Cruz de Jerusalém - Dieu-Le-Veut

Galeria do Cristianismo

Cruz de Jerusalém - Dieu-Le-Veut

Abertura de versão latina dos Evangelhos, feita na Irlanda por volta do ano 800; as imagens simbolizam quatro evangelistas (o homem de Mateus, o leão de Marcos, a águia de João e o touro de Lucas)


Trecho de papiro do século 3 da Era Cristã com uma das mais antigas cópias do Evangelho de João


Páginas do Codex Sinaiticus, escritas em grego


A estela de Tel Dan, achada no norte de Israel, traz um texto aramaico
com a possível menção mais antiga ao nome de Davi fora da Bíblia


Pedaço de cerâmica do século 10 a.C., achado em Gath, a cidade de
Golias, com nomes inscritos que lembram o do gigante guerreiro


Ovo com o primeiro capítulo do Gênesis escrito em hebraico em sua casca, exposto no Museu de Israel


Maria Madalena na visão do pintor italiano do século 19 Francesco Hayez


Fragmento de papiro do ano 125 é a cópia mais antiga do Evangelho de João


Cristo (no centro) julga os vivos e os mortos nesta pintura de Michelangelo na Capela Sistina, no Vaticano


~ A rosa, um dos símbolos do Cristianismo ~

A princípio, a rosa foi rejeitada pelo cristianismo, devido a sua vinculação com o paganismo. Mas, segundo a tradição, já no século VI, um bispo teria instaurado em sua aldeia natal um prêmio de virtude coroando de rosas a moça mais sábia da região, à qual teria atribuído o título de "roseira".

No século XI, a Igreja instaurou um novo ritual em que a flor era o elemento principal: todos os anos, no quarto domingo de Quaresma, o papa benzia uma rosa de ouro que ele conduzia em procissão após a missa e oferecia em seguida a uma personalidade, não raro escolhida entre os príncipes católicos, cuja piedade ele queria honrar. Uma das mais antigas rosas de ouro conservadas no mundo — restam apenas três — se encontra no tesouro da catedral da Basiléia, na Suíça..

No século XII, São Bernardo fez da rosa o símbolo da Virgem. Em 1216, o papa Inocêncio III oficializou o rito do rosário. O termo rosário designava originalmente um "rosarium", ou jardim de rosas, e depois se aplicou às guirlandas trançadas para coroar as estátuas da Virgem. Por extensão, a palavra iria definir o grande rosário que representa os mistérios da vida de Maria, cujas contas eram fabricadas na primavera com pétalas de rosa moídas, secas e perfumadas. A flor tornou-se o emblema da fidelidade à Igreja. Está presente na arte gótica das catedrais sob a forma de rosáceas. A mística cristã medieval, retomando a simbólica antiga, considerava a rosa branca como o símbolo da pureza e, por conseqüência, da sabedoria monástica, enquanto a rosa vermelha evocava a Paixão de Cristo e o sangue dos mártires.

Cultivada como ornamento nos canteiros régios e como planta medicinal nos jardins dos mosteiros, a rosa foi introduzida, no curso dos séculos XII e XIII, no desenvolvimento de várias festas religiosas cristãs, notadamente o Pentecostes. Essa celebração sempre foi conhecida nos campos sob o nome de Páscoa das Rosas, em razão de um costume medieval encantador. Durante a missa, no momento do "Veni Sancte Spiritus", rosas caem da abóbada, ou antes, do alçapão chamado passagem do Espírito Santo, montado em algumas igrejas.


~ Descobertos em Israel frascos de perfume da época de Cristo ~

Um dos frascos de perfume descobertos em Israel

Arqueólogos franciscanos que escavam na cidade bíblica de Madala (atual Israel) disseram ter encontrado frascos de perfume semelhantes aos que podem ter sido usados pelas mulheres que teriam lavado os pés de Jesus.

Os unguentos perfumados foram achados intactos, no fundo de uma piscina cheia de lama, junto com cabelos e objetos de maquiagem, segundo relato do diretor da escavação, promovido pelo Studium Biblicum Franciscanum, ao site www.terrasanta.net.

— Se as análises químicas confirmarem, esses podem ser perfumes e cremes semelhantes àqueles que Maria Madalena, citada no Evangelho, usou para untar os pés de Cristo — disse o arqueólogo-chefe, padre Stefano de Luca.

Maria Madalena é descrita na Bíblia como uma discípula de Jesus, para quem sete demônios se apresentaram. Habitualmente acredita-se que seja ela que tenha lavado os pés de Jesus.

— A descoberta dos unguentos em Madala é por qualquer medida de grande importância. Mesmo que Maria Madalena não tenha sido a mulher que lavou os pés de Cristo, temos em nossas mãos 'cosméticos' da época de Cristo — disse De Luca.

Madala era o nome de uma antiga cidade perto da costa do mar da Galiléia, no atual norte de Israel. Perto dali existiu uma aldeia palestina até a guerra que criou o Estado judeu, em 1948. Uma cidade israelense chamada Migdal hoje ocupa a região.

— É muito provável que a mulher que untou os pés de Cristo tenha usado estes unguentos, ou produtos que eram muito similares em composição e qualidade — disse o padre.

O Studium Biblicum Franciscanum participa ativamente da escavação de locais vinculados ao Novo Testamento e aos primórdios do Cristianismo na Idade Média.

_____
Fonte: Reuters

~ Israel vai colocar íntegra dos manuscritos do mar Morto na internet ~

Equipe liderada por ex-pesquisador da Nasa deve recuperar trechos ilegíveis dos textos.
Obras incluem versões antigas da Bíblia, textos apocalípticos e orientações de seita judaica.

Os textos mais importantes e polêmicos da época de Jesus vão ser disponibilizados na íntegra na internet, informa o jornal americano "New York Times". Trata-se da coleção completa dos chamados manuscritos do mar Morto, textos encontrados em Israel que datam do século 3 a.C. ao século 1 d.C. e traçam um retrato complexo e fascinante do judaísmo na época de Cristo. O Conselho de Antiguidades de Israel começou em agosto de 2008 a digitalizar os 15 mil fragmentos de texto, e a expectativa é colocá-los de graça na web nos próximos anos.

As cavernas de Qumran, na Cisjordânia, onde os manuscritos do mar Morto foram descobertos

O trabalho é uma ferramenta essencial para a preservação desse legado histórico, porque os manuscritos do mar Morto só sobreviveram durante mais de 2.000 anos porque foram armazenados em condições especiais nas cavernas da região desértica de Qumran, na Cisjordânia. Mesmo com tentativas laboratoriais de manter os textos em situação semelhante, há exemplos de letras desaparecendo e outras ameaças à integridade física dos rolos.

O trabalho de digitalização dos manuscritos está sendo liderado por Greg Bearman, pesquisador aposentado do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa. Bearman está usando uma câmera especial que consegue recuperar trechos ilegíveis da antiga escrita hebraica e aramaica. O texto de todos os manuscritos (alguns equivalentes a livros inteiros, outros correspondentes a uma frase ou até uma única palavra) já foi publicado, mas a idéia é que especialistas e leigos do mundo todo possam ter acesso aos originais e consigam examiná-los virtualmente de vários ângulos.

A Bíblia inteira e algo mais

Aparentemente, os textos de Qumran, como são conhecidos, eram exclusivamente judaicos. Foram encontrados exemplares (inteiros ou fragmentados) de quase todos os livros da Bíblia hebraica (equivalente ao Antigo Testamento protestante), com exceção do livro de Ester e do Primeiro Livro das Crônicas. Apesar da existência de variantes, os manuscritos do mar Morto têm bom grau de concordância com o texto bíblico que chegou até nós, o que mostra a existência de uma tradição textual contínua entre as Escrituras que podemos ler hoje e as que existiam cerca de 200 anos antes do nascimento de Jesus.

Trecho do livro bíblico dos Salmos achado entre os manuscritos do mar Morto

No entanto, as cavernas de Qumran também abrigavam jarros contando textos até então desconhecidos dos estudiosos do judaísmo antigo. Alguns são comentários sobre o texto bíblico, salmos e orações. Outros, porém, parecem retratar as crenças de uma seita judaica radical que teria vivido na região (embora essa interpretação esteja sob ataque atualmente). Um dos mais famosos exemplares dessa categoria é o Pergaminho da Guerra, também conhecido como "A Guerra dos Filhos da Luz contra os Filhos das Trevas", aparentemente uma espécie de apocalipse.

Há indícios de que a comunidade de Qumran se considerava a verdadeira representante da fé judaica, enquanto os sacerdotes do Templo de Jerusalém e a maioria dos outros judeus seriam condenados por Deus no Juízo Final. Até hoje, nenhum pesquisador conseguiu demonstrar uma influência direta dos manuscritos do mar Morto sobre os primeiros cristãos.


Trecho do livro de Isaías oriundo dos manuscritos do Mar Morto

_________
Referência e imagens: New York Times.


Portal Starnews 2001

Copyright © Starnews 2001.
All rights reserved.