~ A porta para a alma ~
Para abrigar faraós, sacerdotes e cortesãos
egípcios após a morte, tumbas foram escavadas nos rochedos a leste
da cidade de Amarna. Diferenciando-se das tumbas mais antigas e das
posteriores, suas paredes foram gravadas com histórias que celebram
a família real e Aton — o deus único do faraó Akhenaton. Muitas das tumbas de Amarna
ficaram inacabadas, e a maioria parece sem uso. Em outras, os corpos
parecem ter sido removidos para outro lugar quando Amarna foi
abandonada.
Saiba que...
Em toda a sua história
documentada, os antigos egípcios adoravam o sol como um deus.
Uma variedade de divindades
— incluindo Ra, Amon, e a
combinação Amon-Ra
— designavam diferentes aspectos
da órbita solar. Mas o faraó Akhenaton, que governou o país de
1353 a.C. a 1336 a.C., elevou o deus Aton (a personificação do
calor irradiado pelo sol), a uma posição quase exclusiva.
Ilegalizando templos de outros deuses (bem como os festivais
tradicionais em sua honra), Akhenaton ergueu novos templos a
Aton, deixando-os abertos ao céu para permitir que os devotos
sentissem os raios revigorantes do deus.
Além disso, Akhenaton
proclamou-se como a única encarnação de Aton na Terra, o único
humano que podia adorar e comunicar diretamente com deus. Os
egípcios podiam adorar Aton apenas através do seu rei, que
ordenou aos seus artistas que representassem o deus como um
disco no céu, com raios culminando em mãos
— mais vulgarmente mostradas a
abençoar a família real e aceitando as suas ofertas (veja
imagem acima).
Após a morte de
Akhenaton, os templos a Aton foram desmantelados, bem como a
sua teologia, que passou a ser considerada herética. Os
nobres, funcionários dos templos e cidadãos do reino
regressaram de novo ao refúgio da crença e à adoração das suas
próprias divindades favoritas.
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