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Entre os planetas e as luas, existem milhares de asteróides e cometas que têm sido catalogados e suas órbitas calculadas – e milhares mais permanecem desconhecidos. ~ Cometas ~ Os cientistas acreditam que cometas são escombros deixados para trás pela nebulosa que se condensou para formar o Sol e os planetas em nosso sistema solar. Acredita-se que a maioria dos cometas origina-se na enorme nuvem chamada Nuvem de Oort. Acredita-se que a Nuvem de Oort cerque o nosso sistema solar e estenda-se a mais de meio caminho até a estrela mais próxima, Alpha Centauri, a qual encontra-se à 150.000 unidades astronômicas de distância. Os cientistas acham que cerca de 100 milhões de cometas orbitam o Sol. Um cometa tem um centro distinto chamado núcleo. A maioria dos astrônomos acha que o núcleo é formado por água congelada e gases misturados com poeira e material rochoso. Os núcleos dos cometas são descritos como bolas de neve sujas. Uma vaga nuvem chamada coma cerca o núcleo. A coma e o núcleo juntos formam a cabeça do cometa.
Cometas seguem uma órbita regular ao redor do Sol. Se o núcleo de um cometa segue uma órbita que o leva para perto do Sol, o calor do Sol fará com que as camadas externas do núcleo se evaporem. Durante esse processo, poeira e gases que formam a coma ao redor do núcleo são liberados. Á medida que o cometa chega mais perto do Sol, a coma cresce. Os ventos solares empurram a poeira e gás para o espaço, longe da coma, fazendo com que eles formem a cauda do cometa. Os ventos solares fazem com que a cauda do cometa aponte para longe do Sol. As caudas dos cometas podem atingir 150 milhões de quilômetros de comprimento! Cada vez que o cometa passa perto do Sol ele perde um pouco de seu material. Com o passar do tempo, ele se quebrará e desaparecerá completamente. Muitos cometas assumem uma órbita elíptica e repetidamente retornam ao sistema solar interior onde eles podem ser vistos da Terra à certas horas. Cometas de período curto, dos quais o Cometa de Halley é o mais famoso, reaparecem dentro de 200 anos. O Cometa de Halley reaparece a cada 76 anos. Ele foi dado este nome em honra de Sir Edmond Halley. Cometas não têm luz própria. Nós podemos ver um cometa porque ele reflete a luz do Sol e porque as moléculas de gás na coma liberam energia absorvida dos raios do Sol.
~ Missão Impacto Profundo ~ Depois de uma viagem de 173 dias em que percorreu 431 milhões de quilômetros, enfim a missão Impacto Profundo teve um encontro marcado com a morte. Conforme o planejado, assim que surgiram os primeiros raios da manhã de 4 de julho de 2005, um petardo feito de cobre, do tamanho de uma máquina de lavar roupa, atingiu o centro do cometa Tempel-1. A pancada, com a intensidade de uma bomba de 4,5 toneladas de dinamite, produziu uma cratera capaz de engolir o Coliseu de Roma. O choque espetacular entre o Tempel-1 e o
módulo de impacto que se desprendeu da sonda foi acompanhado por todos os telescópios e
observatórios da Terra. E pôde produzir respostas e um novo olhar para a
natureza e a composição desses viajantes celestes congelados a que chamamos de
cometas. “Estamos tentando algo nunca feito antes, com velocidades e distâncias
realmente de outro mundo”, disse Rick Grammier, chefe do projeto no Laboratório de
Propulsão a Jato da agência espacial americana Nasa. Será a primeira vez que o
ser humano interfere na estrutura de um cometa, mergulhando em seu coração.
Apesar de intenso, talvez o impacto não tenha alterado a órbita do Tempel-1 nem representou um risco à Terra. Ao contrário da missão que inspirou o filme Impacto profundo, de 1998. Nessa ficção, os astrônomos descobrem que um cometa gigante está na rota de colisão com a Terra e por isso precisam alvejá-lo para alterar seu destino. Dessa vez, os cientistas buscam examinar a composição química do Tempel-1 para reconstruir os primórdios do Sistema Solar. Assim como ocorre com as várias camadas da Terra, os pesquisadores esperam achar materiais distintos à medida que afundam em direção ao centro do cometa. ooo000ooo ~ Sonda 'Deep Impact' (Impacto Profundo) descobre gelo na superfície de cometa ~ Agências Internacionais WASHINGTON — Uma análise de dados da sonda da Nasa "Deep Impact" revelou as primeiras provas de que existe água congelada no exterior de um cometa. Embora os cientistas já soubessem que há água congelada em cometas, essa é a primeira vez que cientistas conseguem prová-lo. A "Deep Impact" descobriu pelo menos três áreas de gelo na superfície do cometa "Tempel-1", segundo informou um estudo publicado no dia 2 de fevereiro de 2006 pela revista "Science". — Compreender o ciclo e a fonte de água de um cometa é fundamental para entender esses corpos como um sistema e como uma possível fonte que levou água à Terra. Acrescente o enorme componente orgânico de cometas e você terá os dois principais ingredientes para a Vida — disse a pesquisadora e autora do artigo da revista, Jessica Sunshine. A sonda colidiu com "Tempel-1" em julho do ano passado para coletar dados. No entanto, a maior parte da água provavelmente está no interior do cometa. "Esses depósitos são relativamente impuros com uma baixa porcentagem de água e pequenos demais para serem a principal fonte de vapor d'água que surge do núcleo, o que significa que a maior parte da água do cometa está abaixo de sua superfície", diz o estudo. Cometas são importantes para a ciência porque acredita-se que eles são restos dos gases, da poeira, das pedras e do gelo que formaram outros planetas do Sistema Solar há cerca de 4,6 bilhões de anos. Alguns cientistas afirmam que parte da água e das moléculas de carbono da Terra são provenientes dos cometas. A mesma equipe de cientistas já havia divulgado que no interior de "Tempel-1" há abundância de material orgânico e que o cometa pode ter originado a região do Sistema Solar em que estão atualmente Urano e Netuno. Segundo o estudo, as três áreas de água na superfície do cometa não são suficientes para formar todo o vapor d'água na nuvem de gases que envolve seu núcleo. — Esta descoberta é importante porque demonstra
que nossa técnica é eficiente na busca de gelo na superfície e que podemos tirar
como conclusão que o vapor d'água que surge dos cometas está em partículas de
gelo abaixo de sua superfície — afirmou o diretor do projeto científico da "Deep
Impact", Michael A'Hearn.
~ Meteoros ~ Um meteorito é um pedaço de matéria rochosa ou metálica que viaja no espaço exterior. Meteoróides viajam ao redor do Sol em uma variedade de órbitas e à várias velocidades. O meteorito mas rápido move-se à cerca de 42 quilômetros por segundo. A maioria dos meteoritos são aproximadamente do tamanho de uma pedrinha. Quando um desses pedaços de matéria entram na atmosfera da Terra, a fricção entre o pedaço de matéria e os gases na atmosfera o aquecem ao ponto de fazê-lo brilhar aos nossos olhos. Este risco de luz no céu é conhecido como meteoro. A maioria dos meteoros brilha somente por um poucos segundos antes de queimar-se completamente sem atingir a superfície da Terra. Na maioria das noites escuras, meteoros podem ser observados. A chance de se ver um meteoro a olho nu aumenta depois da meia-noite. Pessoas freqüentemente referem-se aos meteoros como "estrelas cadentes". Os meteoros mais brilhantes são chamados de bolas de fogo. Explosões sônicas com freqüência acompanham o aparecimento de uma bola de fogo, tal qual um trovão freqüentemente segue um relâmpago. Em certas épocas do ano, podem-se observar mais meteoros do que o normal. Quando a Terra passa por uma área onde se encontram pedaços de matéria de um cometa que se desintegrou, ocorre o que se conhece por chuva de meteoros. Chuvas de meteoros ocorrem aproximadamente na mesma data a cada ano.
Se o meteoro não se queima completamente, a parte restante atinge a Terra e é então chamado de meteorito. Mais de 100 meteoritos atingem a Terra a cada ano. Felizmente, a maioria deles é muito pequena. Só existe um caso de uma pessoa ter sido atingida por um meteorito. Em 1954, Ann Hodges de Sylacauga no Alabama, foi levemente ferida por um meteorito que pesava 19,84 quilogramas e caiu através do teto de sua casa. Acredita-se que meteoritos maiores têm sua origem no cinturão de asteróides. Alguns dos meteoritos menores foram identificados como sendo pedras da Lua, e outros foram identificados como pedaços de Marte. Meteoritos grandes que atingiram a Terra há muito tempo atrás deixaram crateras como aquelas encontradas na Lua. Acredita-se que a Cratera de Barringer perto de Winslow, Arizona tenha sido formada há cerca de 49.000 anos pelo impacto de um meteorito de 300.000 toneladas. O meteorito de ferro Hoba é o maior meteorito conhecido. Seu peso atual é estimado em 66 toneladas porque parte do meteorito Hoba enferrujou, mas seu peso original pode ter sido de até 100 toneladas! Ele nunca foi removido de seu local de pouso na Namíbia. O maior meteorito encontrado nos Estados Unidos foi em Willamette (Oregon). Ele pesa quinze toneladas e foi encontrado em 1902.
~ Fatos interessantes ~ Um objeto assim sobrevoou os Estados Unidos em 1972. Calcula-se que era um
pequeno asteróide com algumas dezenas de metros que resvalou na atmosfera da
Terra e desapareceu. Se tivesse batido na Terra provocaria uma explosão
equivalente a uma bomba atômica tática.
Fonte: Globo Vídeo
~ Asteróides ~ Um asteróide é um corpo rochoso no espaço
o qual pode medir de poucas dezenas de metros a muitas centenas de metros
de diâmetro. Eles são considerados restos deixados para trás quando da
formação do Sistema Solar há 4,6 bilhões de anos. Muitos asteróides
orbitam a região entre Marte e Júpiter. Este "cinturão" de
asteróides segue uma órbita ligeiramente elíptica ao redor do Sol,
e move-se na mesma direção dos planetas. Demora de três a seis anos
terrestres para que ele complete uma revolução ao redor do Sol. Um asteróide
pode ser puxado para fora de sua órbita pela atração gravitacional de um
objeto maior como um planeta. Uma vez que o asteróide é capturado pela
atração gravitacional do planeta, ele torna-se um satélite daquele planeta.
Astrônomos teorizam que foi deste modo que os dois satélites de Marte, Phobos
e Deimos passaram a orbitar aquele planeta. Um asteróide é também capaz de
colidir com um planeta resultando na formação de uma cratera de impacto.
Alguns cientistas acreditam que tal impacto na área da Península de Yucatán,
no México, tenha desencadeado os eventos que levaram a extinção dos dinossauros
aqui na Terra (veja quadro abaixo). Astrônomos acreditam que se não fosse pela
força gravitacional que o planeta gigante Júpiter exerce sobre os asteróides do
cinturão, os planetas internos seriam constantemente bombardeados por grande
asteróides. A presença de Júpiter na verdade protege Mercúrio, Vênus, Terra e
Marte de repetidas colisões com asteróides!
~ Asteróides Apollo ~ Asteróides Apollo são um grupo que orbitam próximos a trajetória da Terra e que receberam este nome após a descoberta do asteróide 1862 Apollo, que foi o primeiro asteróide descoberto deste grupo. Eles são asteróides que têm uma órbita cujo o semi-eixo maior é mais comprido que o da Terra. Em alguns casos eles podem orbitar muito próximo do nosso planeta, tornando-os candidatos potenciais a uma colisão com a Terra. O maior asteróide da classe Apollo conhecido é o 1866 Sisyphus, tem um diâmetro em torno de 10 km. Os asteróides Apollos conhecidos são:
~ De olho no espaço ~ Cientistas de várias partes do mundo estão monitorando o deslocamento de um asteróide pelo sistema solar. As primeiras previsões indicam que, no ano de 2029, ele pode passar bem perto da Terra. Tragédias como a tsunami, os furacões e o terremoto no Paquistão ficariam pequenas perto dos danos que ele poderia causar à Terra. Por isso, os cientistas estão de olho no espaço, estudando uma maneira de afastar o perigo. A boa notícia é que há tempo para isso. Apophis é o nome do asteróide descoberto em 2004. É como uma montanha viajando no espaço em direção ao nosso planeta. O asteróide Apophis tem cerca de 320 metros de largura. Segundo os cientistas, no ano de 2029 ele vai passar tão perto que poderá ser visto a olho nu. Estará, segundo os primeiros cálculos, a menos de 50 mil quilômetros da terra. Menos do que a distância para a Lua, que é de cerca de 384 mil quilômetros. O risco é bem pequeno, mas a preocupação é que, nessa passagem, a trajetória do asteróide possa ser alterada pelo campo gravitacional da Terra. Dessa forma, na próxima passagem o Apophis poderia atingir o nosso planeta. O risco de isso acontecer, em 2036, é de apenas 0,02%, mas cientistas e astronautas americanos, europeus e japoneses preferem não contar com a sorte. E já imaginam algumas maneiras de evitar um impacto direto do asteróide na Terra. Usar uma nave para rebocar o asteróide para longe é considerada a melhor opção. A outra é explodir o Apophis, como já fizeram no cinema. Na vida real, a próxima aventura dos astronautas deve ser instalar um radio transmissor no asteróide para acompanhar de perto todos os movimentos do Apophis no espaço. Os cientistas dizem que, no ano de 2013, será possível fazer observações mais detalhadas sobre a trajetória do asteróide Apophis.
Asteróide passa a cerca de Agências Internacionais MOSCOU e RIO — Um asteróide de grandes dimensões passou perto da Terra na madrugada desta segunda-feira (3 de julho de 2006), a cerca de 435 mil quilômetros de distância da superfície terrestre. Os cientistas calcularam que, do Hemisfério Norte, seria possível observar o corpo celeste com telescópios amadores. Os especialistas acreditam que o XP14, descoberto em 2004, esteja entre os maiores asteróides que passaram perto do planeta nos últimos anos. Astrônomos prevêem ainda que o XP14 terá mais dez encontros com a Terra neste século, embora nenhum deles represente uma ameaça ao planeta. — Quem tem um telescópio amador poderá apreciar este fenômeno na parte ocidental do céu — disse à agencia Itar-Tass o diretor do Instituto de Astronomia da Rússia, Andrei Finkelstein, antes da passagem do asteróide. Ele afirmou que o corpo celeste, de aproximadamente 600 metros de diâmetro, poderia ser visto da Rússia a partir das 22h de Moscou. Apesar de este fenômeno não ter ameaçado a Terra, o astrônomo russo ressaltou: A ameaça dos asteróides é um problema que merece a atenção da comunidade internacional. Descoberto por cientistas americanos, o "2004 XP14" pertence ao grupo Apolo e, por suas dimensões, está catalogado entre os corpos celestes que têm risco de se chocar contra a superfície terrestre. Segundo Finkelstein, atualmente cientistas de vários países trabalham na elaboração de um catálogo dos asteróides com mais de um quilômetro. Geofísicos russos calcularam que, se um asteróide de dez quilômetros de diâmetro caísse na Terra, maremotos provocados pelo impacto acabariam com todas as formas de vida no planeta.
Como seria o impacto de um asteróide com a Terra
Veja essa interessante reportagem do Fantástico sobre o assunto
Links relacionados: Bibliografia e Imagens: NASA – Astrobiology Magazine – Space.com – Agências Noticiosas – O Globo – Arquivo Starnews 2001. © Equipe Starnews 2001 |