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~ O Escriba ~

Os escribas
eram uma classe muito importante no Egito Antigo. Somente eles tinham
oportunidade de seguir carreira no serviço público ou como administrador de uma
grande propriedade, pois a escrita fazia parte da profissão especializada. Eram
tantas as exigências para a carreira de um escriba, quanto honrosas e lucrativas
as compensações para quem a seguia. Um jovem que tivesse a sorte de ter passado
pela importante escola de escribas de Mênfis, ou mais tarde, de Tebas, devia não
só saber ler, escrever e desenhar com o máximo de habilidade, como também
dominar perfeitamente o idioma, a literatura e a história do seu país. Além
disso, devia ter amplos conhecimentos de matemática, contabilidade, processos
administrativos gerais e até mesmo de mecânica, agrimensura e desenho
arquitetônico. Quando um homem se qualificava como escriba, automaticamente se
candidatava a membro da classe oficial culta, o que o isentava de qualquer
espécie de trabalho servil e facilitava-lhe galgar uma série de estágios
conhecidos para chegar aos cargos mais elevados do país.
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No cumprimento de suas funções,
o escriba sentava-se de pernas cruzadas e improvisava com a parte dianteira
do seu saiote de linho, bem esticado, uma espécie de mesa. Empunhando a
pena ou o pincel de junco e com um rolo de papiro estendido sobre o
saiote que lhe cobria os joelhos, ele estava pronto para tomar o ditado
(veja imagem ao lado). Os pigmentos para escrever, em geral vermelho
ou preto, estavam em tigelas de alabastro, no chão, ao lado. O escriba
escrevia da direita para a esquerda, adotando a chamada escrita
hierática, em geral com um pincel fino feito de
junco, tendo a ponta cuidadosamente desfiada e aparada. O papel era feito
de tiras estreitas de papiro, cruzadas em duas direções, comprimidas
juntas e depois lustradas.
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Nota: O escriba Nebmertuef, protetor
do deus Toth (ao lado). O escriba tem nas mãos um rolo de papiro. XVIII
dinastia 1360 a. C., 19.5cm. x 20.5cm., Museu do Louvre,
Paris. |

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Estela do Escriba Real, Ipi
Metade do 14.º século a.C.
Pedra calcária, pintura
mineral, 95 x 71 cm.
A estela é moldada
na forma de uma porta falsa que dava acesso à tumba de
Ipi. A pintura revela a influência da arte de Amarna. A estela é
quase totalmente preenchida pela cena na qual Ipi, um escriba
real, adora o deus Anúbis. Anúbis, representado com
uma cabeça de chacal, era o deus dos mortos; ele está sentado em seu
trono segurando um ankh (cruz ansata), o símbolo da vida. Ipi usa
uma túnica oficial. Diante de Anúbis estão dois lótus e um pequeno altar
com um pote para o ritual de libação. As inscrições na estela inclui
fórmulas fúnebres, e os nomes e títulos dos falecidos.
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~ Nas pirâmides e nos templos ~
Os antigos egípcios extraíam a tinta moendo minérios
coloridos, cujo pó, misturado com algum líquido, dava uma tonalidade para cada tipo de escrita
ou pintura, que decoravam as paredes internas das pirâmides e dos templos.



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Bibliografia: Rodman R. Clayson, F.R.C., Nossa Herança do Egito Antigo, Biblioteca Rosacruz,
Amorc. Editora Renes, Primeira Edição, Rio de Janeiro, 1980 – Texto sobre a Estela: Arnaldo Poesia
(Abu Ahmed Al-Hassan).
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Crédito das imagens: Museu do Louvre, Paris (foto 1 e 2) – Museu Hermitage, São Petersburgo,
Rússia (foto da Estela) – Museu Britânico, Londres (as três últimas imagens).
| Sobre o Egito Antigo
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Museu Egípcio de Berlim
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O museu conta com um bom acervo sobre o Egito Antigo; destacando uma das obras-primas
da escultura egípcia: o busto da rainha Nefertiti.
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Museu Egípcio do Cairo
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Site oficial do Museu. A máscara mortuária, totalmente em ouro, do Faraó Tutankhamon
é a atração máxima.
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Museu Britânico - Egito
Antigo
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O setor do museu, dedicado ao Egito Antigo (Egypt),
é o ponto de referência para pesquisadores e
estudiosos.
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Templo da Rainha Hatshepsut
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O Templo de Hatshepsut foi projetado pelo
arquiteto do reino, Senen-Mut... |
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Templos do Egito Antigo

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