Imagens de Anne Frank

Anne Frank - 1929/1945


~ Campo de Bergen-Belsen, Alemanha ~


Campo de Bergen-Belsen, Alemanha

Bergen-Belsen, por vezes chamado apenas de Belsen, foi um campo de concentração Alemão da era Nazista. Localizava-se no atual estado alemão da Baixa Saxônia, a sudoeste da cidade de Bergen, próximo de Celle.

Entrou em funcionamento em 1940 como campo para prisioneiros de guerra. Depois de 1941, cerca de 20.000 soldados soviéticos foram torturados e mortos no campo. Mais tarde, em 1942, Bergen-Belsen tornou-se um campo de concentração; as SS tomaram o comando em Abril de 1943.

Não havia câmaras de gás em Bergen-Belsen, uma vez que os assassínios em massa deveriam ter lugar nos Campos de Extermínio (Vernichtungslager) no Leste Europeu; no entanto, milhares de judeus, homossexuais e ciganos foram aí torturados ou morreram de fome. Em 1945 os prisioneiros de outros campos foram levados para as linhas de frente, uma vez que os soviéticos avançavam.

Em condições de superlotamento, de doença e mal nutrição, houve muitas mortes. Foram cavadas grandes valas. Quando as tropas britânicas libertaram o campo em 15 de Abril de 1945, eles encontraram milhares de cadáveres por enterrar.

Grande parte de Bergen-Belsen foi destruída após a libertação, com receio de tifo e dos piolhos.

Cerca de 70.000 pessoas morreram em Bergen-Belsen. Entre elas conta-se Anne Frank e a sua irmã Margot, que morreram ali em Março de 1945.

Hoje, o campo está aberto ao público, e contém um centro de visitantes e uma "Casa do Silêncio" para reflexão em silêncio. Foi construído um grande obelisco.

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Em 1999, sobreviventes do Campo, erigiram esta
homenagem a Anne e Margot, em Bergen-Belsen

~ A sad story on World War II ~

Bergen-Belsen concentration camp

The Bergen-Belsen concentration camp was liberated on April 15, 1945 by the British 11th Armored Division. 60,000 prisoners were found inside, most of them seriously ill, and another 13,000 corpses lay around the camp unburied. The scenes that greeted British troops were described by the BBC's Richard Dimbleby, who accompanied:

“... Here over an acre of ground lay dead and dying people. You could not see which was which ... The living lay with their heads against the corpses and around them moved the awful, ghostly procession of emaciated, aimless people, with nothing to do and with no hope of life, unable to move out of your way, unable to look at the terrible sights around them ... Babies had been born here, tiny wizened things that could not live...

A mother, driven mad, screamed at a British sentry to give her milk for her child, and thrust the tiny mite into his arms, then ran off, crying terribly. He opened the bundle and found the baby had been dead for days...

This day at Belsen was the most horrible of my life.”, it said the reporter.

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~ Um triste relato sobre a Segunda Guerra Mundial ~

Campo de concentração de Bergen-Belsen

O campo de concentração de Bergen-Belsen foi libertado no dia 15 de abril de 1945 pela 11ª. Divisão Blindada Britânica. 60.000 prisioneiros foram encontrados, cuja maioria deles seriamente doentes, e outros 13.000 corpos jaziam insepultos. As cenas terríveis foram descritas pelo jornalista britânico da BBC, Richard Dimbleby, nesses termos:

“... Ali jaziam os mortos e os agonizantes. Não dava para saber quem era quem... Os sobreviventes estavam deitados com suas cabeças encostadas aos cadáveres, e à volta deles se movia a terrível e fantasmagórica procissão de pessoas esqueléticas e sem rumo, sem nada para fazer e sem esperança de viver, incapazes de contemplar o trágico panorama à sua volta. Bebês haviam nascido ali, coisinhas miúdas que não conseguiam viver...

Uma mãe, levada ao desespero, suplicou a um soldado britânico por leite para dar a seu bebê, jogou o pequeno embrulho nos seus braços e saiu correndo. Ele abriu o embrulho e viu que o bebê estava morto há dias...

Esse dia em Belsen foi o mais horrível de minha vida.”, disse o repórter.

(Por (By) Arnaldo Poesia)

~ Identificação genética para vítimas de Hitler ~

Novas tecnologias forenses de identificação genética desenvolvidas depois dos atentados terroristas do 11 de Setembro, nos Estados Unidos, e da tsunami que devastou o Sudeste Asiático poderão ser utilizadas para o reconhecimento de vítimas do Holocausto. O estudo foi publicado na última edição da "Nature".

Muitos judeus até hoje não conseguiram localizar os restos mortais de familiares mortos pelo regime nazista em parte devido às técnicas precárias de identificação.

As novas tecnologias se distinguem das já aplicadas com mais freqüência porque podem ser utilizadas em amostras de DNA muito deterioradas, como as que se conseguiram obter nos escombros do World Trade Center e nas regiões devastadas pelas águas da tsunami.

As novas técnicas serão utilizadas por promotores do Projeto Shoah, cujo objetivo é estabelecer um arquivo de material genético de sobreviventes do Holocausto. Espera-se que elas possam servir para ajudar na identificação de alguns restos mortais do Holocausto encontrados recentemente na Europa e até hoje sem reconhecimento.

Outro objetivo do projeto — criado por Syd Mandelbaum, filho de um dos sobreviventes do regime nazista — é reunir os aproximadamente 10 mil órfãos do massacre que acabaram sendo enviados a outros países depois do término da guerra.

As tecnologias podem ajudar a reunir parentes distantes, um elemento necessário nesse caso dada a grande quantidade de familiares diretos assassinados.

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Fonte: BBC, 07/06/2006.

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