Ludwig van Beethoven: Minha Amada Imortal


Condessa Giulietta GUICCIARDI (1784-1856).
Prima das irmãs Brunsvik. Aluna de Beethoven por volta de 1801. Devido a um rápido romance com Beethoven, Giulietta deu-lhe um retrato que ele guardou por toda a vida. No entanto ela se casou com o Conde Robert von Gallenbergin em 1803, que era mais rico do que o compositor. Sobre isso, Schindler erra quanto a data de uma das cartas escritas pelo compositor. Como sendo de 1812, esta hipótese  não é muito correta.
Giulietta Guicciardi é tida como a possível Amada Imortal por Anton Schindler – 1840.

Amalie SEBALD (1787-1846).
Amalie era cantora famosa, principalmente em Berlim. Ela encontrou-se com Beethoven em Teplitz em 1811 e 1812. Eles eram muitos íntimos, como comprovam algumas cartas.
Teoria de Edouard HERRIOT – 1932, igualmente proposta por W. A. Thomas San Galli – 1909.

Thérèse von BRUNSVIK (1775-1861).
A mais velha das irmãs da família Brunsvik era solteira. Menos talentosa e menos bonita do que Pépi, tinha "uma certa influência" sobre ela. Romain Rolland diz que Thérèse se apaixonou por Beethoven em 1806, e que tiveram um relacionamento naquele ano. Beethoven tinha um retrato de Thérèse.
Afirmação de Romain ROLLAND – 1928, confirmada por outros biógrafos – 1879.

Joséphine von BRUNSVICK (nome de casada DEYM), a.k.a. Pépi 1779-1821).
Beethoven esteve muito ligado, em 1799, com a família Brunswick. Pépi tornou-se sua aluna e era muito talentosa. Eles foram amigos íntimos. Em 1812, Joséphine que estava viúva há 8 anos, ficou sem ter filhos por algum tempo (porque cuidava de sua irmã, Thérèse)… Do relacionamento com Beethoven, teve uma menina 9 meses mais tarde, Minona… Nada mau, para um homem sem descendentes oficiais!
Jean e Brigitte MASSIN – 1954, e outros biógrafos – 1920.

Antonie BRENTANO (nascida BIRKENSTOCK 1780-1869).
Esposa de Franz von Brentano, senador em Frankfurt e amigo de Beethoven. Também cuidava da irmã Bettina Brentano, que influenciou na amizade entre Goethe e Beethoven. Antonie esteve com seu marido em Viena entre 1809 e 1812. Em 1812, ela vivia com o marido em Karlsbad… Teve um filho exatamente um ano após a famosa carta de 1912, cuja data talvez estivesse errada… Como isso aconteceu!
Maynard SOLOMON (confirmado por Barry COOPER) – 1977.

Condessa Anna Marie ERDÖDY (nascida NICZKY 1779-1837).
Marie ficou quase paralítica depois do nascimento de seu primeiro filho. Ela tornou-se amiga íntima de Beethoven em 1803. Ele compôs e dedicou-lhe o opus 70 (dois trios) e o opus 102 (duas sonatas). A condessa demonstrava um grande carinho por Beethoven, e os dois viveram juntos por algum tempo em 1808. Ela era uma excelente pianista e uma grande admiradora dos trabalhos do compositor. Alguns biógrafos acham que ela teve grande influência sobre Beethoven e sua música. Em 1809, Marie participou com sucesso para a escolha do rico patrocínio para o compositor. Em 1812, ela foi embora com o marido.
Gail S. ALTMAN – 1996.

Condessa Almerie ESTERHAZY (nome de casada MURRAY 1789-1848).
Uma jovem da família Esterhazy, (aristocratas de Almérie), nasceu na França, reabre este debate com a sua inexplicável chegada em cena. Pianista conceituada, ela contava com a vantagem de pertencer a uma família que tinha laços de amizades com Beethoven e de estar no lugar certo na hora certa. Por fim, casou-se com um rico oficial.
Jaroslav CELEDA – 1960, publicações póstumas em 2001.

A Amada Imortal será sempre um mistério.
Certos biógrafos afirmam que desconhecem, e até sugerem que, talvez a bem-amada de Beethoven, é alguém cujo nome ninguém nunca soube…

(O retrato à direita é um das duas miniaturas que foram encontradas na gaveta secreta de Beethoven após sua morte. Isto sugere que talvez seja este um dos retratos da Amada Imortal — Quem sabe…)

A Amada Imortal?...


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