Buda Sakyamuni

A Flor de Lótus
do Amor Universal


"Cada uma de nossas ações conscientes e, de certa forma, toda a nossa vida podem ser vistas como resposta à grande pergunta que desafia a todos: "Como posso ser feliz?"
                                                                                                                               
~ Sua Santidade, o Dalai Lama ~

Budismo Tibetano
A Flor de Lótus do Amor Universal A necessidade de criar uma explicação do mundo também atingiu os primeiros pensadores hindus. Indagavam: "Onde está o Sol durante a noite? Para onde vão as estrelas durante o dia? Por que o Sol não cai? Entre a noite e o dia qual foi o primeiro e qual o último? De onde vem o vento e para onde vai?" As primeiras respostas a estas perguntas foram dominadas por uma perspectiva religiosa, fazendo surgir um intrincado politeísmo naturalístico. É um deus que faz o vento soprar forte, assim como é "Surya" que faz o Sol nascer e morrer todos os dias. É "Agni" que faz o fogo brilhar e queimar, construir e destruir.

O fundador do budismo

Em 534 a.C., um jovem príncipe hindu, provavelmente de ascendência mongólica, chamado Siddartha Gautama, mais tarde, denominado — Buda, o Iluminado — depois de presenciar a morte e o sofrimento humano, tomou uma decisão suprema. Abandonou tudo: a mulher, o filho recém-nascido, a opulência do seu lar e saiu para meditar sobre o sentido da vida. Cavalgando o seu cavalo branco Kanthaka atravessou o rio que separava o seu principado para nunca mais voltar. Por este ato espiritual foi considerado um herói máximo para a cultura de sua terra. Esta peregrinação foi longa e dolorosa. Inicialmente, rumou para uma floresta, onde, na solidão da natureza, começou a procurar a solução para os problemas da vida. Não estando, porém, satisfeito, desceu para os vales sagrados do Ganges em busca de ajuda dos sábios que habitavam suas margens. Apesar da boa vontade, os ensinamentos destes mestres se mostraram insuficientes para o que queria: entender o significado da vida e achar uma solução para a angústia e o vazio da mesma. Despediu-se e continuou viagem, inquieto ainda com tais problemas. 

Cinco ascetas do Ganges o acompanharam nesta nova fase. Ingressou, então, na escola do ascetismo, segundo a qual a purificação da consciência e a libertação final do sofrimento podem ser alcançados mediante uma mortificação e autoflagelação do corpo para que o espírito viva. Foi tão extremamente zeloso em mortificar o corpo, durante seis anos, que chegou às portas da morte e ainda muito longe do seu objetivo: a paz e a serenidade interior e o reto caminho da vida. Por isto, abandonou todas as durezas contra o corpo, deixou o jejum de lado e passou a buscar o que pretendia por outro método. Escandalizados com esta mudança, seus cincos companheiros o abandonaram. Ele seguiu. Isto faz até lembrar a história que o mestre Maharishi Mahesh Yogi conta

"Não esqueça a história do cachorro: você ganhou de presente um cachorro bravo. Quando quis acariciá-lo, ele mordeu sua mão. Você pode mantê-lo acorrentado, para que não fuja e não morda. Porém, assim, o cão nunca se tornará seu amigo. Se, ao contrário, você lhe der comida e uma esteira macia para dormir, logo ele lhe retribuirá os bons tratos e será seu fiel amigo. Da mesma forma devemos proceder com nosso corpo, com nós mesmos."

Sua última peregrinação foi o caminho da meditação, da volta metódica e refletida para dentro de si mesmo para se auto-encontrar e para perceber, de maneira diferente, a realidade interna.

Buda, sentado de pernas cruzadas, com a respiração tecnicamente realizada, sentou-se debaixo de uma árvore, às margens do rio Naranja. Depois de afastar todas as preocupações e idéias negativas, chegou a um intenso grau de concentração interior, obtendo o que ele chamou de unificação da mente (samatha). Através desta concentração entendeu as quatro verdades fundamentais:

  1. A essência do mundo humano é o sofrimento. A mente humana está estruturada em termos de sofrimento.
  2. A origem do sofrimento é o desejo, apego às próprias necessidades, às próprias idéias, ao que se julga ser a vida.
  3. A libertação do sofrimento é possível mediante o domínio dos desejos, dos apegos, até a obtenção de sua extinção.
  4. Esta extinção dos desejos e do sofrimento é o que se chama de Nirvana.

Sua iluminação visualizou tudo a partir destas quatro verdades: eis a realidade da vida e a solução para seus problemas. O Nirvana seria a eterna tranqüilidade da natureza que segue imperturbavelmente suas leis eternas. Dois meses depois desta iluminação, comunicou aos cinco companheiros e amigos o resultado obtido. Rumou para Benares, onde estavam, e ensinou-lhes que para chegar à verdade e à realização das quatro grandes verdades fundamentais era necessária uma preparação, uma metodologia que ele chamou: oito etapas para as quatro verdades:

  1. Uma visão reta do mundo e das coisas. Só a meditação a dá.
  2. Pensamento reto, controle das idéias e desejos.
  3. Palavra reta, de acordo com o pensamento (reto).
  4. Vida reta, de acordo com a sabedoria das idéias contidas no pensamento. Isto é muito difícil. Geralmente pensa de um modo e vive de outro.
  5. Ação reta.
  6. Trabalho reto (esforço), profissão reta.
  7. Conhecimento reto implicando em boa instrução e boa ciência.
  8. Meditação reta, como chave de tudo, como fonte conhecedora de nós e auto-reguladora de nossas desordens.

O sofrimento, a insatisfação, os conflitos (dukka) enfim, são a enfermidade, o desejo ou a raiz da doença. Pela remoção ou equilíbrio do desejo, elimina-se a doença. É este o caminho da cura.

A arte da meditação

Aqui você não encontrará um ensinamento completo, todavia, este é o caminho a seguir, mas qualquer pessoa pode tentar a prática deste pequeno esquema meditativo. Acenda um incenso de sua preferência. É necessário, antes de mais nada, uma posição correta. Deve-se sentar sobre uma almofada redonda, o pé direito sobre a coxa esquerda e o pé esquerdo sobre a coxa direita. As roupas devem ser frouxas. A mão direita sobre o pé esquerdo e a esquerda sobre a palma da direita com as pontas dos dedos polegares se tocando como se estivessem segurando uma bola. Senta-se em posição ereta, sem se inclinar nem para a frente nem para trás. Nariz, queixo e umbigo numa linha reta. As orelhas na mesma linha dos ombros. A língua encostada no céu da boca, lábios e dentes cerrados com firmeza. Olhos semicerrados, fitando algo a 90 centímetros. Se sua posição estiver correta, sentirá sua força concentrada num ponto abaixo do estômago. Os braços e ombros totalmente relaxados. Nesta posição poderá controlar sua respiração, que deverá ser profunda e calma, fazendo-se sem nenhum esforço consciente.

A meditação

Com esta posição, põe-se o corpo como que em parêntese. Deve-se afastar tudo aquilo que perturbe a mente, e concentrar-se naquilo que se vê, deixando que o inconsciente aja e trabalhe, associe e desça para mais profundo. Pode-se utilizar da "dialética", da livre associação das imagens, da busca da essência de cada fenômeno, da fixação naquilo que mais traz satisfação, paz, e coerência.

O budismo não afirma nem desmente a afirmação da vida eterna, apenas acha que "na discussão deste tema, a pessoa fica divagando enquanto sua curta vida se vai acabando". Seus valores máximos são: a paz, a tranqüilidade, o encontro do homem consigo mesmo, mas isto não determina sua alienação da vida pública e política. Ficou-nos esta apreciação de Buda: "O rei é o maior dos patifes. Toma dinheiro do povo e o obriga à guerrear para defender suas riquezas, quando não para tirar as de outrem".

Um aspecto da ioga

Como prova do interesse pela filosofia da Índia entre nós, podemos citar a grande difusão da ioga e das academias e centros que se desenvolvem para divulgar sua prática. Não vamos dar um resumo de Filosofia, mas, apenas deixar um roteiro de pesquisa.

Toda a finalidade da prática ioga é libertar a mente daquelas atividades que impedem o seu mais puro e elevado funcionamento. A pura luz do espírito brilhará se estas obscuras atividades da mente forem suprimidas. A prática e a filosofia tentam pôr o espírito e a mente em ordem, em sintonia com a ordem eterna universal. Para isto torna-se necessário um longo caminho, cujas principais etapas são:

  1. Abstenção (yama). A dieta alimentar é de fundamental importância para o bom funcionamento ou equilíbrio da mente. Há toda uma teoria da saúde física e mental implícita nesta parte. A boa harmonia da saúde resulta do equilíbrio yin-yang (negativo-positivo). Quando se dá o equilíbrio, há saúde. A alimentação deve obedecer à proporção equilibrada dos elementos yin-yang.
  2. Observância (nyana). É a prática de vários preceitos de higiene mental para dirigir e concentrar a mente para um exercício correto e equilibrado. Estão incluídos "hábitos de vigília e sono" e "como evitar preocupações e começar a viver".
  3. Postura correta (asana). A finalidade é obter disciplina do corpo. Atua sobre os movimentos dos músculos, tornando-os mais aptos para a concentração que é, segundo a ioga, a verdadeira vida do espírito.
  4. Regulação da respiração (prana-yama). Tem por finalidade o domínio dos músculos involuntários.
  5. Introversão ou bloqueio dos sentidos (pratyahara). Através de um alheamento de contatos com o mundo externo feito de tal maneira que as respostas naturais dos sentidos fiquem desligadas. Para se obter a parte fundamental, que é a concentração, precisa-se, ainda:
  • Atenção fixa (dharana).
  • Contemplação (dhyãna). Concentração em diversas verdades.
  • Concentração (samãdhi). Conseguida quando se persiste naquela contemplação até sentir uma grande iluminação interior ou alheamento (luz súbita na mente).

Faça esta meditação! (acenda sempre um incenso de sua preferência)

Um exercício de meditação Lay Yoga: Vamos apresentar, de modo simples, um esquema do que o mestre Maharishi Mahesh Yogi chama de meditação transcendental: "primeiro, sente-se numa almofada confortável, relaxe totalmente o corpo. Coloque as mãos abertas, palmas para cima, repousando nos joelhos ou em outra posição cômoda, desde que não pesem ou fiquem penduradas, afetando assim a respiração. A boa ou má respiração, coisa fundamental para a meditação, dependem da posição de sentar. Depois de devidamente sentado, erga a cabeça e respire calmamente três vezes. A seguir deixe a respiração num ritmo tal que se torne imperceptível. Afaste da mente os maus pensamentos, as idéias pessimistas, os escrúpulos, os pensamentos de culpa, a lembrança de qualquer conflito. Passe logo a relembrar coisas agradáveis, momentos felizes de sua vida. E vá se aprofundando, se detendo cada vez mais naturalmente em cada aspecto que lhe pareça digno e útil de ser iluminado pela mente. Esta meditação não é mais difícil do que apreciar uma boa música. A mente é um oceano revolto, mas as ondas agitam somente a sua superfície. Com os exercícios continuados se vai chegando à perfeição cada vez maior.

Meditação do Amor Universal


Príncipe Chenrezig A principal característica desta meditação é a de promover a paz, a bondade e a benevolência. Sua finalidade é a de purificar a mente, tornando-a saudável e íntegra. É o tipo de Meditação Universal de efeito seguramente benéfico, que pode ser praticada por qualquer pessoa, de qualquer idade trazendo resultados imediatos e proveitosos. Por ela a mente fica revigorada, sua força torna-se maior.

Escolha uma hora e um lugar tranqüilo, acenda um incenso, para harmonizar e purificar o ambiente, criando uma atmosfera própria. Sente-se em uma cadeira ou, de preferência, no chão, de modo a ficar confortável, mantenha a coluna reta, a respiração lenta e profunda, tente ficar o mais relaxado possível.

A prática da Meditação do Amor Universal deve começar pela própria pessoa, porque se alguém não se ama, torna-se impossível estender amor e benevolência a outras pessoas.

Inicia-se com o pensamento: estou limpando minha mente de todas as impurezas, que eu esteja livre de maldades, que eu esteja livre de inimizades, que eu fique livre do sofrimento, que eu me sinta muito feliz, com muito amor e muita paz.

Depois disso com a mente e o coração repletos de amor e paz, o pensamento deve ser dirigido a uma pessoa muito querida, da qual gostamos muito, visualizamos essa pessoa recebendo todo o nosso carinho, toda a paz e todo o amor que estamos sentindo. Em seguida visualizamos uma pessoa que nos é indiferente, um conhecido do qual não gostamos nem deixamos de gostar, e enviamos o mesmo pensamento. Finalmente lembramos de alguém que por algum motivo não gostamos, que nos é desagradável, pela qual temos algum tipo de rancor, e enviamos em forma de pensamento o nosso perdão, banhando-a com pensamentos de amor, paz e compreensão.

Após algum tempo, quando estivermos mais acostumados com a prática da meditação, o próximo passo é estender, alargar, expandir esse pensamento, abrangendo todos os seres do nosso Planeta.

Um Pensamento de Paz a cada dia. Em Mim há Paz. Sentir Paz.
A Paz do Espírito é a Paz Verdadeira.
A Paz do Indivíduo será a Paz Verdadeira.
Luz na Mente e Paz na Alma.


O Amor

O Amor

Um amor do passado é somente uma lembrança.
Um futuro amor é somente uma fantasia.
O amor verdadeiro vive aqui e agora.

~ Buda ~


Dança Kuchipudi



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