American Kennel Club

~ “Cidadãos” acima de qualquer suspeita ~

A relação milenar entre pessoas e cães entrou numa nova fase.
Mais do que amigos, eles agora são como filhos.



Iniciada entre 25 000 e 50 000 anos atrás, essa magnífica relação teve, a princípio, fins essencialmente utilitários. Cães vigiavam aldeias, ajudavam a caçar e pastorear. Provavelmente a afeição, desde cedo, teve um papel nesse relacionamento. O primeiro indício concreto de um elo de emoção entre um humano e um cachorro data de 12 000 anos: são restos fossilizados de uma mulher abraçada a um filhote de cão, encontrados no Oriente Médio.

O certo é que o afeto remodelou, ao longo dos séculos, os laços que nos ligam aos cães. E continua a remodelá-los. É o que revelam pesquisas de comportamento ao mostrar que, mais até do que amigos, os cães de estimação são hoje vistos como filhos ou irmãos em boa parte dos lares que os acolhem. Na Europa e nos Estados Unidos, o porcentual de donos que consideram seus cachorros como familiares já chega a 30%. No Brasil, de acordo com pesquisas da multinacional francesa Evialis, uma das maiores fabricantes de alimentos para animais de estimação no mundo, esse índice é de 10% — mas aponta para cima.

Das pinturas rupestres aos ratos e cachorros antropomórficos de Walt Disney, os cães são vistos com um misto de estranhamento e familiaridade. Nas fábulas mais tradicionais, são espelhos das qualidades e defeitos morais do ser humano. Mas a literatura também já os representou como forças indomáveis e irredutíveis da natureza. No século XIX, a teoria da evolução de Darwin desbancou o homem do ápice da criação para reposicioná-lo como apenas mais um dos animais moldados pela seleção natural. Essa revisão tem implicações éticas radicais. O filósofo australiano Peter Singer defende a igualdade plena de direitos entre homens e animais. Para ele, o "especismo" — a ideia de que os humanos são superiores aos demais seres — é uma forma de discriminação tão insustentável quanto o racismo.

A principal forma de comunicação entre as pessoas e os cães é a linguagem corporal — cães são exímios leitores de gestos e expressões faciais. Nem por isso são surdos à linguagem verbal. Inventor de um famoso ranking de inteligência das raças caninas, o pesquisador americano Stanley Coren averiguou que os lulus mais espertos são capazes de agir em resposta a até 165 palavras simples — mesmo número de vocábulos dominado por uma criança de 2 anos.

Um experimento brasileiro é uma demonstração impressionante da capacidade dos cães de associar palavras e símbolos a determinados objetos e ações. Conduzido por César Ades e pelo zootecnista e adestrador Alexandre Rossi, o estudo tem como estrela Sofia, uma vira-lata que aprendeu a acionar um teclado com opções de imagens para expressar seus desejos, como comer ração ou dar um passeio. Por outro lado, os cães, mesmo investidos da condição privilegiada de integrantes da família, ainda são mal compreendidos pelos humanos. O balanço de rabo, universalmente entendido como sinal de alegria, não significa exatamente isso. A tradução sugerida pelo pesquisador Stanley Coren é a seguinte: "Aceito ser submisso a você, mas espero ganhar algo em troca".

De certo modo, os cães de estimação já galgaram um lugar privilegiado nas considerações morais das pessoas. A morte de um cachorro querido começa a ser cercada de cerimônia: o Pet Memorial, cemitério de animais na Grande São Paulo, realiza em média trinta velórios e 200 cremações por mês, com custos que vão de 700 a 2 000 reais. Para muitos, a perda de um animal leva a uma situação de luto tão difícil de superar quanto a morte de um parente ou amigo.

Jean-Jacques Rousseau, um dos iluministas do século XVIII, que nutria adoração genuína por seu cachorro, Sultan, escreveu: "Meu cachorro era meu amigo, não meu escravo. Sempre tínhamos a mesma vontade, mas não porque ele me obedecesse". Entusiasta do mito do bom selvagem, Rousseau era mesmo um romântico.

~ Arnaldo Poesia ~

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Bibliografia: Histórias de Cachorros, Arnaldo Poesia, Edição do autor, Niterói, 1989.

~ Cachorrinha poodle adota esquilos nos EUA ~

Filhotes ficaram sem casa depois que árvore foi derrubada.
Cachorra da Carolina do Norte, que ainda tinha leite, acolheu-os.

Foto: AP

Três bebês esquilos são amamentados por Pixie, uma cachorrinha poodle de Henderson, no estado americano da Carolina do Norte. Gail Latta, dona da cadela, disse que os três filhotes ficaram sem casa depois que a árvore em que eles viviam foi derrubada.


Foto: AP

Pixie ainda tinha leite depois de ter amamentado sua primeira ninhada de filhotes, poucos meses atrás. Depois de cinco semanas, os esquilos foram levados a um centro de animais, que vai continuar cuidando deles até que eles possam ser devolvidos à liberdade. 

(Referência e Fotos: AP) – 29 de março de 2010

~ Labrador é o cachorro mais popular dos Estados Unidos ~

Lista das raças mais apreciadas pelos americanos foi feita pelo Kennel
Club, entidade que determina os padrões de pureza dos animais


1º lugar – Labrador

O Kennel Club dos Estados Unidos — entidade que determina os padrões pureza dos cães — fez uma lista com as raças mais populares do país. Segundo a agência de notícias Reuters, em primeiro lugar, por 18 anos consecutivos, ficou o labrador, que teve mais de 100 mil animais registrados no Kennel Club.

Para ter esse registro, os cães precisam estar dentro de todos os parâmetros determinados pela instituição.

Na segunda posição está o pequeno yorkshire terrier. A raça, que teve 42 mil inscrições, está na moda também como “cachorro acessório”, aqueles que são carregados a tiracolo como se fossem bolsas.

Em seguida vêm os pastores alemães, os golden retriever, os beagles — raça do Snoopy, personagem das tirinhas em quadrinhos, os boxers e os dachshunds, os famosos “salsichas”.

Em oitavo lugar, com uma alta de 69% nos registros, está o bulldog, que entrou para a lista no ano passado pela primeira vez nos últimos 70 anos.

Para completar o "top 10", duas raças pequenas e delicadas, mas que também não param de latir: o poodle e o shih tzu.

Outras raças bem colocadas são o bull terrier miniatura, o bull terrier, e o bullmastiff. As raças que estão perdendo lugar são o lhasa apso, o rottweiler, o schipperke, o basset hound e o pinscher.

As raças menos populares foram as desconhecidas glen of imaal terriers, com 32 registros e os foxhounds, com apenas 17 animais registrados.

~ Galeria de Fotos ~

    
2º lugar – Yorkshire Terrier 3º lugar – Pastor Alemão 4º lugar– Golden Retrivier
5º lugar – Beagle 6º lugar – Boxer 7º lugar – Dachshund
    
8º lugar – Bulldog 9º lugar – Poodle 10º lugar – Shin Tzu


Fonte: Reuters

Animais de estimação (por exemplo, cachorros) aliviam estresse, diz estudo

Um estudo australiano realizado pelo Instituto de Pesquisa Médica Baker revelou que donos de animais de estimação são menos propensos a sofrer com estresse do que pessoas que não possuem pets em casa. A pesquisa, realizada ao longo de três anos, mostrou que os animais contribuem para a redução da pressão sanguínea, bem como para a diminuição dos níveis de colesterol.

Para a especialista Anne Mcbride, psicóloga que estuda a relação entre humanos e animais, um pet pode trazer muitas vantagens para a vida das pessoas e, consequentemente, fazer bem à saúde.

Segundo a psicóloga, os animais de estimação trazem muitos benefícios para as pessoas e promovem o controle da pressão sanguínea, uma melhor respiração e ainda auxiliam seus donos a sorrirem mais. Gargalhadas, afirma a médica, diminuem os índices de cortisol, hormônio do estresse, e aumentam os níveis de serotonina,  substância responsável pela sensação de bem-estar.

Não é a primeira vez que uma pesquisa ressalta os benefícios que o animais de estimação trazem à saúde. Em 1999, a Universidade Estadual de Nova York concluiu que pets contribuem positivamente para o controle da pressão sanguínea. Cientistas da Universidade Warwick, na Grã-Bretanha, também afirmaram que crianças de quatro a cinco anos se recuperam mais rápido de doenças de rotinas quando possuem pets em casa.

Um outro estudo da Society for Companion Animal mostrou que crianças que têm contato com animais de estimação são mais imunes do que jovens que não convivem com gatos ou cachorros.

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Fonte: Revista Veja, 3 de maio de 2010

Niterói terá parque exclusivo para cachorros

Animais terão que ser identificados através de coleira e acompanhados por adultos

Será construída uma área de recreação de cães na cidade, denominada ParCão. No local os animais poderão circular soltos, quando não houver lei que dispõe em contrário, sob a vigilância de seus responsáveis, que não poderá ser menor de idade. A proposta apresentada na Câmara é do vereador Luis Freitas Gallo.

Pela Lei no 2701/2010, só será permitido o ingresso de animais saudáveis, sendo obrigatória a apresentação do certificado de vacinação (anti-rábica e cinomose, em dia) e quando o guardião atestar que o animal é de fácil manejo. Também será obrigatório uso de coleira, com identificação do cão.

desacompanhadas de animais, bem como crianças menores de 11 anos de idade. Também não será permitida a entrada de qualquer alimento ou bebida, que não sejam exclusivamente para cães.

O local do ParCão ainda será definido pela Prefeitura e todas as despesas, tanto na instalação quanto no decorrer das atividades, estarão ao cargo do gestor do espaço.

13/01/2010

~ Cães de pequeno porte são descendentes de lobos, diz estudo ~

Quem está acostumado com os latidinhos chatos daquele cachorro minúsculo do vizinho nunca iria imaginar que os ascendentes desses animais puderam um dia meter medo. Mas um estudo americano sugere que essa é a verdade.

Pesquisadores da Universidade da Califórnia identificaram um gene chamado IGF1, que determina justamente o pequeno porte de cães, e, para sua surpresa, viram que o mesmo já estava presente em lobos que viviam nas planícies do Oriente Médio.

"A mutação para o pequeno porte se deu após a domesticação dos cachorros", disse Melissa Gray, que liderou o estudo ao lado de Robert Wayne. "Porém, como pequenos cães possuem essa variante do IGF1, isso provavelmente apareceu cedo na história deles".

Os resultados da pesquisa, publicada na revista BMC Biology, mostram forte ligação entre a versão do IGF1 encontrada nos cachorros pequenos e na dos lobos da região. O estudo também reforça a teoria de que os cães de pequeno porte surgiram no Oriente Médio.

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Fonte: Revista Veja, 24 de fevereiro de 2010

~ As raças brasileiras de cães ~

Fila brasileiro


Terrier brasileiro


Rastreador brasileiro


Buldogue campeiro


Ovelheiro gaúcho


Veadeiro pampeano (ou pampeiro)


Fonte: Pedigree®

Trailer do filme 'Sempre ao seu lado'


Livros inesquecíveis

Sedutora e profundamente comovente, esta é a história entre o autor, Katz, e Orson, o seu cão inesquecível. Ele e seu companheiro exploram campos, florestas, se aquecem ao pé de um fogão a lenha e desenvolvem uma relação de amizade ímpar. Uma busca mútua por carinho e atenção, na qual ambos abraçam o destino que surge diante deles. Orson é o cachorro que cada um de nós tem guardado na memória. Linda história!


John e Jenny eram dois enamorados e estavam começando a sua vida juntos, sem grandes preocupações, até o momento em que levaram para casa Marley, "uma bola de pêlo amarelo em forma de cachorro", que, rapidamente, se transformou num labrador enorme e encorpado de 43 quilos. Era um cão como não havia outro nas redondezas: arrombava portas, esburacava paredes, babava nas visitas, comia roupa do varal alheio e abocanhava tudo a que pudesse. De nada lhe valeram os tranquilizantes receitados pelo veterinário, nem a "escola de boas maneiras", de onde, aliás, foi expulso. Mas, acima de tudo, Marley tinha um coração puro e a sua lealdade era incondicional. Um livro imperdível!


Leia trecho do livro Marley e Eu, de John Grogan


Não deixe de ver

Histórias de Cachorros

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