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Entre os planetas e as luas, existem milhares de asteroides e cometas que têm sido catalogados e suas órbitas calculadas — e milhares mais permanecem desconhecidos.
Cometas Os cientistas acreditam que cometas são escombros deixados para trás pela nebulosa que se condensou para formar o Sol e os planetas em nosso sistema solar. Acredita-se que a maioria dos cometas origina-se na enorme nuvem chamada Nuvem de Oort. Acredita-se que a Nuvem de Oort cerque o nosso sistema solar e estenda-se a mais de meio caminho até a estrela mais próxima, Alpha Centauri, a qual encontra-se à 150.000 unidades astronômicas de distância. Os cientistas acham que cerca de 100 milhões de cometas orbitam o Sol. Um cometa tem um centro distinto chamado núcleo. A maioria dos astrônomos acha que o núcleo é formado por água congelada e gases misturados com poeira e material rochoso. Os núcleos dos cometas são descritos como bolas de neve sujas. Uma vaga nuvem chamada coma cerca o núcleo. A coma e o núcleo juntos formam a cabeça do cometa.
Cometas seguem uma órbita regular ao redor do Sol. Se o núcleo de um cometa segue uma órbita que o leva para perto do Sol, o calor do Sol fará com que as camadas externas do núcleo se evaporem. Durante esse processo, poeira e gases que formam a coma ao redor do núcleo são liberados. Á medida que o cometa chega mais perto do Sol, a coma cresce. Os ventos solares empurram a poeira e gás para o espaço, longe da coma, fazendo com que eles formem a cauda do cometa. Os ventos solares fazem com que a cauda do cometa aponte para longe do Sol. As caudas dos cometas podem atingir 150 milhões de quilômetros de comprimento! Cada vez que o cometa passa perto do Sol ele perde um pouco de seu material. Com o passar do tempo, ele se quebrará e desaparecerá completamente. Muitos cometas assumem uma órbita elíptica e repetidamente retornam ao sistema solar interior onde eles podem ser vistos da Terra à certas horas. Cometas de período curto, dos quais o Cometa de Halley é o mais famoso, reaparecem dentro de 200 anos. O Cometa de Halley reaparece a cada 76 anos. Ele foi dado este nome em honra de Sir Edmond Halley. Cometas não têm luz própria. Nós podemos ver um cometa porque ele reflete a luz do Sol e porque as moléculas de gás na coma liberam energia absorvida dos raios do Sol.
Missão Impacto Profundo Depois de uma viagem de 173 dias em que percorreu 431 milhões de quilômetros, enfim a missão Impacto Profundo teve um encontro marcado com a morte. Conforme o planejado, assim que surgiram os primeiros raios da manhã de 4 de julho de 2005, um petardo feito de cobre, do tamanho de uma máquina de lavar roupa, atingiu o centro do cometa Tempel-1. A pancada, com a intensidade de uma bomba de 4,5 toneladas de dinamite, produziu uma cratera capaz de engolir o Coliseu de Roma. O choque espetacular entre o Tempel-1 e o módulo de impacto que se desprendeu da sonda foi acompanhado por todos os telescópios e observatórios da Terra. E pôde produzir respostas e um novo olhar para a natureza e a composição desses viajantes celestes congelados a que chamamos de cometas. “Estamos tentando algo nunca feito antes, com velocidades e distâncias realmente de outro mundo”, disse Rick Grammier, chefe do projeto no Laboratório de Propulsão a Jato da agência espacial americana Nasa. Será a primeira vez que o ser humano interfere na estrutura de um cometa, mergulhando em seu coração.
Apesar de intenso, talvez o impacto não tenha alterado a órbita do Tempel-1 nem representou um risco à Terra. Ao contrário da missão que inspirou o filme Impacto profundo, de 1998. Nessa ficção, os astrônomos descobrem que um cometa gigante está na rota de colisão com a Terra e por isso precisam alvejá-lo para alterar seu destino. Dessa vez, os cientistas buscam examinar a composição química do Tempel-1 para reconstruir os primórdios do Sistema Solar. Assim como ocorre com as várias camadas da Terra, os pesquisadores esperam achar materiais distintos à medida que afundam em direção ao centro do cometa. ooooo00000ooooo Sonda 'Deep Impact' (Impacto Profundo) descobre gelo na superfície de cometa Agências Internacionais WASHINGTON — Uma análise de dados da sonda da Nasa "Deep Impact" revelou as primeiras provas de que existe água congelada no exterior de um cometa. Embora os cientistas já soubessem que há água congelada em cometas, essa é a primeira vez que cientistas conseguem prová-lo. A "Deep Impact" descobriu pelo menos três áreas de gelo na superfície do cometa "Tempel-1", segundo informou um estudo publicado no dia 2 de fevereiro de 2006 pela revista "Science". — Compreender o ciclo e a fonte de água de um cometa é fundamental para entender esses corpos como um sistema e como uma possível fonte que levou água à Terra. Acrescente o enorme componente orgânico de cometas e você terá os dois principais ingredientes para a Vida — disse a pesquisadora e autora do artigo da revista, Jessica Sunshine. A sonda colidiu com "Tempel-1" em julho do ano passado para coletar dados. No entanto, a maior parte da água provavelmente está no interior do cometa. "Esses depósitos são relativamente impuros com uma baixa porcentagem de água e pequenos demais para serem a principal fonte de vapor d'água que surge do núcleo, o que significa que a maior parte da água do cometa está abaixo de sua superfície", diz o estudo. Cometas são importantes para a ciência porque acredita-se que eles são restos dos gases, da poeira, das pedras e do gelo que formaram outros planetas do Sistema Solar há cerca de 4,6 bilhões de anos. Alguns cientistas afirmam que parte da água e das moléculas de carbono da Terra são provenientes dos cometas. A mesma equipe de cientistas já havia divulgado que no interior de "Tempel-1" há abundância de material orgânico e que o cometa pode ter originado a região do Sistema Solar em que estão atualmente Urano e Netuno. Segundo o estudo, as três áreas de água na superfície do cometa não são suficientes para formar todo o vapor d'água na nuvem de gases que envolve seu núcleo. — Esta descoberta é importante porque demonstra que nossa técnica é eficiente na busca de gelo na superfície e que podemos tirar como conclusão que o vapor d'água que surge dos cometas está em partículas de gelo abaixo de sua superfície — afirmou o diretor do projeto científico da "Deep Impact", Michael A'Hearn.
– Outra imagem do cometa Hyakutake, em 1996
Cometa McNaught, o Grande cometa de 2007, foi o mais luminoso cometa dos últimos 40 anos. A propagação maravilhosa da sua cauda no céu foi de tirar o fôlego, para muitas pessoas do hemisfério sul. A cabeça do cometa permaneceu muito brilhante e facilmente visível para os observadores da cidade, mesmo sem qualquer instrumento ótico. Parte da cauda espetacular foi visível logo acima do horizonte, após o pôr do sol, também para habitantes do hemisfério norte. O Cometa C/2006 P1 (McNaught), que atingiu um pico de brilho estimado de magnitude -6 (menos seis) foi fotografado logo após o pôr do sol em janeiro de 2007, pelo Observatório Siding Spring, na Austrália. A nave robô espacial Ulysses voando através da cauda do cometa McNaught registrou, inesperadamente, que a velocidade do vento solar diminuiu bastante naquele momento. Referência: NASA.
Cometa Hale-Bopp sobre a Grande Pirâmide de Quéops (Khufu)
Nota: O Vale das Pirâmides é iluminado durante a noite, num bonito espetáculo de luzes e de cores. – Hale-Bopp: O grande cometa de 1997
Meteoros Um meteorito é um pedaço de matéria rochosa ou metálica que viaja no espaço exterior. Meteoróides viajam ao redor do Sol em uma variedade de órbitas e à várias velocidades. O meteorito mas rápido move-se à cerca de 42 quilômetros por segundo. A maioria dos meteoritos são aproximadamente do tamanho de uma pedrinha. Quando um desses pedaços de matéria entram na atmosfera da Terra, a fricção entre o pedaço de matéria e os gases na atmosfera o aquecem ao ponto de fazê-lo brilhar aos nossos olhos. Este risco de luz no céu é conhecido como meteoro. A maioria dos meteoros brilha somente por um poucos segundos antes de queimar-se completamente sem atingir a superfície da Terra. Na maioria das noites escuras, meteoros podem ser observados. A chance de se ver um meteoro a olho nu aumenta depois da meia-noite. Pessoas frequentemente referem-se aos meteoros como "estrelas cadentes". Os meteoros mais brilhantes são chamados de bolas de fogo. Explosões sônicas com freqüência acompanham o aparecimento de uma bola de fogo, tal qual um trovão frequentemente segue um relâmpago. Em certas épocas do ano, podem-se observar mais meteoros do que o normal. Quando a Terra passa por uma área onde se encontram pedaços de matéria de um cometa que se desintegrou, ocorre o que se conhece por chuva de meteoros. Chuvas de meteoros ocorrem aproximadamente na mesma data a cada ano.
Se o meteoro não se queima completamente, a parte restante atinge a Terra e é então chamado de meteorito. Mais de 100 meteoritos atingem a Terra a cada ano. Felizmente, a maioria deles é muito pequena. Só existe um caso de uma pessoa ter sido atingida por um meteorito. Em 1954, Ann Hodges de Sylacauga no Alabama, foi levemente ferida por um meteorito que pesava 19,84 quilogramas e caiu através do teto de sua casa. Acredita-se que meteoritos maiores têm sua origem no cinturão de asteroides. Alguns dos meteoritos menores foram identificados como sendo pedras da Lua, e outros foram identificados como pedaços de Marte. Meteoritos grandes que atingiram a Terra há muito tempo atrás deixaram crateras como aquelas encontradas na Lua. Acredita-se que a Cratera de Barringer perto de Winslow, Arizona tenha sido formada há cerca de 49.000 anos pelo impacto de um meteorito de 300.000 toneladas. O meteorito de ferro Hoba é o maior meteorito conhecido. Seu peso atual é estimado em 66 toneladas porque parte do meteorito Hoba enferrujou, mas seu peso original pode ter sido de até 100 toneladas! Ele nunca foi removido de seu local de pouso na Namíbia. O maior meteorito encontrado nos Estados Unidos foi em Willamette (Oregon). Ele pesa quinze toneladas e foi encontrado em 1902.
Fatos interessantes Um objeto assim sobrevoou os Estados Unidos em 1972. Calcula-se que era um
pequeno asteroide com algumas dezenas de metros que resvalou na atmosfera da
Terra e desapareceu. Se tivesse batido na Terra provocaria uma explosão
equivalente a uma bomba atômica tática.
Luzes do norte, ou aurora boreal, embeleza os céus da ilha de Kvaloya, perto de Tromso, Noruega, em 13 de dezembro de 2009. Ao mesmo tempo em que um meteoro atravessa o espaço indo em direção à constelação de Gêmeos, que não é vista na imagem. Tanto a aurora e meteoros ocorrem na atmosfera superior da Terra a uma altitude de 100 km ou mais. Auroras são causadas por partículas carregadas de energias da magnetosfera, enquanto que os meteoros são trilhas de poeira cósmica. ooooo00000ooooo A aurora polar (boreal) é um fenômeno ótico composto de um brilho observado nos céus noturnos em regiões próximas a zonas polares, em decorrência do impacto de partículas de vento solar com a alta atmosfera da Terra, canalizadas pelo campo magnético terrestre. Em latitudes do hemisfério norte é conhecida como aurora boreal (nome batizado por Galileu Galilei em 1619, em referência à deusa romana do amanhecer Aurora e ao seu filho Bóreas, representante dos ventos nortes), ou luzes do Norte (nome mais comum entre os escandinavos). Ocorre normalmente nas épocas de setembro a outubro e de março a abril. Em latitudes do hemisfério sul é conhecida como aurora austral, nome batizado por James Cook, uma referência direta ao fato de estar ao Sul. O fenômeno não é exclusivo somente da Terra, sendo também observável em outros planetas do sistema solar como Júpiter, Saturno, Marte e Vênus. Da mesma maneira, o fenômeno não é exclusivo da natureza, sendo também reproduzível artificialmente através de explosões nucleares ou em laboratório. Quedas espetaculares de meteoros: – 30 de setembro de 2009, Oklahoma, Estados Unidos
Asteroides Um asteroide é um corpo rochoso no espaço o qual pode medir de poucas dezenas de metros a muitas centenas de metros de diâmetro. Eles são considerados restos deixados para trás quando da formação do Sistema Solar há 4,6 bilhões de anos. Muitos asteroides orbitam a região entre Marte e Júpiter. Este "cinturão" de asteroides segue uma órbita ligeiramente elíptica ao redor do Sol, e move-se na mesma direção dos planetas. Demora de três a seis anos terrestres para que ele complete uma revolução ao redor do Sol. Um asteroide pode ser puxado para fora de sua órbita pela atração gravitacional de um objeto maior como um planeta. Uma vez que o asteroide é capturado pela atração gravitacional do planeta, ele torna-se um satélite daquele planeta. Astrônomos teorizam que foi deste modo que os dois satélites de Marte, Phobos e Deimos passaram a orbitar aquele planeta. Um asteroide é também capaz de colidir com um planeta resultando na formação de uma cratera de impacto. Alguns cientistas acreditam que tal impacto na área da Península de Yucatán, no México, tenha desencadeado os eventos que levaram a extinção dos dinossauros aqui na Terra (veja quadro abaixo). Astrônomos acreditam que se não fosse pela força gravitacional que o planeta gigante Júpiter exerce sobre os asteroides do cinturão, os planetas internos seriam constantemente bombardeados por grande asteroides. A presença de Júpiter na verdade protege Mercúrio, Vênus, Terra e Marte de repetidas colisões com asteroides!
Asteroides Apolo Asteroides Apolo são um grupo que orbitam próximos a trajetória da Terra e que receberam este nome após a descoberta do asteroide 1862 Apolo, que foi o primeiro asteroide descoberto deste grupo. Eles são asteroides que têm uma órbita cujo o semi-eixo maior é mais comprido que o da Terra. Em alguns casos eles podem orbitar muito próximo do nosso planeta, tornando-os candidatos potenciais a uma colisão com a Terra. O maior asteroide da classe Apolo conhecido é o 1866 Sisyphus, tem um diâmetro em torno de 10 km. Os asteroides Apolos conhecidos são:
Telescópio Hubble fotografa colisão rara de asteroides O telescópio espacial Hubble conseguiu flagrar um momento raro no espaço: a colisão entre dois asteroides. A Nasa (agência espacial americana) divulgou imagens do momento em que se forma uma cauda que lembra a letra "X". A agência nomeou o objeto como P/2010. Ele foi descoberto no chamado cinturão de asteroides que fica entre Marte e Júpiter. É a primeira vez que um telescópio capta uma imagem do tipo. Os astrônomos sempre acreditaram que tais colisões ocorressem, mas nunca as tinham visto antes. A Nasa acredita que o P/2010 A2 estivesse a uma distância de 144 milhões de quilômetros da Terra quando foi fotografado, em janeiro. Segundo a agência, colisões de asteroides liberam muita energia, com um impacto que ocorre a uma velocidade que é cinco vezes maior do que a de uma bala de fuzil. Imagem: NASA, 3 de fevereiro de 2010.
Placa de 700 a.C. traz relato de destruição de Sodoma Cientistas britânicos conseguiram decifrar as inscrições cuneiformes de um bloco de argila datado de 700 a.C. e descobriram que se trata do testemunho feito por um astrônomo sumério sobre a passagem de um asteroide — que pode ter causado a destruição das cidades de Sodoma e Gomorra.
Conhecido como "Planisfério", o bloco foi descoberto por Henry Layard em meados do século 19 e permanecia como um mistério para os pesquisadores. O objeto traz a reprodução de anotações feitas pelo astrônomo há milhares de anos. Utilizando técnicas computadorizadas que simulam a trajetória de objetos celestes e reconstroem o céu observado há milhares de anos, os pesquisadores Alan Bond, da empresa Reaction Engines e Mark Hempsell, da Universidade de Bristol, descobriram que os eventos descritos pelo astrônomo são da noite do dia 29 de junho de 3123 a.C. (Calendário Juliano). Segundo os pesquisadores, metade do bloco traz informações sobre a posição dos planetas e das nuvens e a outra metade é uma observação sobre a trajetória do asteroide de mais de um quilômetro de diâmetro. Impacto De acordo com Mark Hempsell, pelo tamanho e pela rota do objeto, é possível que este se tratasse de um asteroide que teria se chocado contra os Alpes austríacos, na região de Köfels, onde há indícios de um deslizamento de terra grande. O asteroide não deixou cratera que pudesse evidenciar uma explosão. Isso se explica, segundo os especialistas, porque o asteroide teria voado próximo ao chão, deixando um rastro de destruição por conta de ondas supersônicas, e se chocado contra a Terra em um impacto cataclísmico. Segundo os pesquisadores, o rastro do asteroide teria causado uma bola de fogo com temperaturas de até 400ºC e teria devastado uma área de aproximadamente 1 milhão de quilômetros quadrados. Hempsell afirma que a escala da devastação se assemelha à descrição da destruição de Sodoma e Gomorra, presente no Antigo Testamento, e de outras catástrofes mencionadas em mitos antigos. O pesquisador sugere ainda que a nuvem de fumaça causada pela explosão do asteroide teria atingido o Sinai, algumas regiões do Oriente Médio e o norte do Egito. Hempsell afirma que mais pessoas teriam morrido por conta da fumaça do que pelo impacto da explosão nos Alpes. Segundo a Bíblia, Sodoma e Gomorra foram destruídas por Deus como resposta a atos imorais praticados nas cidades. Acredita-se que elas eram localizadas onde hoje fica o Mar Morto. Referência: BBC.
'Cometas escuros'
podem ser O planeta Terra pode estar sob a ameaça de ser atingido por milhares de cometas que circulam nos arredores do sistema solar e não podem ser detectados pelos cientistas, afirma uma reportagem publicada na edição desta semana (abril 2009) da revista britânica New Scientist. A revista entrevistou dois astrônomos britânicos que afirmam que, apesar de todo trabalho de monitoramento desses corpos celestes feitos por agências espaciais, muitos deles não poderiam ser detectados por serem o que eles chamam de "cometas escuros". Segundo Bill Napier, da Universidade de Cardiff, no País de Gales, e David Asher, do Observatório de Armagh, na Irlanda do Norte, estes cometas escuros podem ser uma ameaça à Terra. "Cometas escuros, dormentes, são uma significativa, mas muitas vezes invisível, ameaça ao planeta", disse Napier à revista. Segundo os cientistas, pelos cálculos sobre a entrada de cometas no sistema solar, é possível que haja pelo menos 3 mil desse corpos celestes próximos à região, mas apenas 25 deles são conhecidos. Napier e Asher afirmam que muitos desses cometas não podem ser vistos "simplesmente porque são muito escuros". Isto acontece quando o gelo de um cometa "ativo" — que reflete a luz do sol — se evapora, deixando para trás somente uma crosta que reflete apenas uma fração de luz. Calor Os cientistas citam como exemplo o cometa IRAS-Araki-Alcock, que passou a uma distância de 5 milhões de quilômetros da Terra em 1983 — a menor registrada em 200 anos. Segundo eles, o cometa foi detectado apenas duas semanas antes de sua aproximação. "Ele tinha apenas 1% de suas superfície ativa", diz Napier. De acordo com os pesquisadores, quando uma sonda da Nasa pousou no cometa Borrelly, em 2001, também teria registrado várias manchas "negras" em sua superfície. Outro cientista entrevistado pela revista, no entanto, se mostrou mais cético sobre a ameaça. Segundo Clark Chapman, do Southwest Research Institute, no Colorado, Estados Unidos, "estes cometas absorveriam bem a luz do sol, então poderiam ser detectados pelo calor que emitiriam". ___________
De olho no espaço Cientistas de várias partes do mundo estão monitorando o deslocamento de um asteroide pelo sistema solar. As primeiras previsões indicam que, no ano de 2029, ele pode passar bem perto da Terra. Tragédias como a tsunami, os furacões e o terremoto no Paquistão ficariam pequenas perto dos danos que ele poderia causar à Terra. Por isso, os cientistas estão de olho no espaço, estudando uma maneira de afastar o perigo. A boa notícia é que há tempo para isso. Apophis é o nome do asteroide descoberto em 2004. É como uma montanha viajando no espaço em direção ao nosso planeta. O asteroide Apophis tem cerca de 320 metros de largura. Segundo os cientistas, no ano de 2029 ele vai passar tão perto que poderá ser visto a olho nu. Estará, segundo os primeiros cálculos, a menos de 50 mil quilômetros da terra. Menos do que a distância para a Lua, que é de cerca de 384 mil quilômetros. O risco é bem pequeno, mas a preocupação é que, nessa passagem, a trajetória do asteroide possa ser alterada pelo campo gravitacional da Terra. Dessa forma, na próxima passagem o Apophis poderia atingir o nosso planeta. O risco de isso acontecer, em 2036, é de apenas 0,02%, mas cientistas e astronautas americanos, europeus e japoneses preferem não contar com a sorte. E já imaginam algumas maneiras de evitar um impacto direto do asteroide na Terra. Usar uma nave para rebocar o asteroide para longe é considerada a melhor opção. A outra é explodir o Apophis, como já fizeram no cinema. Na vida real, a próxima aventura dos astronautas deve ser instalar um radio transmissor no asteroide para acompanhar de perto todos os movimentos do Apophis no espaço. Os cientistas dizem que, no ano de 2013, será possível fazer observações mais detalhadas sobre a trajetória do asteroide Apophis.
Asteroide passa a cerca de Agências Internacionais MOSCOU e RIO — Um asteroide de grandes dimensões passou perto da Terra na madrugada desta segunda-feira (3 de julho de 2006), a cerca de 435 mil quilômetros de distância da superfície terrestre. Os cientistas calcularam que, do Hemisfério Norte, seria possível observar o corpo celeste com telescópios amadores. Os especialistas acreditam que o XP14, descoberto em 2004, esteja entre os maiores asteroides que passaram perto do planeta nos últimos anos. Astrônomos preveem ainda que o XP14 terá mais dez encontros com a Terra neste século, embora nenhum deles represente uma ameaça ao planeta. — Quem tem um telescópio amador poderá apreciar este fenômeno na parte ocidental do céu — disse à agencia Itar-Tass o diretor do Instituto de Astronomia da Rússia, Andrei Finkelstein, antes da passagem do asteroide. Ele afirmou que o corpo celeste, de aproximadamente 600 metros de diâmetro, poderia ser visto da Rússia a partir das 22h de Moscou. Apesar de este fenômeno não ter ameaçado a Terra, o astrônomo russo ressaltou: A ameaça dos asteroides é um problema que merece a atenção da comunidade internacional. Descoberto por cientistas americanos, o "2004 XP14" pertence ao grupo Apolo e, por suas dimensões, está catalogado entre os corpos celestes que têm risco de se chocar contra a superfície terrestre. Segundo Finkelstein, atualmente cientistas de vários países trabalham na elaboração de um catálogo dos asteroides com mais de um quilômetro. Geofísicos russos calcularam que, se um asteroide de dez quilômetros de diâmetro caísse na Terra, maremotos provocados pelo impacto acabariam com todas as formas de vida no planeta.
Astrônomos farão mapeamento Mapa digital promete revelar novas estrelas e galáxias desconhecidas
Uma parte do céu ainda não mapeada será em breve foco da atenção de cartógrafos celestes: a do Hemisfério Sul. O trabalho pode revelar estrelas ainda desconhecidas e mesmo galáxias-anãs em órbita da Via Láctea. O céu observável do Hemisfério Norte foi mapeado com riqueza de detalhes pelo projeto Sloan Digital Sky Survey, cujo telescópio fica em Sunspot, no Novo México. Durante seus oito primeiros anos, o projeto determinou a localização precisa de cerca de um milhão de galáxias. Agora, um projeto chamado Sky Mapper irá se voltar para o céu do Hemisfério Sul, que inclui o centro da Via Láctea, a partir de seu observatório no sul da Austrália. O mapeamento está previsto para começar em abril de 2009. Trabalho levará cinco anos, a partir de abril
Ao longo de cinco anos, os astrônomos planejam mapear essa área do céu por seis vezes, cada uma delas em seis cores diferentes. Os filtros usados fornecerão informações extras, como os metais presentes numa determinada estrela e a força de sua gravidade, duas propriedades que o Sloan não conseguia captar. O método poderá revelar estrelas com dez mil vezes menos ferro do que o Sol, por exemplo. Astrônomos acreditam que as estrelas pobres em metais pesados seriam as primeiras que se formaram após o Big Bang — a explosão primordial que deu origem ao Universo. O estudo dessas estrelas pode revelar aspectos importantes da formação do Cosmos. — Essas estrelas claramente surgiram logo após o Big Bang porque não foram contaminadas com nenhum elemento das supernovas — explicou Brian Schmidt, do observatório australiano, lembrando que, até hoje, os astrônomos só encontraram três estrelas desse tipo. ___________ Nasa divulga imagens inéditas captadas por supertelescópio:
Menor planeta fora do Sistema terça-feira, 21 de abril de 2009 SANTIAGO, Chile (Reuters) — Cientistas que buscam planetas semelhantes à Terra anunciaram na terça-feira a descoberta do menor planeta já detectado fora do Sistema Solar - tem menos que o dobro do tamanho do nosso. Esse exoplaneta (ou seja, que orbita uma estrela que não o nosso Sol) se chama Gliese 581e, por causa da estrela que ele orbita. Por seu tamanho relativamente pequeno, provavelmente se trata de um planeta rochoso, como a Terra, e não de um planeta gasoso, como Júpiter e Saturno, de acordo com os astrônomos. "É o planeta mais leve detectado até agora fora do nosso sistema solar", disse em entrevista coletiva Gaspare Lo Curto, astrônomo da Organização Europeia para a Pesquisa Astronômica no Hemisfério Sul. "Não estamos distantes de encontrar um planeta como a Terra", acrescentou. O ano em Gliese 581e dura apenas 3,15 dias terrestres, e o planeta está fora da chamada "zona habitável", onde haveria condições para a vida, segundo Lo Curto. Sua massa é equivalente a 1,9 vez a da Terra, e ele fica a 20,5 anos-luz. Embora esse planetinha fique fora da zona habitável, o maior de três outros planetas previamente descobertos no mesmo sistema parece ficar dentro do trecho propício à vida. "O planeta mais externo fica dentro do que se define como zona habitável, que é a zona onde poderia haver água em estado líquido na superfície do planeta", disse Lo Curto. Os astrônomos usaram um telescópio de 3,6 metros do Observatório Paranal, em La Silla, cerca de 600 quilômetros ao norte de Santiago (Chile). As descobertas serão apresentadas também em uma reunião astronômica nesta semana na Grã-Bretanha. Cerca de 340 exoplanetas já foram descobertos, a maioria gigantes gasosos com características semelhantes às de Júpiter e Netuno.
Impacto de cometas não destruiria vida na Terra CHICAGO, EUA (AFP) — A eventual queda de um cometa sobre a Terra provavelmente não causaria a extinção da vida, como temem algumas pessoas, segundo um estudo divulgado nesta quinta-feira, 30 de julho de 2009. Astrônomos da Universidade de Washington realizaram uma simulação com a ajuda de computadores para estudar a evolução de nuvens de cometas no sistema solar nos últimos 1,2 bilhão de anos. Os cientistas estudaram especificamente a nuvem de Oort, um resíduo da nebulosa que deu lugar à formação de nosso Sistema Solar, e que conteria bilhões de cometas. "Nos últimos 25 anos, o interior da nuvem de Oort foi considerado uma região misteriosa e desconhecida do Sistema Solar, capaz de provocar explosões de corpos (celestes) que poderiam erradicar a vida na Terra", indicou o autor do estudo, Nathan Kaib. A simulação, no entanto, mostrou que a Terra provavelmente foi atingida por cometas grandes o suficiente para causar danos consideráveis apenas duas ou três vezes nos últimos 500 milhões de anos. É possível que estes cometas tenham colaborado para a extinção registrada no fim do Eoceno — um acontecimento "menor", segundo os critérios evolutivos —, que aconteceu há cerca de 40 milhões de anos. Para Kaib, se isto de fato ocorreu, foi a chuva de cometas mais intensa desde os primeiros fósseis. A baixa frequência "transforma estes fenômenos em uma causa pouco provável de outros episódios de extinção", concluíram os cientistas em seu trabalho, publicado na revista Science. _______ Nosso comentário: É evidente que a queda de um asteroide, cometa, meteoro, não causaria a extinção da vida na Terra. Todavia, na região onde um desses corpos caísse, dependendo do tamanho, resultaria na destruição quase total das pessoas e do meio ambiente. Contudo, nada é definitivo quanto ao comportamento da Natureza. Os estudos científicos são baseados em hipóteses e suposições. Uma dessas hipóteses foi dada por geofísicos russos quando calcularam que, se um asteroide de dez quilômetros de diâmetro caísse na Terra, maremotos provocados pelo impacto acabariam com todas as formas de vida no planeta. Imagina o impacto profundo de um cometa!...
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Como seria o impacto de um asteroide com a Terra
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