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"As almas se encontram nos lábios dos enamorados"
Percy Bysshe Shelley (1792-1822)
Kiss, beso, kissu, küchen, baiser, tzub, su-ub, pitér, felia, xkyss, potselui,
neshiká: beijos em todas as línguas.
Poucos prazeres físicos podem ser comparados ao proporcionado
por um bom beijo, daqueles demorados, intensos e saborosos, os rápidos e ardentes ou
até mesmo o roubado. Um especialista no assunto já catalogou mais de 484 tipos diferentes
de beijo...
Segundo os historiadores, antigas civilizações tinham por costume passar alimentos
mastigados para os filhos pequenos, boca-a-boca. E isto poderia ocorrer até
mesmo entre adultos. O beijo também pode ter nascido de uma necessidade de
povos antigos de fazer o aquecimento das vias orais, durante o inverno,
soprando ar quente na boca e nas bochechas do outro. Também cogita-se que o
beijo venha do costume de algumas sociedades de "provar" o outro com a
língua. E isso pode ter chegado na boca. Independentemente de sua origem, o
beijo fez o maior sucesso entre a maioria dos povos. Atualmente, é rara a
cultura que não tenha no beijo uma tradição. Nem que este seja um simples
esfregar de nariz, como o singelo beijinho de esquimó.
Prometendo a mesma inocência, a moda do selinho já é uma conquista
definitiva. A onda, que vem do Rio de Janeiro, é o beijo
"selinho" (só o toque dos lábios). Um fato
verificado normalmente entre pessoas do meio artístico e que era comum entre
universitários em décadas passadas. Agora, começa a ser observado em
todos os segmentos da sociedade. Estes podem até chocar os mais conservadores,
mas são dados com naturalidade.
Ao contrário do que muita gente pode pensar, trocar um selinho com uma amiga
não significa que se está querendo algo mais. Pode até parecer que seja, mas
fica muito longe disso. É apenas um modismo (que veio para ficar),
uma forma de mostrar afeto entre pessoas íntimas. O beijo
é uma demonstração de intimidade socialmente aceita. E o beijo de língua
corresponde a um ato sexual leve. Se o beijo ´esquenta´, o resto então...
O beijo tem a ver com conquista, afeto. É por isso que o beijo é
praticamente inexistente quando os casais estão em crise, por exemplo.
Há 18 tipos de "selinho". Tem o seco, o molhado, o de canto de boca, com a
pontinha da língua etc. Tem mais, muito mais...
A palavra beijo é derivada do latim: "basium" é o beijo mais romântico,
apaixonado, na boca; "saevium", o beijo delicado e terno; e "osculum",
o que é dado na face. O ato em si é capaz de movimentar 29 músculos, 12 dos
lábios e 17 da língua. Durante um beijo, a pulsação cardíaca pode subir para
algo em torno de 150 batimentos por minuto. Também ajuda a queimar calorias,
de três a 15, num beijo bem intenso.
Beijo divino, suave e gracioso.
Ternura sem igual e sonho interminável.
Imagino a tua boca adorável,
E me inebrio de inesgotável gozo.
O beijo também é fonte inesgotável de inspiração para tantas outras
manifestações artísticas e literárias. O beijo não vai perder a magia
nunca. Nas novelas e filmes, é comum perceber que uma cena de beijo chama
mais atenção do que uma de sexo.
Cientificamente, o beijo apresenta números interessantes. Quando você beija, está trocando,
além de carinho, cerca de 250 bactérias na saliva, 9 miligramas de água, 18
substâncias orgânicas, 7 decigramas de albumina (proteína solúvel em água),
711 miligramas de materiais gordurosos e 45 miligramas de sais minerais.
Melhor do que isso é saber que um beijo desencadeia a liberação de
substâncias neurotransmissoras que provocam sensação de bem-estar e
excitação, como a adrenalina, a dopamina e a serotonina.
Há um tipo de beijo, por exemplo, que potencializa o
orgasmo. Basta colocar a língua no céu da boca
do parceiro no momento da ato sexual.
Para os que não prestam atenção ao sabor do beijo, o beijo sem gosto, é beijo por
beijo. Não significa nada. É possível perceber um gosto doce na boca, na
hora do beijo, é porque está havendo entrega, interesse. Mas quando o gosto
está ácido, é muito melhor... Sinaliza que a coisa perdeu o controle, a
adrenalina está disparada e a curtição é total. Mais. A mulher pode até
mesmo chegar ao gozo com um beijo. Enquanto estiver rolando o beijo, deve-se
massagear as axilas da mulher porque existe um ponto específico ligado
diretamente ao clitóris. Mas a mulher tem de estar totalmente envolvida,
assim o prazer será absolutamente intenso. E quem quiser percorrer outro
caminho do prazer, aí vai: Perto do útero, há o chamado ponto gama (não
confundir com o ponto G). Apenas massageando esta zona com o dedo, o homem
pode fazer com que a mulher tenha até 12 orgasmos múltiplos. Mas
a mulher tem de estar preparada fisicamente.
E entre carícias e beijos,
Que despertam os desejos...
Só queremos amar...
Mas qual é o melhor beijo? O melhor beijo é aquele onde há total entrega.
Não há quem não saiba beijar; há, sim, bocas, que não se combinam. E aí
não adianta querer ensinar o outro a beijar porque estas bocas, na verdade,
nunca se combinarão. E quem beija melhor, o homem ou a mulher? A mulher, claro.
Ela se entrega para o beijo, está mais acostumada a ceder. O homem, normalmente,
não se liga na entrega. Ele vê mais o beijo como uma atividade que precede o ato sexual.
Povos primitivos acreditavam que o beijo funcionava como um mecanismo que tinha a
ver com o encontro de almas, ou melhor, com a incorporação delas no momento
em que uma pessoa expelia o ar quente da respiração para a boca do
companheiro. Na Antigüidade, o beijo na boca era usado para saudar um amigo,
desde que este fosse do mesmo nível social, como era o caso dos persas.
Pessoas de classes sociais diferentes beijavam-se no rosto.
Na Grécia, beijo na boca é só entre pessoas da mesma família ou
amigos bem próximos. Na Inglaterra, por volta do século 12, o beijo
funcionava como uma espécie de pacto entre o vassalo e seu senhor, que
por sua vez o protegia. O pacto só era quebrado com a morte de um dos
dois. Este costume foi abandonado quando chegou a peste.
Na Escócia antiga, ao declarar os noivos marido e mulher, era o padre quem
beijava ambos nos lábios. Era um tipo de benção, e dela, acreditavam,
dependia a felicidade do casal. Estranho? Mas não era só isso, para a
felicidade do casal ficar ainda mais garantida, a noiva deveria beijar todos
os convidados do sexo masculino, na boca, claro. Mas beijo era coisa séria
mesmo para os italianos do século 15. Se um homem fosse pego beijando uma
mulher em público era obrigado a se casar com a donzela.
~ © Arnaldo Poesia ~

Segundo pesquisas, os cinco beijos mais famosos são:
Selo seco frontal (selinho)
Tocar com os lábios fechados a boca de outra pessoa.
É um beijo de respeito e de carinho para qualquer situação. Serve
também para a família e para alguns amigos.
Beijo em cruz (malho)
As bocas abertas e encaixadas deixam espaço para as línguas se encontrarem.
É o beijo que todo mundo quer dar quando está afim de alguém. É mais
romântico. Não é para dar em qualquer um. Através dele dá para
descobrir o jeito da pessoa, a experiência que ela tem em beijar e a
sua intenção.
Beijo com mordida de lábio
Um morde o lábio inferior do outro enquanto tem seu lábio superior mordido
também.
É um beijo que surge de outros beijos. Mesmo porque a carne da boca é
gostosa de morder mesmo. E a dorzinha faz parte do beijo, é gostosa.
Beijo que marca
Um selinho dado com força, que pressiona os lábios contra os dentes. Depois de
algum tempo de pressão, um dos parceiros passa a língua na gengiva do
companheiro.
A boca fica meio adormecida e a segunda parte, da língua, alivia o
local que ficou meio dolorido. Parece que o beijo fica com um gosto
diferente.
Beijo de língua invertido
Deitados, um de cabeça para baixo em relação ao outro, os parceiros dão um
beijo de língua.
É o mais gostoso. As línguas raspam no céu da boca e suas partes de
cima ficam em contato uma com a outra. O lábio inferior de um toca o
superior do outro e vice-versa. É bem diferente.
Mas acima de tudo, o beijo, como dizia Gibran Kahlil Gibran, "é a união
de duas flores perfumadas; e a mistura de suas fragrâncias, para a criação
de uma terceira alma".
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Fonte: Le Monde, Paris.

~ Beijo pode ajudar a curar depressão ~
O beijo é a melhor terapia, principalmente para superar a depressão, revelou uma
organização britânica.
O beijo "estimula a parte do cérebro que libera endorfina na corrente sangüínea,
criando uma sensação de bem-estar", destacou a principal agência de terapia
sexual britânica, Relate, com sede em Londres, e que já atendeu milhares de
pessoas no Reino Unido para ajudá-las em suas relações de casal.
A endorfina é o "opiáceo" natural do organismo, cuja liberação no cérebro causa
sensação de prazer, agindo como antídoto para a depressão.
Lembrando que os benefícios da liberação de endorfina provocada por um beijo já
foram tema de incontáveis documentos científicos, a organização britânica faz um
apelo para que as pessoas se beijem mais, para combater o desânimo que acomete
muitas pessoas, por exemplo, após as festas de fim de ano.
Estudos anteriores demonstram que os casais no Reino Unido não dedicam muito
tempo ao beijo, pois seu cotidiano é cada vez mais dedicado ao trabalho,
informou a Relate, especializada em terapia sexual e assessoria psicológica a casais.
Beijo francês
Em um documento intitulado "O beijo francês (french kiss), beijo de língua num
dia chuvoso", a organização enfatiza que os beijos que trazem mais benefícios
para a saúde e para combater a tristeza não são aqueles em que só os lábios se
tocam, sem muita paixão ou emoção.
Quanto mais "excitantes" e apaixonados são os beijos, "mais adrenalina é
liberada no sangue" e maiores são os benefícios para a saúde, garante a
organização britânica.
A sexóloga britânica Denise Knowles, que trabalha como assessora de terapia
sexual da Relate, afirma que os benefícios para a saúde de um beijo apaixonado
ocorrem porque uma forte liberação de adrenalina causa aumento da pressão
arterial e do ritmo cardíaco.
Por este motivo, Knowles lamenta que o beijo seja freqüentemente relegado nas
relações amorosas, em uma sociedade em que as pessoas querem, sobretudo, ter um
"bom sexo". "No entanto, o beijo traz tanto bem-estar e prazer quanto um bom
sexo, e é mais fácil, podendo ser desfrutado na intimidade ou em público", diz a
especialista.
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Fonte: da France Presse, em Londres.

~ Beijar é bom e faz bem ~
Cientistas alemães afirmam que
beijos e abraços ajudam a evitar
enfartes, úlceras e até acidentes
Beijos, abraços apertados e qualquer tipo de carícia são os melhores remédios
para se conservar jovem e em forma, longe de doenças. Segundo a pesquisa
publicada no jornal alemão “Bild”, o beijo e as demais demonstrações de carinho
são capazes até de diminuir os acidentes de trânsito.
O estudo assegura que um simples beijo aumenta a pulsação do coração de 70
batimentos para cerca de 150, o que força o bombeamento por parte do coração de
um litro de sangue a mais, pois as células pedem mais oxigênio para trabalhar. E
este aumento da taxa de oxigenação auxilia o metabolismo celular.
Assim, as pessoas que gostam de beijar sofrem com menos freqüência de
enfermidades ou moléstias do aparelho circulatório e também do estômago e da
vesícula. Além disso, elas também têm mais facilidade em pegar no sono e pouca
propensão à insônia e às dores de cabeça.
Um beijo, também de acordo com os cientistas alemães, põe em circulação pelo
corpo uma série de hormônios que proporcionam bem-estar e alegria à pessoa.
Dependendo do ardor do beijo, estes hormônios podem até diminuir a sensação de
dor de uma maneira equivalente a uma dose de morfina. Estes hormônios fazem do
beijo uma espécie de “anjo da guarda”, pois uma pesquisa realizada entre homens
casados e que dirigem mostrou que os que são beijados pelas mulheres antes de
sair de casa para o trabalho tendem a ter menos acidentes no tráfego.
O relatório dos estudiosos alemães afirma que o beijo é uma das melhores
formas de se evitar as rugas e de se fazer ginástica facial, já que põe em
movimento nada menos do que 29 músculos do rosto. Ainda no campo dos benefícios
estéticos, o estudo revela que o beijo emagrece, pois obriga o organismo a
consumir cerca de 12 calorias, mais ou menos o mesmo que um abraço bem apertado.
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Fonte: Jornal Bild, Bonn, Alemanha.

~ Primeiro beijo pode determinar futuro da relação, diz pesquisa ~
O primeiro beijo de um casal pode determinar o sucesso da relação no futuro,
segundo indica uma pesquisa sobre o ato de beijar realizada por pesquisadores da
Universidade de Nova York.
No estudo, que analisou reações e percepções de 1.041 pessoas sobre o beijo,
59% dos homens e 66% das mulheres disseram já ter descoberto, após o primeiro
beijo, não estarem mais interessados em alguém por quem se sentiam atraídos
anteriormente.
“O que ocorre durante um primeiro beijo pode ter um efeito profundo sobre o
futuro do relacionamento”, relataram os autores da pesquisa no artigo publicado
na revista científica Evolutionary Psychology.
“Talvez o beijo nessas circunstâncias pode ativar mecanismos evoluídos que
funcionam para desencorajar a reprodução entre indivíduos que podem ser
geneticamente incompatíveis”, dizem os pesquisadores.
~ Forma de avaliação ~
O estudo indicou ainda que as mulheres em geral dão mais importância aos
beijos do que os homens.
Elas utilizariam o ato inicialmente como uma forma de avaliar o receptor do
beijo como um parceiro em potencial e, posteriormente, como forma de manter a
intimidade e de analisar a condição do relacionamento.
Segundo o estudo, as mulheres teriam mais propensão em avaliar as habilidades
do parceiro com pistas químicas (como o hálito e o gosto de suas bocas) e
tomariam a aparência dos dentes como uma das principais variáveis analisadas
para tomar a decisão de beijar alguém.
Os homens, por sua vez, utilizariam o beijo primordialmente como ferramenta
para aumentar a possibilidade de envolvimento em uma relação sexual, segundo a
pesquisa.
Eles teriam menos reservas em relação à escolha de alguém para beijar ou
manter uma relação sexual.
Os homens estariam mais propensos a ter sexo com alguém sem beijar, a ter
sexo com alguém a quem não se sentem atraídos ou com alguém que consideram não
beijar bem.
E, ao contrário das mulheres, que consideram o beijo importante ao longo de
todo o relacionamento, para os homens o ato perde importância com o passar do
tempo.
~ Beijos molhados ~
A pesquisa indicou ainda uma diferença no tipo de beijo preferido por homens
e mulheres.
Os homens declararam preferir beijos mais molhados e com mais contato de
língua.
Segundo os pesquisadores, isso poderia ser resultado de os homens terem menos
capacidade de detecção químico-sensorial em relação às mulheres, necessitando
assim de uma maior quantidade de saliva para fazer sua avaliação da parceira.
Além disso, eles consideram que a troca salivar poderia ter uma função
biológica de introduzir substâncias como hormônios ou proteínas nas bocas das
mulheres para tentar influenciar sua propensão à relação sexual.
Segundo o coordenador da pesquisa, Gordon Gallup, o beijo se desenvolveu ao
longo do tempo para se tornar uma parte essencial do processo de flerte.
Ele disse, porém, que “enquanto ambos os sexos participam dos benefícios
adaptivos do beijo, a pesquisa indicou diferenças sexuais quando considerada a
busca de estratégias de relacionamento de curto prazo contra o longo prazo”.
________
Fonte: BBC Brasil – 3 de setembro de 2007.

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