Equipe Starnews 2001


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Cultura e Informação

Equipe Starnews 2001

NASA

Cometas, Meteoros e Asteroides

NASA



Entre os planetas e as luas, existem milhares de asteroides e cometas que têm sido catalogados e suas órbitas calculadas — e milhares mais permanecem desconhecidos.


– O cometa Hale-Bopp mede 40 km de largura e passa pela Terra a cada 4.026 anos.

– Cometas

Os cientistas acreditam que cometas são escombros deixados para trás pela nebulosa que se condensou para formar o Sol e os planetas em nosso sistema solar. Acredita-se que a maioria dos cometas origina-se na enorme nuvem chamada Nuvem de Oort. Acredita-se que a Nuvem de Oort cerque o nosso sistema solar e estenda-se a mais de meio caminho até a estrela mais próxima, Alpha Centauri, a qual encontra-se à 150.000 unidades astronômicas de distância. Os cientistas acham que cerca de 100 milhões de cometas orbitam o Sol. Um cometa tem um centro distinto chamado núcleo. A maioria dos astrônomos acha que o núcleo é formado por água congelada e gases misturados com poeira e material rochoso. Os núcleos dos cometas são descritos como bolas de neve sujas. Uma vaga nuvem chamada coma cerca o núcleo. A coma e o núcleo juntos formam a cabeça do cometa.

– Cometa West

Cometas seguem uma órbita regular ao redor do Sol. Se o núcleo de um cometa segue uma órbita que o leva para perto do Sol, o calor do Sol fará com que as camadas externas do núcleo se evaporem. Durante esse processo, poeira e gases que formam a coma ao redor do núcleo são liberados. Á medida que o cometa chega mais perto do Sol, a coma cresce. Os ventos solares empurram a poeira e gás para o espaço, longe da coma, fazendo com que eles formem a cauda do cometa. Os ventos solares fazem com que a cauda do cometa aponte para longe do Sol. As caudas dos cometas podem atingir 150 milhões de quilômetros de comprimento! Cada vez que o cometa passa perto do Sol ele perde um pouco de seu material. Com o passar do tempo, ele se quebrará e desaparecerá completamente.

Muitos cometas assumem uma órbita elíptica e repetidamente retornam ao sistema solar interior onde eles podem ser vistos da Terra à certas horas. Cometas de período curto, dos quais o Cometa de Halley é o mais famoso, reaparecem dentro de 200 anos. O Cometa de Halley reaparece a cada 76 anos. Ele foi dado este nome em honra de Sir Edmond Halley.

Cometas não têm luz própria. Nós podemos ver um cometa porque ele reflete a luz do Sol e porque as moléculas de gás na coma liberam energia absorvida dos raios do Sol.

Partes de um cometa
Partes de um cometa

Missão Impacto Profundo

Depois de uma viagem de 173 dias em que percorreu 431 milhões de quilômetros, enfim a missão Impacto Profundo teve um encontro marcado com a morte. Conforme o planejado, assim que surgiram os primeiros raios da manhã de 4 de julho de 2005, um petardo feito de cobre, do tamanho de uma máquina de lavar roupa, atingiu o centro do cometa Tempel-1. A pancada, com a intensidade de uma bomba de 4,5 toneladas de dinamite, produziu uma cratera capaz de engolir o Coliseu de Roma.

O choque espetacular entre o Tempel-1 e o módulo de impacto que se desprendeu da sonda foi acompanhado por todos os telescópios e observatórios da Terra. E pôde produzir respostas e um novo olhar para a natureza e a composição desses viajantes celestes congelados a que chamamos de cometas. “Estamos tentando algo nunca feito antes, com velocidades e distâncias realmente de outro mundo”, disse Rick Grammier, chefe do projeto no Laboratório de Propulsão a Jato da agência espacial americana Nasa. Será a primeira vez que o ser humano interfere na estrutura de um cometa, mergulhando em seu coração.

Nasa

Apesar de intenso, talvez o impacto não tenha alterado a órbita do Tempel-1 nem representou um risco à Terra. Ao contrário da missão que inspirou o filme Impacto profundo, de 1998. Nessa ficção, os astrônomos descobrem que um cometa gigante está na rota de colisão com a Terra e por isso precisam alvejá-lo para alterar seu destino.

Dessa vez, os cientistas buscam examinar a composição química do Tempel-1 para reconstruir os primórdios do Sistema Solar. Assim como ocorre com as várias camadas da Terra, os pesquisadores esperam achar materiais distintos à medida que afundam em direção ao centro do cometa.

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Sonda 'Deep Impact' (Impacto Profundo) descobre gelo na superfície de cometa

Agências Internacionais

WASHINGTON — Uma análise de dados da sonda da Nasa "Deep Impact" revelou as primeiras provas de que existe água congelada no exterior de um cometa. Embora os cientistas já soubessem que há água congelada em cometas, essa é a primeira vez que cientistas conseguem prová-lo. A "Deep Impact" descobriu pelo menos três áreas de gelo na superfície do cometa "Tempel-1", segundo informou um estudo publicado no dia 2 de fevereiro de 2006 pela revista "Science".

— Compreender o ciclo e a fonte de água de um cometa é fundamental para entender esses corpos como um sistema e como uma possível fonte que levou água à Terra. Acrescente o enorme componente orgânico de cometas e você terá os dois principais ingredientes para a Vida — disse a pesquisadora e autora do artigo da revista, Jessica Sunshine.

A sonda colidiu com "Tempel-1" em julho do ano passado para coletar dados. No entanto, a maior parte da água provavelmente está no interior do cometa.

"Esses depósitos são relativamente impuros com uma baixa porcentagem de água e pequenos demais para serem a principal fonte de vapor d'água que surge do núcleo, o que significa que a maior parte da água do cometa está abaixo de sua superfície", diz o estudo.

Cometas são importantes para a ciência porque acredita-se que eles são restos dos gases, da poeira, das pedras e do gelo que formaram outros planetas do Sistema Solar há cerca de 4,6 bilhões de anos. Alguns cientistas afirmam que parte da água e das moléculas de carbono da Terra são provenientes dos cometas.

A mesma equipe de cientistas já havia divulgado que no interior de "Tempel-1" há abundância de material orgânico e que o cometa pode ter originado a região do Sistema Solar em que estão atualmente Urano e Netuno.

Segundo o estudo, as três áreas de água na superfície do cometa não são suficientes para formar todo o vapor d'água na nuvem de gases que envolve seu núcleo.

— Esta descoberta é importante porque demonstra que nossa técnica é eficiente na busca de gelo na superfície e que podemos tirar como conclusão que o vapor d'água que surge dos cometas está em partículas de gelo abaixo de sua superfície — afirmou o diretor do projeto científico da "Deep Impact", Michael A'Hearn.


Uma antiga inscrição em uma placa de argila encontrada na Babilônia, fala do aparecimento do cometa Halley, no ano 164 a.C.



Cometa Hyakutake

Outra imagem do cometa Hyakutake, em 1996



Cometa Halley



A cauda espetacular do Cometa McNaught

Cometa McNaught, o Grande cometa de 2007, foi o mais luminoso cometa dos últimos 40 anos. A propagação maravilhosa da sua cauda no céu foi de tirar o fôlego, para muitas pessoas do hemisfério sul. A cabeça do cometa permaneceu muito brilhante e facilmente visível para os observadores da cidade, mesmo sem qualquer instrumento ótico. Parte da cauda espetacular foi visível logo acima do horizonte, após o pôr do sol, também para habitantes do hemisfério norte. O Cometa C/2006 P1 (McNaught), que atingiu um pico de brilho estimado de magnitude -6 (menos seis) foi fotografado logo após o pôr do sol em janeiro de 2007, pelo Observatório Siding Spring, na Austrália. A nave robô espacial Ulysses voando através da cauda do cometa McNaught registrou, inesperadamente, que a velocidade do vento solar diminuiu bastante naquele momento.

Referência: NASA.

Cometa Hale-Bopp sobre a Grande Pirâmide de Quéops (Khufu)


O cometa Hale-Bopp fotografado no Vale das Pirâmides. Aqui ele é visto
sobre a Grande Pirâmide de Quéops (Khufu), no platô de Gizé.



Bela imagem do Hale-Bopp sobre a Grande Pirâmide de Quéops.



Detalhe do cometa sobre a Grande Pirâmide de Quéops.

Nota: O Vale das Pirâmides é iluminado durante a noite, num bonito espetáculo de luzes e de cores.

Hale-Bopp: O grande cometa de 1997

– Meteoros

Um meteorito é um pedaço de matéria rochosa ou metálica que viaja no espaço exterior. Meteoróides viajam ao redor do Sol em uma variedade de órbitas e à várias velocidades. O meteorito mas rápido move-se à cerca de 42 quilômetros por segundo. A maioria dos meteoritos são aproximadamente do tamanho de uma pedrinha. Quando um desses pedaços de matéria entram na atmosfera da Terra, a fricção entre o pedaço de matéria e os gases na atmosfera o aquecem ao ponto de fazê-lo brilhar aos nossos olhos. Este risco de luz no céu é conhecido como meteoro. A maioria dos meteoros brilha somente por um poucos segundos antes de queimar-se completamente sem atingir a superfície da Terra. Na maioria das noites escuras, meteoros podem ser observados. A chance de se ver um meteoro a olho nu aumenta depois da meia-noite. Pessoas frequentemente referem-se aos meteoros como "estrelas cadentes". Os meteoros mais brilhantes são chamados de bolas de fogo. Explosões sônicas com freqüência acompanham o aparecimento de uma bola de fogo, tal qual um trovão frequentemente segue um relâmpago. Em certas épocas do ano, podem-se observar mais meteoros do que o normal. Quando a Terra passa por uma área onde se encontram pedaços de matéria de um cometa que se desintegrou, ocorre o que se conhece por chuva de meteoros. Chuvas de meteoros ocorrem aproximadamente na mesma data a cada ano.

Chuva de meteoros

As Perseidas são chuvas de meteoros associada ao cometa Swift-Tuttle. São assim denominadas devido ao ponto do céu de onde vêm, localizado na constelação de Perseus. As chuvas de meteoros ocorrem quando a Terra atravessa um rasto de meteoros. Neste caso o rasto é denominado de nuvem Perseida e estende-se ao longo da órbita do cometa Swift-Tuttle. A nuvem consiste em partículas ejetadas pelo cometa durante a sua passagem perto do Sol.

O fenômeno é visível anualmente a partir de meados de julho, registando-se a maior atividade entre os dias 8 e 14 de agosto, ocorrendo o seu pico por volta do dia 12, quando a Terra passa diretamente no fluxo de escombros deixado pelo cometa Swift-Tuttle. O cometa completa sua órbita a cada 130 anos, a última vez que passou pela Terra foi em 1992. Durante o pico, a taxa de estrelas cadentes pode ultrapassar 60 por hora. Podem ser observadas ao longo de todo o plano celeste, mas devido à trajetória da órbita do cometa Swift-Tuttle, são observáveis especialmente no Hemisfério Norte.

A famosa chuva de estrelas das Perseidas tem sido observada ao longo dos últimos 2.000 anos, com a primeira descrição conhecida deste fenômeno a ser efetuada no Extremo Oriente. Na Europa recém cristianizada, as Perseidas tornaram-se conhecidas como "Lágrimas de São Lourenço".

Para viver esta experiência ao máximo, a chuva deverá ser observada numa noite limpa e sem lua, a partir de um ponto afastado das grandes concentrações urbanas, onde o céu não se encontre afetado pela poluição luminosa. As Perseidas possuem um pico relativamente grande, pelo que o fenômeno pode ser observado ao longo de várias noites. Em qualquer uma destas, a atividade começa lentamente ao anoitecer, aumentando subitamente por volta das 23h, quando a chuva atinge uma posição celeste relativamente elevada. A taxa de meteoros aumenta de forma contínua ao longo da noite, atingindo o pico pouco antes do amanhecer, aproximadamente meia a duas horas antes do nascer do sol.



Olhando por volta da meia-noite para o nordeste nos dias 12 e 13 de agosto de 2010, como mostra o gráfico acima, e de acordo com o posicionamento da constelação de Perseus e das demais estrelas. O ponto vermelho é o radiante Perseida (principal). Apesar de meteoros Perseidas poderem aparecer em qualquer parte do céu, todas as suas caudas apontarão para o radiante. (NASA)


Chuva de meteoros no dia 13 de agosto de 2010, risca o céu acima de Stonehenge na planície de Salisbury, na Inglaterra. O evento acontece todo mês de agosto; quando o planeta Terra passa por fragmentos do cometa Swift-Tuttle. (Reuters)



O meteorito de Willamette

– O meteorito de Willamette

Se o meteoro não se queima completamente, a parte restante atinge a Terra e é então chamado de meteorito. Mais de 100 meteoritos atingem a Terra a cada ano. Felizmente, a maioria deles é muito pequena. Só existe um caso de uma pessoa ter sido atingida por um meteorito. Em 1954, Ann Hodges de Sylacauga no Alabama, foi levemente ferida por um meteorito que pesava 19,84 quilogramas e caiu através do teto de sua casa. Acredita-se que meteoritos maiores têm sua origem no cinturão de asteroides. Alguns dos meteoritos menores foram identificados como sendo pedras da Lua, e outros foram identificados como pedaços de Marte. Meteoritos grandes que atingiram a Terra há muito tempo atrás deixaram crateras como aquelas encontradas na Lua. Acredita-se que a Cratera de Barringer perto de Winslow, Arizona tenha sido formada há cerca de 49.000 anos pelo impacto de um meteorito de 300.000 toneladas. O meteorito de ferro Hoba é o maior meteorito conhecido. Seu peso atual é estimado em 66 toneladas porque parte do meteorito Hoba enferrujou, mas seu peso original pode ter sido de até 100 toneladas! Ele nunca foi removido de seu local de pouso na Namíbia. O maior meteorito encontrado nos Estados Unidos foi em Willamette (Oregon). Ele pesa quinze toneladas e foi encontrado em 1902.

Fatos interessantes

  • Uma das crateras mais bem preservada da Terra data de 50.000 anos. Ela foi formada quando um meteoro de 30 metros de largura, composto de ferro e pesando 100.000 toneladas, caiu no deserto do Arizona (EUA), a uma velocidade estimada em 20 quilômetros por segundo. O resultado da colisão abriu uma fenda de mais de 1 quilômetro de comprimento, com 200 metros de profundidade.
  • Em meados do século XIX, foi achado um meteoro na Província da Bahia, no Brasil, em uma localidade conhecida por Bendengó, nome que foi dado ao objeto. Às custas de muito trabalho, ele foi transportado para o Rio de Janeiro, colocado em exposição no Museu Nacional, seu peso é de aproximadamente 5,5 toneladas.
  • Em 1992, um objeto voador não identificado provocou uma explosão no céu da Holanda, assustando a população e fazendo estremecer as casas na província de Friesland. A hipótese mais provável é que se tratava de um grande meteorito que teria caído no mar. Testemunhas viram uma bola de fogo alaranjada cruzar o céu seguida de um estampido sônico que deixou rachaduras nas paredes de algumas residências. O tremor, equivalente à explosão de uma tonelada de dinamite, foi registrado pelo Serviço Meteorológico da Holanda. Até agora não foi encontrada nenhuma cratera em solo holandês.

    Um objeto assim sobrevoou os Estados Unidos em 1972. Calcula-se que era um pequeno asteroide com algumas dezenas de metros que resvalou na atmosfera da Terra e desapareceu. Se tivesse batido na Terra provocaria uma explosão equivalente a uma bomba atômica tática.


    Um meteoro
    Bola de fogo de Peekskill – Esta foto foi tirada por S. Eichmiller em Altoona, Pensilvânia, logo depois que o meteorito principal se fragmentou.

    Os eventos que cercam a queda do meteorito de Peekskill em 9 de outubro de 1992 são únicos. Ele foi observado por muitas pessoas que assistiam um jogo de futebol, sendo fotografado e gravado por mais de uma dúzia de pessoas. O meteorito esmagou e foi encontrado dentro do porta-malas de um carro estacionado.



    Aurora boreal e um meteoro

    Luzes do norte, ou aurora boreal, embeleza os céus da ilha de Kvaloya, perto de Tromso, Noruega, em 13 de dezembro de 2009. Ao mesmo tempo em que um meteoro atravessa o espaço indo em direção à constelação de Gêmeos, que não é vista na imagem. Tanto a aurora e meteoros ocorrem na atmosfera superior da Terra a uma altitude de 100 km ou mais. Auroras são causadas por partículas carregadas de energias da magnetosfera, enquanto que os meteoros são trilhas de poeira cósmica.

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    A aurora polar (boreal) é um fenômeno ótico composto de um brilho observado nos céus noturnos em regiões próximas a zonas polares, em decorrência do impacto de partículas de vento solar com a alta atmosfera da Terra, canalizadas pelo campo magnético terrestre. Em latitudes do hemisfério norte é conhecida como aurora boreal (nome batizado por Galileu Galilei em 1619, em referência à deusa romana do amanhecer Aurora e ao seu filho Bóreas, representante dos ventos nortes), ou luzes do Norte (nome mais comum entre os escandinavos). Ocorre normalmente nas épocas de setembro a outubro e de março a abril. Em latitudes do hemisfério sul é conhecida como aurora austral, nome batizado por James Cook, uma referência direta ao fato de estar ao Sul.

    O fenômeno não é exclusivo somente da Terra, sendo também observável em outros planetas do sistema solar como Júpiter, Saturno, Marte e Vênus. Da mesma maneira, o fenômeno não é exclusivo da natureza, sendo também reproduzível artificialmente através de explosões nucleares ou em laboratório.

    Quedas espetaculares de meteoros:

    13 de outubro de 2009, Groningen, Holanda
    30 de setembro de 2009, Oklahoma, Estados Unidos

    Um meteoro foi filmado passando pelos Estados de Wisconsin e Iowa, nos Estados Unidos, na noite de quarta-feira (14 de abril de 2010).

    Testemunhas disseram que o meteoro parecia uma imensa bola de fogo, que iluminou o céu.

    Segundo especialistas uma chuva de meteoros começou no dia 4 de abril e continuará até o próximo dia 21. Não se sabe se o meteoro visto na quarta-feira faz parte do fenômeno.

    – Asteroides

    Asteroide Vesta, de 500 km de diâmetro, é o segundo maior do cinturão de asteroides entre Marte e Júpiter. Imagem: NASA.

    Um asteroide é um corpo rochoso no espaço o qual pode medir de poucas dezenas de metros a muitas centenas de metros de diâmetro. Eles são considerados restos deixados para trás quando da formação do Sistema Solar há 4,6 bilhões de anos. Muitos asteroides orbitam a região entre Marte e Júpiter. Este "cinturão" de asteroides segue uma órbita ligeiramente elíptica ao redor do Sol, e move-se na mesma direção dos planetas. Demora de três a seis anos terrestres para que ele complete uma revolução ao redor do Sol. Um asteroide pode ser puxado para fora de sua órbita pela atração gravitacional de um objeto maior como um planeta. Uma vez que o asteroide é capturado pela atração gravitacional do planeta, ele torna-se um satélite daquele planeta. Astrônomos teorizam que foi deste modo que os dois satélites de Marte, Phobos e Deimos passaram a orbitar aquele planeta. Um asteroide é também capaz de colidir com um planeta resultando na formação de uma cratera de impacto. Alguns cientistas acreditam que tal impacto na área da Península de Yucatán, no México, tenha desencadeado os eventos que levaram a extinção dos dinossauros aqui na Terra (veja quadro abaixo). Astrônomos acreditam que se não fosse pela força gravitacional que o planeta gigante Júpiter exerce sobre os asteroides do cinturão, os planetas internos seriam constantemente bombardeados por grande asteroides. A presença de Júpiter na verdade protege Mercúrio, Vênus, Terra e Marte de repetidas colisões com asteroides!

    Imagens do asteroide 21 Lutetia

    Entre Marte e Júpiter, a sonda da Agência Espacial Europeia Rosetta fotografou bem de perto o asteroide 21 Lutetia, no dia 12 de julho de 2010, cujas imagens foram comparadas pelos cientistas como "a descoberta de um novo mundo."

    – Descoberta e exploração

    21 Lutetia (Lutécia, em português) é um grande asteroide do cinturão de asteroides. Ele tem um tipo espectral incomum, e com cerca de 96 km de diâmetro, é o maior asteroide a ser visitado por uma sonda espacial, como a que foi realizada pela sonda Rosetta no dia 12 de julho de 2010. O nome lutetia é derivado do nome latino Lutetia.

    21 Lutetia foi descoberto em 15 de novembro de 1852 por Hermann Goldschmidt, durante observações da varanda de seu apartamento, em Paris.

    Em 12 de julho de 2010, a sonda espacial europeia Rosetta passou a 3160 km de 21 Lutetia, a uma velocidade de 15 km/s, durante sua ida ao cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko. 21 Lutetia foi o primeiro asteroide tipo M a ser visitado por uma sonda espacial.

    Veja apresentação em fotos
    Lutetia 21: O maior asteroide já visitado



    O ponto fixo no centro da sequência é o asteroide "2004 FH" que foi descoberto pelo Projeto LINEAR, da NASA, no dia 15 de março de 2004. O objeto que passa rapidamente na imagem é um satélite artificial. – Fonte: NASA.


  • Asteroide 433 Eros

  • Asteroide 253 Mathilde

  • Asteroide 243 Ida


  • Esta imagem do asteroide 5535 Anne Frank foi tomada pela nave espacial Stardust, no dia 2 de novembro de 2002. A imagem acinzentada mostra um asteroide parcialmente iluminado, de contorno irregular, típico desses corpos que vagueiam pelo nosso sistema solar. A boa definição da câmera do Stardust foi suficiente para mostrar que Anne Frank tem aproximadamente 8 quilômetros de comprimento, duas vezes o tamanho previsto feito por observatórios daqui da Terra. A superfície reflete aproximadamente 10 a 20 por cento da luz do sol. Algumas pequenas crateras são vistas bem como as variações do brilho devido às mudanças na iluminação solar.Fonte: NASA.



    Galileu/GalileuImpacto profundo há milhões de anos

    Há 65 milhões de anos, o que se imagina ter sido um asteroide com diâmetro de cerca de 15 quilômetros (quase duas vezes o tamanho do Monte Everest) esborrachou-se sobre o que é hoje a península de Yucatán, no México, a uma velocidade de 20 quilômetros por segundo. O choque liberou energia equivalente a 100 milhões de megatons, valor equivalente à explosão de bilhões de bombas de Hiroshima. A explosão e o desequilíbrio ecológico que se sucederam destruíram 70% das espécies de seres vivos que havia então e puseram fim a 150 milhões de anos de domínio dos dinossauros sobre a Terra. No lugar do impacto abriu-se uma cratera de 170 quilômetros de extensão. Aquilo sim, foi quase um apocalipse.



    Gaspra

    Asteroide Gaspra – Esta imagem foi criada através da combinação de duas imagens obtidas pela nave Galileo quando esta passava por Gaspra em 29 de outubro de 1991. Gaspra, o 951º asteroide a ser descoberto (denominado "951 Gaspra" em muitas publicações científicas), está localizado no cinturão de asteroides entre Marte e Júpiter. Imagem: © NASA.


    – Asteroides Apolo

    Asteroides Apolo são um grupo que orbitam próximos a trajetória da Terra e que receberam este nome após a descoberta do asteroide 1862 Apolo, que foi o primeiro asteroide descoberto deste grupo.

    Eles são asteroides que têm uma órbita cujo o semi-eixo maior é mais comprido que o da Terra. Em alguns casos eles podem orbitar muito próximo do nosso planeta, tornando-os candidatos potenciais a uma colisão com a Terra.

    O maior asteroide da classe Apolo conhecido é o 1866 Sisyphus, tem um diâmetro em torno de 10 km.

    Os asteroides Apolos conhecidos são:

    Nome

    Descoberto no ano de

    Descoberto por

    2004 AS1

    2004

    LINEAR
    1998 KY26 1998 Spacewatch
    1997 XR2 1997 LINEAR
    69230 Hermes 1937 Karl Reinmuth
    (53319) 1999 JM8 1999 LINEAR
    (52760) 1998 ML14 1998 LINEAR
    (35396) 1997 XF11 1997 Spacewatch
    (29075) 1950 DA 1950 Carl A. Wirtanen
    25143 Itokawa 1998 LINEAR
    6489 Golevka 1991 Eleanor F. Helin
    4769 Castalia 1989 Eleanor F. Helin
    4660 Nereus 1982 Eleanor F. Helin
    4581 Asclepius 1989 Henry E. Holt, Norman G. Thomas
    4486 Mithra 1987 Eric Elst, Vladimir Shkodrov
    (4197) 1982 TA 1982 Eleanor F. Helin, Eugene Shoemaker
    4183 Cuno 1959 Cuno Hoffmeister
    4179 Toutatis 1989 Christian Pollas
    4015 Wilson-Harrington 1979 Eleanor F. Helin
    3200 Phaethon 1983 Simon Green, John K. Davies/IRAS
    2101 Adonis 1936 Eugène Joseph Delporte
    2063 Bacchus 1977 Charles T. Kowal
    1866 Sisyphus 1972 Paul Wild
    1862 Apollo 1932 Karl Reinmuth
    1685 Toro 1948 Carl A. Wirtanen
    1620 Geographos 1951 Albert George Wilson, Rudolph Minkowski
    1566 Icarus 1949 Walter Baade

    Descoberta de gelo e moléculas orgânicas em asteroide
    pode revelar segredos da formação da água na Terra

    28 de abril de 2010

    Duas equipes de cientistas dos Estados Unidos descobriram, com ajuda dos telescópios da NASA, o inesperado: um dos maiores asteroides do sistema solar, chamado Themis 24, está quase todo coberto por gelo. Themis 24 está localizado entre as órbitas de Marte e Júpiter, descoberto por um astrônomo italiano em 1853 e possui cerca de 160 quilômetros de diâmetro. Em outubro de 2009 a NASA conseguiu confirmar a presença de água nesse asteroide, mas não se sabia em que quantidade e em quais regiões ela se encontrava. De acordo com pesquisa divulgada nesta quarta-feira pela revista Nature, só agora os pesquisadores conseguiram informações sobre a enorme quantidade de gelo no Themis 24.

    Os pesquisadores analisaram a luz do Sol refletida pela superfície do gigante corpo espacial. Nem todas as partes do espectro de luz são refletidas igualmente. Dependendo da composição do material presente na superfície do asteroide, a luz é absorvida com maior ou menor intensidade. Com isso, os cientistas podem analisar padrões de absorção de luz catalogados na Terra, para diferentes tipos de materiais, incluindo o gelo. Foi assim que as duas equipes descobriram que grande parte da superfície do asteroide está coberta por uma fina camada de gelo e outros componentes orgânicos que podem estar relacionados às origens do sistema solar.

    A temperatura média na região do cinturão de asteroides do sistema solar é de –100º C. A essa distância, o Sol já teria sublimado a água do Themis 24 em apenas alguns anos, ao contrário dos bilhões de anos de existência do asteroide. A primeira pergunta dos cientistas foi: de onde veio esse gelo então? As duas equipes acreditam que a água se encontra dentro do asteroide em forma de vapor. Se isso for verdade, é possível que ela esteja lá há bilhões de anos. Ao entrar em contato com a superfície, a água em forma de vapor congelaria, renovando a camada de gelo que cobre o asteroide.

    O artigo da Nature sugere que essa água presente no asteroide pode ser a mesma água que bebemos hoje. Quando a Terra ainda estava em formação, ela era completamente seca e se encontrava a uma distância do Sol denominada "linha de neve". Ali, a temperatura era alta demais para que o vapor de água se condensasse até virar gelo. Portanto, a água que existe na Terra hoje teria sido "entregue" por fontes externas, fora da linha de neve — por exemplo, com a colisão de asteroides repletos de água, como o Themis 24. Isso significa que os cientistas poderão investigar como era a água nos primórdios do sistema solar, compreendendo melhor a formação do nosso planeta.

    Fonte: Veja.com

    Telescópio Hubble fotografa colisão rara de asteroides

    O telescópio espacial Hubble conseguiu flagrar um momento raro no espaço: a colisão entre dois asteroides. A Nasa (agência espacial americana) divulgou imagens do momento em que se forma uma cauda que lembra a letra "X".

    A agência nomeou o objeto como P/2010. Ele foi descoberto no chamado cinturão de asteroides que fica entre Marte e Júpiter. É a primeira vez que um telescópio capta uma imagem do tipo. Os astrônomos sempre acreditaram que tais colisões ocorressem, mas nunca as tinham visto antes.

    A Nasa acredita que o P/2010 A2 estivesse a uma distância de 144 milhões de quilômetros da Terra quando foi fotografado, em janeiro. Segundo a agência, colisões de asteroides liberam muita energia, com um impacto que ocorre a uma velocidade que é cinco vezes maior do que a de uma bala de fuzil.

    Imagem: NASA, 3 de fevereiro de 2010.

    Placa de 700 a.C. traz relato de destruição de Sodoma

    Cientistas britânicos conseguiram decifrar as inscrições cuneiformes de um bloco de argila datado de 700 a.C. e descobriram que se trata do testemunho feito por um astrônomo sumério sobre a passagem de um asteroide — que pode ter causado a destruição das cidades de Sodoma e Gomorra.

    – O objeto teria o relato de uma testemunha sobre a explosão.

    Conhecido como "Planisfério", o bloco foi descoberto por Henry Layard em meados do século 19 e permanecia como um mistério para os pesquisadores.

    O objeto traz a reprodução de anotações feitas pelo astrônomo há milhares de anos.

    Utilizando técnicas computadorizadas que simulam a trajetória de objetos celestes e reconstroem o céu observado há milhares de anos, os pesquisadores Alan Bond, da empresa Reaction Engines e Mark Hempsell, da Universidade de Bristol, descobriram que os eventos descritos pelo astrônomo são da noite do dia 29 de junho de 3123 a.C. (Calendário Juliano).

    Segundo os pesquisadores, metade do bloco traz informações sobre a posição dos planetas e das nuvens e a outra metade é uma observação sobre a trajetória do asteroide de mais de um quilômetro de diâmetro.

    Impacto

    De acordo com Mark Hempsell, pelo tamanho e pela rota do objeto, é possível que este se tratasse de um asteroide que teria se chocado contra os Alpes austríacos, na região de Köfels, onde há indícios de um deslizamento de terra grande.

    O asteroide não deixou cratera que pudesse evidenciar uma explosão. Isso se explica, segundo os especialistas, porque o asteroide teria voado próximo ao chão, deixando um rastro de destruição por conta de ondas supersônicas, e se chocado contra a Terra em um impacto cataclísmico.

    Segundo os pesquisadores, o rastro do asteroide teria causado uma bola de fogo com temperaturas de até 400ºC e teria devastado uma área de aproximadamente 1 milhão de quilômetros quadrados.

    Hempsell afirma que a escala da devastação se assemelha à descrição da destruição de Sodoma e Gomorra, presente no Antigo Testamento, e de outras catástrofes mencionadas em mitos antigos.

    O pesquisador sugere ainda que a nuvem de fumaça causada pela explosão do asteroide teria atingido o Sinai, algumas regiões do Oriente Médio e o norte do Egito. Hempsell afirma que mais pessoas teriam morrido por conta da fumaça do que pelo impacto da explosão nos Alpes.

    Segundo a Bíblia, Sodoma e Gomorra foram destruídas por Deus como resposta a atos imorais praticados nas cidades. Acredita-se que elas eram localizadas onde hoje fica o Mar Morto.

    Referência: BBC.

    'Cometas escuros' podem ser
    ameaça à Terra, diz revista

    O planeta Terra pode estar sob a ameaça de ser atingido por milhares de cometas que circulam nos arredores do sistema solar e não podem ser detectados pelos cientistas, afirma uma reportagem publicada na edição desta semana (abril 2009) da revista britânica New Scientist.

    A revista entrevistou dois astrônomos britânicos que afirmam que, apesar de todo trabalho de monitoramento desses corpos celestes feitos por agências espaciais, muitos deles não poderiam ser detectados por serem o que eles chamam de "cometas escuros".

    Segundo Bill Napier, da Universidade de Cardiff, no País de Gales, e David Asher, do Observatório de Armagh, na Irlanda do Norte, estes cometas escuros podem ser uma ameaça à Terra.

    "Cometas escuros, dormentes, são uma significativa, mas muitas vezes invisível, ameaça ao planeta", disse Napier à revista.

    Segundo os cientistas, pelos cálculos sobre a entrada de cometas no sistema solar, é possível que haja pelo menos 3 mil desse corpos celestes próximos à região, mas apenas 25 deles são conhecidos.

    Napier e Asher afirmam que muitos desses cometas não podem ser vistos "simplesmente porque são muito escuros".

    Isto acontece quando o gelo de um cometa "ativo" — que reflete a luz do sol — se evapora, deixando para trás somente uma crosta que reflete apenas uma fração de luz.

    Calor

    Os cientistas citam como exemplo o cometa IRAS-Araki-Alcock, que passou a uma distância de 5 milhões de quilômetros da Terra em 1983 — a menor registrada em 200 anos.

    Segundo eles, o cometa foi detectado apenas duas semanas antes de sua aproximação.

    "Ele tinha apenas 1% de suas superfície ativa", diz Napier.

    De acordo com os pesquisadores, quando uma sonda da Nasa pousou no cometa Borrelly, em 2001, também teria registrado várias manchas "negras" em sua superfície.

    Outro cientista entrevistado pela revista, no entanto, se mostrou mais cético sobre a ameaça.

    Segundo Clark Chapman, do Southwest Research Institute, no Colorado, Estados Unidos, "estes cometas absorveriam bem a luz do sol, então poderiam ser detectados pelo calor que emitiriam".

    ___________
    Fonte: BBC

    De olho no espaço

    Cientistas de várias partes do mundo estão monitorando o deslocamento de um asteroide pelo sistema solar. As primeiras previsões indicam que, no ano de 2029, ele pode passar bem perto da Terra.

    Tragédias como a tsunami, os furacões e o terremoto no Paquistão ficariam pequenas perto dos danos que ele poderia causar à Terra. Por isso, os cientistas estão de olho no espaço, estudando uma maneira de afastar o perigo. A boa notícia é que há tempo para isso.

    Apophis é o nome do asteroide descoberto em 2004. É como uma montanha viajando no espaço em direção ao nosso planeta.

    O asteroide Apophis tem cerca de 320 metros de largura. Segundo os cientistas, no ano de 2029 ele vai passar tão perto que poderá ser visto a olho nu.

    Estará, segundo os primeiros cálculos, a menos de 50 mil quilômetros da terra. Menos do que a distância para a Lua, que é de cerca de 384 mil quilômetros.

    O risco é bem pequeno, mas a preocupação é que, nessa passagem, a trajetória do asteroide possa ser alterada pelo campo gravitacional da Terra. Dessa forma, na próxima passagem o Apophis poderia atingir o nosso planeta.

    O risco de isso acontecer, em 2036, é de apenas 0,02%, mas cientistas e astronautas americanos, europeus e japoneses preferem não contar com a sorte. E já imaginam algumas maneiras de evitar um impacto direto do asteroide na Terra.

    Usar uma nave para rebocar o asteroide para longe é considerada a melhor opção. A outra é explodir o Apophis, como já fizeram no cinema.

    Na vida real, a próxima aventura dos astronautas deve ser instalar um radio transmissor no asteroide para acompanhar de perto todos os movimentos do Apophis no espaço.

    Os cientistas dizem que, no ano de 2013, será possível fazer observações mais detalhadas sobre a trajetória do asteroide Apophis.


    Astrônomos farão mapeamento
    inédito do céu do Hemisfério Sul

    Mapa digital promete revelar novas estrelas e galáxias desconhecidas

    Uma parte do céu ainda não mapeada será em breve foco da atenção de cartógrafos celestes: a do Hemisfério Sul. O trabalho pode revelar estrelas ainda desconhecidas e mesmo galáxias-anãs em órbita da Via Láctea.

    O céu observável do Hemisfério Norte foi mapeado com riqueza de detalhes pelo projeto Sloan Digital Sky Survey, cujo telescópio fica em Sunspot, no Novo México. Durante seus oito primeiros anos, o projeto determinou a localização precisa de cerca de um milhão de galáxias.

    Agora, um projeto chamado Sky Mapper irá se voltar para o céu do Hemisfério Sul, que inclui o centro da Via Láctea, a partir de seu observatório no sul da Austrália. O mapeamento está previsto para começar em abril de 2009.

    Trabalho levará cinco anos, a partir de abril

    Ao longo de cinco anos, os astrônomos planejam mapear essa área do céu por seis vezes, cada uma delas em seis cores diferentes. Os filtros usados fornecerão informações extras, como os metais presentes numa determinada estrela e a força de sua gravidade, duas propriedades que o Sloan não conseguia captar.

    O método poderá revelar estrelas com dez mil vezes menos ferro do que o Sol, por exemplo. Astrônomos acreditam que as estrelas pobres em metais pesados seriam as primeiras que se formaram após o Big Bang — a explosão primordial que deu origem ao Universo. O estudo dessas estrelas pode revelar aspectos importantes da formação do Cosmos.

    — Essas estrelas claramente surgiram logo após o Big Bang porque não foram contaminadas com nenhum elemento das supernovas — explicou Brian Schmidt, do observatório australiano, lembrando que, até hoje, os astrônomos só encontraram três estrelas desse tipo.

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    Fonte: Research School of Astronomy and Astrophysics, The Australian National University.
    http://www.mso.anu.edu.au/~stefan/skymapper/index.php

    Nasa divulga imagens inéditas captadas por supertelescópio:
    http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/12/081212_nebulosachandrarw.shtml


    Menor planeta fora do Sistema
    Solar é achado a 20,5 anos-luz

    terça-feira, 21 de abril de 2009

    SANTIAGO, Chile (Reuters) — Cientistas que buscam planetas semelhantes à Terra anunciaram na terça-feira a descoberta do menor planeta já detectado fora do Sistema Solar - tem menos que o dobro do tamanho do nosso.

    Esse exoplaneta (ou seja, que orbita uma estrela que não o nosso Sol) se chama Gliese 581e, por causa da estrela que ele orbita. Por seu tamanho relativamente pequeno, provavelmente se trata de um planeta rochoso, como a Terra, e não de um planeta gasoso, como Júpiter e Saturno, de acordo com os astrônomos.

    "É o planeta mais leve detectado até agora fora do nosso sistema solar", disse em entrevista coletiva Gaspare Lo Curto, astrônomo da Organização Europeia para a Pesquisa Astronômica no Hemisfério Sul. "Não estamos distantes de encontrar um planeta como a Terra", acrescentou.

    O ano em Gliese 581e dura apenas 3,15 dias terrestres, e o planeta está fora da chamada "zona habitável", onde haveria condições para a vida, segundo Lo Curto. Sua massa é equivalente a 1,9 vez a da Terra, e ele fica a 20,5 anos-luz.

    Embora esse planetinha fique fora da zona habitável, o maior de três outros planetas previamente descobertos no mesmo sistema parece ficar dentro do trecho propício à vida.

    "O planeta mais externo fica dentro do que se define como zona habitável, que é a zona onde poderia haver água em estado líquido na superfície do planeta", disse Lo Curto.

    Os astrônomos usaram um telescópio de 3,6 metros do Observatório Paranal, em La Silla, cerca de 600 quilômetros ao norte de Santiago (Chile). As descobertas serão apresentadas também em uma reunião astronômica nesta semana na Grã-Bretanha.

    Cerca de 340 exoplanetas já foram descobertos, a maioria gigantes gasosos com características semelhantes às de Júpiter e Netuno.

  • Cientista estima que exista vida inteligente em 38 mil planetas

  • Impacto de cometas não destruiria vida na Terra

    CHICAGO, EUA (AFP) — A eventual queda de um cometa sobre a Terra provavelmente não causaria a extinção da vida, como temem algumas pessoas, segundo um estudo divulgado nesta quinta-feira, 30 de julho de 2009.

    Astrônomos da Universidade de Washington realizaram uma simulação com a ajuda de computadores para estudar a evolução de nuvens de cometas no sistema solar nos últimos 1,2 bilhão de anos.

    Os cientistas estudaram especificamente a nuvem de Oort, um resíduo da nebulosa que deu lugar à formação de nosso Sistema Solar, e que conteria bilhões de cometas.

    "Nos últimos 25 anos, o interior da nuvem de Oort foi considerado uma região misteriosa e desconhecida do Sistema Solar, capaz de provocar explosões de corpos (celestes) que poderiam erradicar a vida na Terra", indicou o autor do estudo, Nathan Kaib.

    A simulação, no entanto, mostrou que a Terra provavelmente foi atingida por cometas grandes o suficiente para causar danos consideráveis apenas duas ou três vezes nos últimos 500 milhões de anos.

    É possível que estes cometas tenham colaborado para a extinção registrada no fim do Eoceno — um acontecimento "menor", segundo os critérios evolutivos —, que aconteceu há cerca de 40 milhões de anos.

    Para Kaib, se isto de fato ocorreu, foi a chuva de cometas mais intensa desde os primeiros fósseis.

    A baixa frequência "transforma estes fenômenos em uma causa pouco provável de outros episódios de extinção", concluíram os cientistas em seu trabalho, publicado na revista Science.

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    Fonte: Agência France Press.

    Nosso comentário:

    É evidente que a queda de um asteroide, cometa, meteoro, não causaria a extinção da vida na Terra. Todavia, na região onde um desses corpos caísse, dependendo do tamanho, resultaria na destruição quase total das pessoas e do meio ambiente. Contudo, nada é definitivo quanto ao comportamento da Natureza. Os estudos científicos são baseados em hipóteses e suposições.

    Uma dessas hipóteses foi dada por geofísicos russos quando calcularam que, se um asteroide de dez quilômetros de diâmetro caísse na Terra, maremotos provocados pelo impacto acabariam com todas as formas de vida no planeta.

    Imagina o impacto profundo de um cometa!...


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    Como seria o impacto de um asteroide com a Terra
    Ficção?... Ou uma hipótese?...

    asteroids_credit: Aminet
    Milhões de asteroides vagam pelo espaço


    comet_credit: wa.gov.au
    Asteroide aproximando-se da Terra


    asteroid_credit: NASA
    O impacto destruidor com a Terra


    impact_credit: Mary Parrish, NMNH
    O impacto visto de cima

                          Imagens: © NASA.



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    Bibliografia e Imagens: NASA – Astrobiology Magazine – Space.com – Agências Noticiosas – Arquivo Starnews 2001.

    © Equipe Starnews 2001