Albert Payson Terhune disse certa
vez que ninguém pode aquilatar das características de um cão. De fato: quem
poderá apreciar com justiça a lealdade de um cão, suas travessuras, ou seu
surpreendente instinto de compreensão? A vida de um cão, ao lado dos "pais",
contém inúmeras surpresas. Os leitores me enviaram os seguintes casos. Quem
logicamente os poderá explicar?
Bancando o manhoso...
O
nosso cão policial, Pal, entrou em casa, certa vez, mancando muito.
Verificando que tinha uma das patas feridas, tratei logo de lavá-la e
desinfetá-la cuidadosamente, atando a ferida com uma gaze. Aliviado, o
animal dirigiu-se para a sala de visitas, onde se estirou confortavelmente
ao lado da lareira, pondo-se a ressonar com toda tranquilidade.
No dia seguinte, o cachorro estava ainda na sala, onde permaneceu por
dois ou três dias, tornando-se alvo de todas as atenções e desvelo da
família. Logo depois, pareceu-me mais acertado que Pal saísse para
exercitar a pata machucada e respirar ar fresco, ao invés de lá ficar todo
encorujado, bancando o manhoso. E, como incentivo, pus-me a ajudá-lo.
Quando, porém, o cão se decidiu a me obedecer e sair, era de se ver a cara
pesarosa de mártir que fazia.
Mas, assim que saímos, meus outros dois cães viram um coelho e dispararam
atrás da presa, latindo em algazarra, e num segundo,
Pal, esquecendo-se da pata avariada — zás! — foi juntar-se aos outros
animais. Eu o vi disparar na dianteira dos outros, como um cão que não
tivesse nem sombra de ferimento na pata.
Quando os três cachorros voltaram, Pal brincava e saltava com a
melhor disposição. Em dado momento, porém, percebendo que eu o observava,
parou com as suas brincadeiras e, muito sem graça, com a cauda entre as
pernas, aproximou-se de mim, erguendo tristemente a pata "ferida", na
esperança de ser mais uma vez tratado com aquele excesso de desvelo e
atenção que lhe dispensávamos quando julgávamos que ele estivesse realmente
machucado...
— Hildegarde Lemcke
Ele sabia julgar...
Durante
a minha infância, numa fazenda, tínhamos uma cão mestiço chamado Ponteiro,
em cujas veias se misturava o sangue de muitas variedades caninas.
Desde a mais tenra idade do animal, quando ele sentia fome, era de vê-lo
prender com os dentes a manga de qualquer das pessoas da família que
estivesse ao seu alcance, e arrastá-la para a cozinha, onde se punha de pé
nas patas traseiras, diante do guarda-comida, latindo, implorando
aflitivamente...
Mais tarde, quando ele havia crescido e se dera à inclinação de caçar,
costumava levar um de nós a um lugar onde, sobre a porta da cozinha, estava
pendurada a espingarda de caça. O cão conduzia qualquer membro da família
até o guarda-comida, quando tinha fome, mas quando queria caçar, nunca
levava, ao lugar da espingarda, senão os homens, e aqueles que ele sabia
estar na idade de usar arma de fogo. Era sempre meu pai ou algum dos meus
irmãos mais velhos. Mas, à medida que nós, meninos, íamos crescendo,
Ponteiro sabia exatamente quando devia elevar-nos, uma a um, à categoria de
caçador...
— Strickland Gillilan
Um bom samaritano
Uma
noite, demos pelo desaparecimento de Punch e, por mais que o procurássemos,
não conseguimos encontrá-lo. Duas semanas depois, porém, minha avó chamou-me
a atenção sobre uma coisa muito estranha que o collie andava fazendo. O
cãozinho, disse-me ela, passara o dia inteiro indo e vindo da vasilha de
água dos animais, tentando carregar água na boca, e como esta lhe escorresse
pelos cantos, dezenas de vezes voltou à mesma lida, tentando mais uma vez...
Não havia dúvida, concluiu vovó, que isso vinha a significar qualquer
coisa!
Nessa mesma noite, dei um osso ao cão e pus-me a observá-lo. E então o vi
sair de repente com o osso na boca, estrada fora, para adiante desaparecer
por detrás de uma curva no morro. Passaram-se horas antes que o cão
regressasse. Lembrando-me do caso da água, dei-lhe um segundo osso, e assim
que o animal ganhou a estrada, eu o segui.
E lá longe, no fundo de uma caverna que havia no morro, fui dar com o
velho Punch aprisionado e sem nenhuma possibilidade de por si só salvar-se
daquela situação. Mas estava vivo e com saúde.
Na beira da caverna, o collie ficara de guarda, tendo já atirado o
segundo osso a Punch...
— Archie Lloyd
Cachorro é padrinho de casamento
Um noivo escolheu seu cão de estimação como padrinho de casamento. Paul Nock,
de 27 anos, disse à futura mulher, Kelly, que desejava ter Scooby ao seu
lado na cerimônia. O caso ocorreu em Hull, na Inglaterra, onde vive o casal.
Na cerimônia no cartório, o cão estava com as alianças no pescoço. O animal
vive com Nock há oito anos e há cinco salvou a vida de Kelly. Ela foi
acordada pelo cão por causa de um vazamento de gás na residência. — Scooby
participa de tudo o que fazemos, não seria justo que ele não estivesse lá —
disse o noivo Paul Nock.
— Jornal Expresso 09/10/2007
Mais sobre cachorros
Um cachorro pode ser melhor para a saúde mental de uma pessoa que um
cônjuge ou um amigo, assegurou um estudo que foi apresentado, em 1996, na
reunião anual da Sociedade Psicossomática dos Estados Unidos. Os
pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade de Buffalo submeteram
240 casais às mais diversas situações que provocam tensão — desde ouvir o
discurso de um político até resolver um problema de matemática. Os que
estavam acompanhados por um cachorro conseguiram controlar melhor suas
emoções que os que estavam ao lado de um amigo, do marido ou da mulher,
afirmou o estudo.
Pesquisa de uma revista especializada em cães revelou que os britânicos
cuidam com mais empenho de seus cachorros que do marido ou da mulher. Cerca
de 73% dos entrevistados disseram já ter faltado ao trabalho devido à doença
do cachorro e 20% admitiram que levam o cão ao cabeleireiro com frequência.
A pesquisa comprova notícia recente, divulgada na Inglaterra, de um divórcio
que ocorreu porque a mulher alegou que o marido gostava mais do cachorro que
dela.
Confiar no seu amigo e em você mesmo
é importante para uma grande amizade.
Curiosa previsão
Lobo
era um cão mestiço, de meigos olhos pardos e grandes orelhas caídas, e
pertencente a um capitão do Oitavo Corpo de Caças britânicos.
Por absoluta
falta de espaço nesses aviões de combate, o cão havia sido treinado para
ficar em terra enquanto seu dono estivesse voando. Ninguém conseguia
arrancar o animal da sala de espera dos pilotos até que o "pai" voltasse das
missões de guerra.
Certo dia, porém, pouco antes da hora em que os caças deviam estar de
volta de um voo sobre território francês, Lobo ergueu-se de um salto,
e, ante a surpresa de todos, saiu correndo porta a fora.
Vinte minutos mais tarde, recebeu-se uma comunicação de que um dos
aparelhos havia caído num bosque daquelas redondezas e que o seu piloto
tinha saltado de paraquedas. Passou-se então mais de uma hora, até que uma
patrulha de socorro descobrisse o capitão sentado ao lado do seu paraquedas,
com uma perna quebrada.
Como foi que Lobo, que também lá estava, lambendo o rosto do dono,
soube que este havia sofrido um acidente, e que misterioso instinto o levou
sem demora ao lugar preciso, são coisas que ninguém pôde explicar.
— Transcrito da revista Collier's)
O seu... a seu dono
Havíamos já terminado o
nosso piquenique num dos parques de Chicago, e pusemo-nos a arrumar as
nossas mochilas para o regresso; já estávamos todos a caminho, quando demos
pela falta da nossa cachorrinha spaniel, Goldie. A cachorrinha
recusava-se terminantemente a deixar o lugar onde se encontrava, e, por mais
que a chamássemos, abanava a cauda e a latir nervosamente não
se arredava de onde estava.
Resolvi então voltar para ir buscá-la, pensando em aplicar-lhe um bom
castigo por aquela teimosia inexplicável. À medida que eu me aproximava, a
cachorrinha latia mais e mais, parecendo muito satisfeita por eu ter ido ao
seu encontro.
Quando me abaixei para pegá-la nos braços, compreendi então a causa
daquele estranho alarido: sobre a grama havia caído o meu relógio-pulseira e
Goldie estava lá, tomando conta dele...
— Senhora B. Crockett
Um guarda-noturno
improvisado...
Meu
Pai era um guarda-noturno numa pequena cidade, onde morávamos; era seu dever
todas as noites fazer uma ronda pela zona comercial da cidade para verificar
se as portas estavam bem fechadas. Neste mister, costumava sempre levar
consigo seu belo dinamarquês Wolf.
Certa noite, estando fora da cidade, meu pai não pôde iniciar sua ronda
senão muito tarde. Quando se aproximou da primeira casa de negócio, notou
rastos de animal na neve, os quais iam terminar bem na soleira da porta.
Isso, não lhe pareceu coisa do outro mundo. Tocando, porém, nos trincos
das portas, notou que estavam úmidos, e essa singularidade se repetia nas
portas seguintes: em todas as soleiras havia pegadas e os trincos estavam
igualmente umedecidos. Subitamente, compreendeu o que se passava e
apressou-se em chegar à esquina e olhar, para ver confirmada a sua suspeita;
lá estava Wolf seguindo a ronda, experimentando com a boca as maçanetas das
portas...
E o certo é que o “guarda-noturno improvisado” não se esqueceu de pôr a
sua chancela de saliva numa porta sequer...
— Mrs. Ray Stephen
O cão e a lebre
Um cão de caça espantou uma lebre para fora de sua toca, mas depois de
longa perseguição, ele parou a caçada. Um pastor de cabras vendo-o parar
ridicularizou-o dizendo: “Aquele pequeno animal é melhor corredor que você”.
O cão de caça respondeu:
“Você não vê a diferença entre nós: eu estava correndo apenas por um
jantar, mas ela por sua vida”.
Moral da história:O motivo pelo qual realizamos uma tarefa é
que vai determinar sua qualidade final.
— Fábula de Esopo
O cachorro e sua sombra
Um cachorro, ao cruzar uma ponte sobre um riacho carregando um pedaço de
carne na boca, viu sua própria imagem refletida na água. Vendo isso, ele
pensa que se trata de outro cachorro carregando um pedaço de carne maior que
o seu.
Então ele larga seu pedaço, e disposto a tomar-lhe a carne que julgava
ser maior que a sua, ferozmente se atira sobre o animal refletido na água.
Agindo assim ele perdeu ambos. Aquele que tentou pegar na água já que era
apenas um reflexo, o seu próprio, que ao cair no riacho foi arrastado pela
correnteza.
Moral da história:Quem desiste do certo em troca de algo
duvidoso é um tolo e duas vezes imprudente.
O resgate de um pastor alemão que havia caído em um rio
mobilizou 50 homens e um helicóptero do Corpo de Bombeiros de Los Angeles,
no dia 22 de janeiro de 2010.
O salvamento foi transmitido ao vivo pelas emissoras de TV a cabo em
todos os Estados Unidos.
Joe St. Georges, responsável por ter retirado o cão da margem do rio,
foi mordido na mão e sofreu uma fratura no polegar.
Mesmo chamado de heróis, os bombeiros foram bastante criticados pelo
tamanho da operação.
Mas o capitão Steve Ruda defendeu o resgate, dizendo que "toda forma de
vida é importante" e que o salvamento não retirou homens de outras
operações nem gasto mais dinheiro do contribuinte americano.
Fonte: BBC
Veja o filme abaixo:
Esse bulldog é muito bom no skate!
Filhotes de leão abandonados pela mãe após o
nascimento
são amamentados por cadela em safári da província de
Anhui, no leste da China
— Agência France Press 16/07/2009
No filme "Os 101 Dálmatas", tudo começa com
uma cria de 15 filhotes. Na Grã-Bretanha, a cadela Button, filha de um cão que
"atuou" na continuação do famoso filme, teve 18 cachorrinhos.
Morley conta que alimenta vários filhotes diversas vezes por dia, porque
Button não dá conta de todos. Por isso, a família têm se revezado e Adam conta
que o turno das 3h da manhã costuma sobrar para ele.
O número de filhotes, descoberto ainda durante a prenhez por meio de
ultra-sonografias, levou os veterinários a realizar uma cesariana.
Passado o parto espetacular, as preocupações dos donos agora são encontrar
lares para os filhotes e garantir a alimentação da mãe, que atualmente come
por 19. — 07 de janeiro de 2009.
Cadela dá à luz 21 filhotes
Surpreendida, família se revezou
para dar atenção aos cachorrinhos
nos Estados Unidos.