entrou em mim e pude escutá-lo. (Ez
2,2)
Este outro exemplo é do Novo Testamento:
Enquanto celebravam o ofício, disse o Espírito Santo: Escolhi Paulo e
Barnabé para a obra que lhes vou encomendar. (At 13,2)
A tradição cristã herda do judaísmo esta tradição. No Atos dos Apóstolos, o
Espírito Santo inspirará em numerosas passagens aos apóstolos. Paulo falava do
Espírito Santo em suas epístolas. Na primeira epístola aos Coríntios recomendava
alcançar, pelo exemplo, o dom da profecia antes que o de línguas, por ser mais
proveitoso (14:1).
A crença no dom da profecia do Espírito está refletida no credo cristão
quando diz “... e que falou pelos profetas”.
~ O Espírito Santo na iconografia ~
As principais imagens do Espírito Santo foram criadas para representar a
Santíssima Trindade ou os episódios do Batismo de Jesus, da Anunciação ou
Pentecostes.
Desde o século X era costume representar a Trindade com três formas humanas
masculinas. Estas imagens conseguiram se firmar — em meio de discussões e
interpretações de todo tipo — até o século XVI. Pode se ver, por exemplo, no
retábulo maior da igreja do Convento de Miraflores de Burgos, Espanha, talhado
por Gil de Siloé em fins do século XV, ou na pintura da
Coroação da Virgem
de Diego Velázquez (Museu do Prado, Espanha). Sem dúvida, o Papa Benedito XIV
proibiu toda representação em forma humana do Espírito Santo no ano 1745.
Desde então, passou-se a usar o símbolo de uma pomba que é mencionada com
motivo do Batismo de Jesus e que já se vinha usando largamente na arte:
por exemplo, Piero della Francesca em seu Batismo (1440-45). A pomba
aparece também em representações da
Santíssima Trindade (Rafael Sanzio em
Peruggia (1504), em representações de episódios do Novo Testamento
(especialmente, na
Anunciação a Maria) e nas cenas da vida de alguns santos (a
Coroação da Virgem, Gregório Magno escreve inspirado pela pomba ou são Remo
recebe dela a crisma para batizar Clovis).
A forma de línguas de fogo mencionada nos Atos dos Apóstolos (At 2:3) é usada
em representações do acontecido em Pentecostes. Todavia, as mais antigas
pinturas de Pentecostes acrescentavam apenas uma pomba (veja, por exemplo, o
Evangeliário Siríaco do monge Rábula de Florença).

~ Símbolos ~
O Espírito Santo é representado de diferentes formas:
Água: O simbolismo da água é significativo da ação do
Espírito Santo no Batismo, já que a água se transforma em sinal sacramental
do novo nascimento.
Unção: Simboliza a força. A unção com o óleo é sinônimo
do Espírito Santo. No sacramento da Confirmação o confirmando é ungido para
prepará-lo para ser testemunha de Cristo.
Fogo: Simboliza a energia transformadora dos atos do
Espírito.
Nuvem e Luz: Símbolos inseparáveis nas manifestações do
Espírito Santo. Assim desce sobre a Virgem Maria para "cobri-la com sua
sombra". No monte Tabor, na Transfiguração, no dia da Ascensão; aparece uma
sombra e uma nuvem.
Selo: é um símbolo próximo ao da unção. Indica o caráter
indelével da unção do Espírito nos sacramentos e falam da consagração do
cristão.
A Mão: Mediante a imposição das mãos os Apóstolos e agora
os Bispos, transmitem o "Dom do Espírito".
A Pomba: No Batismo de Jesus, o Espírito Santo aparece em
forma de pomba e posa sobre Ele.
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Pentecostes (do grego pentekosté (heméra) "o quinquagésimo dia" é o
símbolo do Cenáculo, onde os Apóstolos se reuniram, pela primeira vez, à espera
do Espírito Santo, inspirador de todos os seus trabalhos na Igreja. No Cenáculo,
desde a sua fundação, a comunidade cristã aí se reúne, para ser conduzida pelo
Sopro Inspirador, compartilhando o amor em Cristo. Atualmente o 50.º dia após a
Páscoa é considerado pelos cristãos o dia de Pentecostes.
Na liturgia católica é a festa mais importante depois da Páscoa e o Natal. A
liturgia inclui a sequência medieval Veni, Sancte Spiritus (Vinde ou Venha,
Espírito Santo).
O fundo histórico de tal celebração se baseia na festa semanal judia chamada
Shavuot (festa das semanas), durante a qual se celebra o quinquagésimo dia da
aparição de Deus no monte Sinai, portanto no dia de Pentecostes também se
celebra a entrega da Lei (Mandamentos) ao povo de Israel.
Nas igrejas ortodoxas existe, além disso, a celebração das Três Divinas
Pessoas ou da Santíssima Trindade; as igrejas ocidentais celebram esta ocasião
desde o século XIV sua própria festa chamada Trinitatis (a festa da Santíssima
Trindade) uma semana depois de Pentecostes.
Nas narrativas sobre o Pentecostes nos Atos dos Apóstolos (2,1-41) são
atribuídas ao Espírito Santo, em sintonia com o Antigo Testamento,
características milagrosas (carismas): Ele dá fortaleza e liberdade, possibilita
a compreensão (glossolalia) e fortalece uma comunidade universal.
Segundo o Catecismo da Igreja Católica, o Espírito Santo é a "Terceira Pessoa
da Santíssima Trindade". Quer dizer, havendo um só Deus, existem nele três
pessoas diferentes: Pai, Filho e Espírito Santo. Esta verdade foi revelada por
Jesus em seu Evangelho.
O Espírito Santo coopera com o Pai e o Filho desde o começo da história até
sua consumação, quando o Espírito se revela e nos é dado, quando é reconhecido e
acolhido como pessoa. O Senhor Jesus no-lo apresenta e se refere a Ele não como
uma potência impessoal, mas como uma Pessoa diferente, com seu próprio atuar e
um caráter pessoal.

~ Em síntese (sobre Pentecostes) ~
Pentecostes é uma festa adotada pelo Cristianismo ao Judaísmo. Em primeiro
lugar, a palavra festa (hag, no hebraico) significa fazer um círculo. Isso
revela o sentido primitivo de festa, isto é, uma reunião comunitária (Êx 5.1).
Nela, o povo celebrante reunia, especialmente, para estudar os textos sagrados
que, mais tarde, viriam a ser a Bíblia.
Em segundo lugar, o nome Pentecostes vem da língua Grega e significa
cinquenta dias depois, a saber, da festa da Páscoa. Originalmente, esta festa
possuía três nomes hebraicos: festa das Semanas, festa das Colheitas ou Dia das
Primícias. Estes três nomes revelam um pouco do conteúdo da festa: era agrícola
e situada no período das colheitas. A troca de nome para Pentecostes deu-se a
partir do período grego (333-63 anos antes de Cristo), quando a Grécia dominou
culturalmente o mundo. O mais primitivo motivo desta festa foi gratidão a Deus
pelo dom da terra. Posteriormente, o povo bíblico incorporou o motivo de
gratidão pela doação da Torá (450 anos antes de Cristo). A Torá é a instrução
divina por excelência, contida no Pentateuco (cinco primeiros livros da Bíblia).
Provavelmente, a festa de Pentecostes, descrita em Atos dos Apóstolos 2,
celebrava a doação da Torá. Os salmos 19 e 119 mostram que a manifestação do
Espírito Santo está diretamente relacionada ao estudo da Torá.

~ Relato bíblico ~
Atos dos Apóstolos 2,1-11
Quando chegou o dia de Pentecostes, os discípulos estavam todos reunidos no
mesmo lugar. De repente, veio do céu um barulho como se fosse uma forte
ventania, que encheu a casa onde eles se encontravam. Então apareceram línguas
como de fogo que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. Todos ficaram
cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o
Espírito os inspirava. Moravam em Jerusalém judeus devotos, de todas as nações
do mundo. Quando ouviram o barulho, juntou-se a multidão, e todos ficaram
confusos, pois cada um ouvia os discípulos falar em sua própria língua. Cheios
de espanto e de admiração, diziam: "Esses homens que estão falando não são
todos galileus? Como é que nós os escutamos na nossa própria língua? Nós que
somos partos, medos e elamitas, habitantes da Mesopotâmia, da Judéia e da
Capadócia, do Ponto e da Ásia, da Frígia e da Panfília, do Egito e da parte da
Líbia, próxima de Cirene, também romanos que aqui residem; judeus e prosélitos,
cretenses e árabes, todos nós os escutamos anunciarem as maravilhas de Deus na
nossa própria língua!"
Palavra do Senhor
Evangelho de João 20,19-23
Ao anoitecer daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas, por medo
dos judeus, as portas do lugar onde os discípulos se encontravam, Jesus entrou
e pondo-se no meio deles, disse: "A paz esteja convosco". Depois destas
palavras, mostrou-lhes as mãos e o lado. Então os discípulos se alegraram por
verem o Senhor. Novamente, Jesus disse: "A paz esteja convosco. Como o Pai me
enviou, também eu vos envio". E depois de ter dito isto, soprou sobre eles e
disse: "Recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados, eles lhes
serão perdoados; a quem os não perdoardes, eles lhes serão retidos".
Palavra da Salvação.
~ Arnaldo Poesia ~

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Datas do Pentecostes, até 2020 |
| Ano |
Catolicismo |
Ortodoxia |
| 2008 |
11 de Maio |
15 de Junho |
| 2009 |
31 de Maio |
7 de Junho |
| 2010 |
23 de Maio |
idem |
| 2011 |
12 de Junho |
idem |
| 2012 |
27 de Maio |
3 de Junho |
| 2013 |
19 de Maio |
23 de Junho |
| 2014 |
8 de Junho |
idem |
| 2015 |
24 de Maio |
31 de Maio |
| 2016 |
15 de Maio |
19 de Junho |
| 2017 |
4 de Junho |
idem |
| 2018 |
20 de Maio |
27 de Maio |
| 2019 |
9 de Junho |
16 de Junho |
| 2020 |
31 de Maio |
7 de Junho |
___________
Bibliografia: Arquivo Starnews 2001 – Bíblia Sagrada, Edição Pastoral-Catequética, Editora
Ave-Maria, 165ª Edição, Edição Claretiana, 2005 – Catecismo da Igreja Católica.
Imagens: A foto do início da página é uma bela obra de Gian Lorenzo Bernini, que fica
atrás da Cátedra de Pedro, na Basílica de São Pedro, em Roma – Foto 2: O Batismo de Jesus,
do pintor dinamarquês Carl Heinrich Bloch.
– Santíssima Trindade, afresco de Luca Rossetti
da Orta, 1738-9, Igreja de S. Gaudenzio em Turim. |
– Ícone da Santíssima Trindade no
Monastério Vatopedi, Mount Athos, Grécia. |

~ Arnaldo Poesia ~


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Arnaldo Poesia
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