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Imagens
do
Egito Antigo
Como permitir ao público
ver essas peças e ao mesmo
tempo preservá-las para as gerações futuras?
– Fotógrafo Kenneth Garrett
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©
Kenneth Garrett |
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~ Templo de Ramsés II ~
Não há como
ignorar Ramsés II, cuja imagem eleva-se sobre as dos outros membros da
família, em frente de seu templo, em Abu Simbel, região outrora conhecida
por Núbia. Como em vida, seu olhar paira sobre a terra que forneceu
grande parte do ouro tão vital a seu império. |
©
Kenneth Garrett |
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~ Livro dos Mortos ~
Em homenagem à esposa de
Ramsés II, passagens do Livro dos Mortos decoram a tumba da rainha
Nefertari. Em uma cena subseqüente, a deusa Nefites e Ísis olham como
abutres por sobre a múmia da rainha, retratada. |
©
Kenneth Garrett, Museu Egípcio do Cairo |
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~ Quatro Miniaturas
de Sarcófagos ~
Os órgãos do rei
Tutankhamon foram depositados reverencialmente em quatro caixões
miniaturas, colocados em um cofre de alabastro cuja tampa está entalhada
com um rosto. Era essa a aparência de Tut? Não sabemos, mas a cobra
sagrada e o falcão no aparato que lhe cobre a cabeça lembra a realeza.
Para os reis dessa época, supervisionar a preparação de seu funeral era
tão importante quanto governar o país no dia-a-dia. Eles acreditavam que
seus corpos deviam ser preservados para viajar após a vida, rumo à
eternidade, onde se reuniriam aos deuses amigos. E durante a mumificação
seus pulmões, estômago, intestinos e fígado eram especialmente embalados. |
©
David S. Boyer |
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~ Templo em Deir el
Bahri ~
Adornado para um rei, o
elegante templo funerário em Deir el Bahri foi construído para uma mulher:
a rainha Hatshepsut. Primeira a atuar como regente, representando seu
jovem enteado Tutmosis III, Hatshepsut, depois reclamou o trono,
governando junto com Tutmosis por 15 anos. Depois de sua morte, o enteado
governou sozinho — e mais tarde, apagou sua lembrança. A idéia de uma
mulher no poder deve ter lhe parecido fora de propósito, a tal ponto que
desejou eliminar sua memória. |
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Templo de Hatshepsut conserva até cores de pinturas ~
Na
margem ocidental do rio Nilo, destinada aos mortos, os faraós costumavam
construir templos mortuários onde pudessem ser homenageados postumamente, já
que suas tumbas ficavam em local desconhecido.
Entre os diversos monumentos do tipo existentes atualmente na necrópole de
Tebas, o mais famoso é o da rainha Hatshepsut (1465-1458 a.C.), a mais
poderosa governante mulher do Egito Antigo.
Chamado Deir el Bahri, o templo da rainha Hatshepsut está construído aos pés
de uma montanha e tem três andares, cujos terraços são repletos de colunas. A
arquitetura difere da comumente vista em monumentos egípcios e aproxima-se
mais do estilo neoclássico europeu.
Em 17 de novembro de 1997, terroristas de uma organização extremista chamada
Al Jamaat Al-Islamiya se esconderam nas colunas do templo e atiraram contra
turistas, matando mais de 60 estrangeiros, principalmente suíços, alemães e
japoneses.
O ataque prejudicou seriamente o turismo no Egito e levou o governo a adotar
uma série de medidas de segurança, em vigor até os dias de hoje.
Embora seja o mais famoso e visitado, o templo não é nem de perto o mais
bonito. Esse título fica para o templo de Ramsés III, chamado Medinet Habu,
que nem sempre é incluído nos tours pela região. Não deixe de visitá-lo porque
não há nada parecido em nenhum outro local do Egito. E não está inundado de
turistas.
O templo começou a ser construído por Ramsés III há 3500 anos, mas foi
sucessivamente aumentado por faraós subseqüentes até ser finalizado em 332
a.C.
Ele impressiona pelo seu tamanho e principalmente pela qualidade dos desenhos
em colunas, paredes e teto. Além do trabalho de alto e baixo-relevo ser
excelente, os desenhos mantiveram muito de suas cores originais, em especial
os tons de azul e verde.
Passear por entre as imensas colunas cobertas de
representações dos mais importantes deuses da mitologia egípcia, prestar
atenção nas sangrentas cenas de guerra esculpidas nas imensas paredes de
pedra, tudo isso é uma experiência ímpar.
Nem tente, no entanto, concentrar as visitas aos túmulos dos vales dos Reis e
das Rainhas e aos templos mortuários num mesmo dia. A necrópole de Tebas, para
ser bem vista, exige pelo menos dois dias e muita disposição.
©
Griffith Institute, Oxford |
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~ Lacre do Sarcófago
de Tutankhamon ~
Ainda intactas, em 1923,
depois de 32 séculos, cordas seguram as portas do segundo de quatro nichos
que recobrem a câmara funerária de Tutankhamon. O lacre do sarcófago —
mostrando escravos ajoelhados e Anúbis, o deus chacal da morte — permanece
inteiro, um sinal de que a múmia de Tut descansa em paz, no seu
interior. |
©
Gervais Courtellemont |
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~ Quéops, Quéfren e
Miquerinos ~
Três reis — pai, filho e
netos — escreveram seus nomes no horizonte de Gizé, por meio das silhuetas
de suas tumbas em forma de pirâmide: Quéops, Quéfren e Miquerinos (a
partir da esquerda).
Foto de
Setembro de 1926. |
©
Kenneth Garrett |
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~ Complexo do Templo
de Tebas ~
Construído por
Amenhotep III, no século XIV a. C., este jardim interno leva à câmara
mortuária dos fundos do complexo do templo de Tebas, onde os sacerdotes
uniam misteriosamente o rei com sua essência divina. Transformado, o
deus-homem reaparecia então para ser homenageado por uma multidão
extasiada. |
©
National Geographic Magazine
© Starnews 2001 – Rio de Janeiro, Brasil
© Fotos de Kenneth Garrett e Outros
Tesouros do Egito
Antigo
Museu Egípcio
do Cairo
© Equipe Starnews 2001
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