National Geographic e Museu Egípcio do Cairo

 

Imagens
        do Egito Antigo


Como permitir ao público ver essas peças e ao mesmo
tempo preservá-las para as gerações futuras?

                                                Fotógrafo Kenneth Garrett


Starnews 2001         National Geographic



Ramses II temple

© Kenneth Garrett

 

~ Templo de Ramsés II ~


Não há como ignorar Ramsés II, cuja imagem eleva-se sobre as dos outros membros da família, em frente de seu templo, em Abu Simbel, região outrora conhecida por Núbia. Como em vida, seu olhar paira sobre a terra que forneceu grande parte do ouro tão vital a seu império.



Book of the Dead

© Kenneth Garrett

  ~ Livro dos Mortos ~

Em homenagem à esposa de Ramsés II, passagens do Livro dos Mortos decoram a tumba da rainha Nefertari. Em uma cena subseqüente, a deusa Nefites e Ísis olham como abutres por sobre a múmia da rainha, retratada.



Four miniature coffins

© Kenneth Garrett, Museu Egípcio do Cairo

  ~ Quatro Miniaturas de Sarcófagos ~

Os órgãos do rei Tutankhamon foram depositados reverencialmente em quatro caixões miniaturas, colocados em um cofre de alabastro cuja tampa está entalhada com um rosto. Era essa a aparência de Tut? Não sabemos, mas a cobra sagrada e o falcão no aparato que lhe cobre a cabeça lembra a realeza. Para os reis dessa época, supervisionar a preparação de seu funeral era tão importante quanto governar o país no dia-a-dia. Eles acreditavam que seus corpos deviam ser preservados para viajar após a vida, rumo à eternidade, onde se reuniriam aos deuses amigos. E durante a mumificação seus pulmões, estômago, intestinos e fígado eram especialmente embalados.



Temple at Deir el Bahri

© David S. Boyer

  ~ Templo em Deir el Bahri ~

Adornado para um rei, o elegante templo funerário em Deir el Bahri foi construído para uma mulher: a rainha Hatshepsut. Primeira a atuar como regente, representando seu jovem enteado Tutmosis III, Hatshepsut, depois reclamou o trono, governando junto com Tutmosis por 15 anos. Depois de sua morte, o enteado governou sozinho — e mais tarde, apagou sua lembrança. A idéia de uma mulher no poder deve ter lhe parecido fora de propósito, a tal ponto que desejou eliminar sua memória.




~ Templo de Hatshepsut conserva até cores de pinturas ~

Na margem ocidental do rio Nilo, destinada aos mortos, os faraós costumavam construir templos mortuários onde pudessem ser homenageados postumamente, já que suas tumbas ficavam em local desconhecido.

Entre os diversos monumentos do tipo existentes atualmente na necrópole de Tebas, o mais famoso é o da rainha Hatshepsut (1465-1458 a.C.), a mais poderosa governante mulher do Egito Antigo.

Chamado Deir el Bahri, o templo da rainha Hatshepsut está construído aos pés de uma montanha e tem três andares, cujos terraços são repletos de colunas. A arquitetura difere da comumente vista em monumentos egípcios e aproxima-se mais do estilo neoclássico europeu.

Em 17 de novembro de 1997, terroristas de uma organização extremista chamada Al Jamaat Al-Islamiya se esconderam nas colunas do templo e atiraram contra turistas, matando mais de 60 estrangeiros, principalmente suíços, alemães e japoneses.

O ataque prejudicou seriamente o turismo no Egito e levou o governo a adotar uma série de medidas de segurança, em vigor até os dias de hoje.

Embora seja o mais famoso e visitado, o templo não é nem de perto o mais bonito. Esse título fica para o templo de Ramsés III, chamado Medinet Habu, que nem sempre é incluído nos tours pela região. Não deixe de visitá-lo porque não há nada parecido em nenhum outro local do Egito. E não está inundado de turistas.

O templo começou a ser construído por Ramsés III há 3500 anos, mas foi sucessivamente aumentado por faraós subseqüentes até ser finalizado em 332 a.C.

Ele impressiona pelo seu tamanho e principalmente pela qualidade dos desenhos em colunas, paredes e teto. Além do trabalho de alto e baixo-relevo ser excelente, os desenhos mantiveram muito de suas cores originais, em especial os tons de azul e verde.

Passear por entre as imensas colunas cobertas de representações dos mais importantes deuses da mitologia egípcia, prestar atenção nas sangrentas cenas de guerra esculpidas nas imensas paredes de pedra, tudo isso é uma experiência ímpar.

Nem tente, no entanto, concentrar as visitas aos túmulos dos vales dos Reis e das Rainhas e aos templos mortuários num mesmo dia. A necrópole de Tebas, para ser bem vista, exige pelo menos dois dias e muita disposição.



The necropolis seal

© Griffith Institute, Oxford

  ~ Lacre do Sarcófago de Tutankhamon ~

Ainda intactas, em 1923, depois de 32 séculos, cordas seguram as portas do segundo de quatro nichos que recobrem a câmara funerária de Tutankhamon. O lacre do sarcófago — mostrando escravos ajoelhados e Anúbis, o deus chacal da morte — permanece inteiro, um sinal de que a múmia de Tut descansa em paz, no seu interior.



Khufu, Khafre, and Menkaure

© Gervais Courtellemont

  ~ Quéops, Quéfren e Miquerinos ~

Três reis — pai, filho e netos — escreveram seus nomes no horizonte de Gizé, por meio das silhuetas de suas tumbas em forma de pirâmide: Quéops, Quéfren e Miquerinos (a partir da esquerda).

Foto de Setembro de 1926.



Complexo do Templo de Tebas

© Kenneth Garrett

  ~ Complexo do Templo de Tebas ~

Construído por Amenhotep III, no século XIV a. C., este jardim interno leva à câmara mortuária dos fundos do complexo do templo de Tebas, onde os sacerdotes uniam misteriosamente o rei com sua essência divina. Transformado, o deus-homem reaparecia então para ser homenageado por uma multidão extasiada.



© National Geographic Magazine
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© Fotos de Kenneth Garrett e Outros

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