
~ O Escriba ~
Os escribas pertenciam a uma classe muito importante no Egito Antigo ...
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Estela do Escriba Real, Ipi Metade do 14.º século a.C.
Pedra calcária, pintura mineral, 95 x 71 cm.
A estela é moldada na forma de uma porta falsa que dava acesso à tumba de Ipi. A pintura revela a influência da arte de Amarna. A estela é quase totalmente preenchida pela cena na qual Ipi, um escriba real, adora o deus Anúbis. Anúbis, representado com uma cabeça de chacal, era o deus dos mortos; ele está sentado em seu trono segurando um ankh (cruz ansata), o símbolo da vida. Ipi usa uma túnica oficial. Diante de Anúbis estão dois lótus e um pequeno altar com um pote para o ritual de libação. As inscrições na estela inclui fórmulas fúnebres, e os nomes e títulos dos falecidos.
Os escribas eram uma classe muito importante no Egito Antigo. Somente eles tinham oportunidade de seguir carreira no serviço público ou como administrador de uma grande propriedade, pois a escrita fazia parte da profissão especializada. Eram tantas as exigências para a carreira de um escriba, quanto honrosas e lucrativas as compensações para quem a seguia. Um jovem que tivesse a sorte de ter passado pela importante escola de escribas de Mênfis, ou mais tarde, de Tebas, devia não só saber ler, escrever e desenhar com o máximo de habilidade, como também dominar perfeitamente o idioma, a literatura e a história do seu país. Além disso, devia ter amplos conhecimentos de matemática, contabilidade, processos administrativos gerais e até mesmo de mecânica, agrimensura e desenho arquitetônico. Quando um homem se qualificava como escriba, automaticamente se candidatava a membro da classe oficial culta, o que o isentava de qualquer espécie de trabalho servil e facilitava-lhe galgar uma série de estágios conhecidos para chegar aos cargos mais elevados do país.
No cumprimento de suas funções, o escriba sentava-se de pernas cruzadas e improvisava com a parte dianteira do seu saiote de linho, bem esticado, uma espécie de mesa. Empunhando a pena ou o pincel de junco e com um rolo de papiro estendido sobre o saiote que lhe cobria os joelhos, ele estava pronto para tomar o ditado (veja imagem ao lado). Os pigmentos para escrever, em geral vermelho ou preto, estavam em tigelas de alabastro, no chão, ao lado. O escriba escrevia da direita para a esquerda, adotando a chamada escrita hierática, em geral com um pincel fino feito de junco, tendo a ponta cuidadosamente desfiada e aparada. O papel era feito de tiras estreitas de papiro, cruzadas em duas direções, comprimidas juntas e depois lustradas.
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Nota: O escriba Nebmertuef, protetor do deus Toth (ao lado). O escriba tem nas mãos um rolo de papiro. XVIII dinastia 1360 a. C., 19.5cm. x 20.5cm., Museu do Louvre, Paris.
~ Nas pirâmides e nos templos ~
Os antigos egípcios extraíam a tinta moendo minérios coloridos, cujo pó, misturado com algum líquido, dava uma tonalidade para cada tipo de escrita ou pintura, que decoravam as paredes internas das pirâmides e dos templos.
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Bibliografia: Rodman R. Clayson, F.R.C., Nossa Herança do Egito Antigo, Biblioteca Rosacruz, Amorc. Editora Renes, Primeira Edição, Rio de Janeiro, 1980. Texto sobre a Estela: Arnaldo Poesia (Abu Ahmed Al-Hassan). Crédito das imagens: Museu Hermitage, São Petersburgo, Rússia (foto 1), Museu do Louvre, Paris (foto 2), Museu Britânico (fotos 3, 4 e 5)