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Equipe Starnews 2001 |
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Rio de Janeiro & Niterói — |
~ Galáxia Andrômeda ~
A mais bonita de todas!
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NGC 224, Messier 31 ou M31, popularmente conhecida como Galáxia Andrômeda é uma galáxia espiral localizada a cerca de dois milhões e novecentos mil anos-luz (0,889 megaparsecs) de distância na direção da constelação de Andrômeda.
Possui entre 180 e 220 mil anos-luz de diâmetro, uma magnitude aparente de 3,5, uma magnitude absoluta de -21,4, uma declinação de +41º 16' 06" e uma ascensão reta de 00 horas, 42 minutos e 44,3 segundos. É a maior galáxia do Grupo Local de galáxias, ao qual pertence a Via Láctea, onde se localiza o planeta Terra, superada apenas pelas Nuvens de Magalhães em extensão e brilho.
A existência da galáxia NGC 224 já foi relatada no ano 905 pelo astrônomo persa Azofi, mas foi só com a invenção da luneta telescópica que em 1612 o astrônomo alemão Simon Marius pode observá-la e redescobri-la.
— Outras imagens de Andrômeda:
Imagens: NASA - SEDS.
~ Constelação de Andrômeda ~
Existem muitas regiões no cosmos, que são a morada dos iluminados. Uma delas é a Constelação de Andrômeda, a princesa mitológica, que fica no hemisfério celestial norte.
As três estrelas mais brilhantes dessa constelação boreal são Sirrah (alfa), Mirach (beta) e Almak (gama). Estão quase em linha reta e eqüidistante e encontram-se no prolongamento do quadrado de Pégaso. O objeto mais distante visível a olho nu, a mais de 2 milhões de anos-luz, a Galáxia de Andrômeda (M31 ou NGC224), encontra-se na área dessa constelação.
As constelações vizinhas são Perseus, Cassiopéia, Lacerta, Pégaso, Peixes e Triangulum.
~ Mitologia ~
Cassiopéia e Cefeu, reis da Etiópia eram os pais de Andrômeda. A rainha Cassiopéia alardeava a própria beleza, comparando-se com as Nereidas, filhas do deus do mar Poseidon. As deusas marinhas, em resposta a esta afronta, exigiram de Poseidon vingança e foi assim que este enviou um monstro marinho (Cetus) para destruir as costas do país.
Cefeu consultando o oráculo de Amon viu que a única maneira de acalmar a ira dos deuses e livrar-se do monstro era sacrificar sua filha Andrômeda amarrando-a a uma rocha na beira do mar para que o monstro a levasse.
Nesse momento Perseu regressava voando de sua expedição contra a Górgona, e tão surpreso ficou diante do que via, que quase se esqueceu de bater as asas. Pairando sobre Andrômeda, exclamou:
— Ó virgem, que não mereces estas correntes, mas antes aquelas que prendem os amantes, dize-me o teu nome e o nome de teus pais, e por que estás presa desse modo.
Ela, a princípio, manteve-se em silêncio, levada pela timidez, e teria escondido o rosto nas mãos, se o pudesse. Quando, porém, ele repetiu as perguntas, receosa de que lhe fosse atribuída a culpa de algum ato que não cometera, a virgem revelou seu nome e o de seu pai, e o orgulho de sua mãe com a própria beleza.
Antes que acabasse de falar, ouviu-se um ruído vindo da água e apareceu o monstro marinho, com a cabeça erguida sobre a superfície, cortando as ondas com o enorme peito. A virgem estremeceu, e seus pais, que haviam chegado ao local, mostravam-se desesperados, principalmente a mãe, que, incapaz de proteger a filha, limitava-se a lamentar e abraçar a vítima.
— Não há tempo para lágrimas — exclamou Perseu. — Só temos este momento para salvá-la. Minha posição como filho de Júpiter (Zeus) e meu renome como matador da Górgona torna-me aceitável como pretendente. Tentarei merecê-la pelos serviços prestados, se os deuses me forem propício. Se ela for salva pelo meu valor, peço que seja a minha recompensa.
Os pais consentiram e prometeram, com a filha, um dote real.
O monstro já se encontrava a uma distância em que seria alcançado por uma pedrada de um hábil atirador, quando o jovem num impulso súbito, ergueu-se no ar. Como uma águia, quando das alturas em que voa, avista uma serpente aquecendo-se ao sol, lança-se sobre ela e prende-a pelo pescoço, impedindo-a de virar a cabeça e utilizar-se de seus dentes, assim o jovem investiu-se contra o dorso do monstro, enfiando a espada em seus ombros. Furioso com o ferimento, o monstro ergueu-se no ar, depois mergulhou no mar e, em seguida, como o javali cercado por um matilha de cães, voltou-se rapidamente de um lado para o outro enquanto o jovem livrava-se de seus ataques por meio das asas. Sempre que conseguia encontrar, entre as escamas, uma passagem para a espada, Perseu produzia um ferimento no monstro, atingindo ora o flanco, ora as proximidades da cauda. A fera lançava, pelas narinas, água misturada com sangue. As asas do herói estavam molhadas e ele já não se atrevia a confiar nelas. Pulou para um rochedo que se erguia acima das ondas, e erguendo um fragmento da rocha, desfechou com ele o golpe mortal. A multidão, que se reunira na praia, deu um grito que ecoou pelos montes. Os pais, arrebatados de alegria, abraçaram o futuro genro, proclamando-o libertador e salvador, e Andrômeda, causa e recompensa da luta, desceu do rochedo.
Cassiopéia era etíope e, portanto, negra, a despeito de sua proclamada beleza. Pelo menos é o que parece ter pensado Milton, que faz alusão ao episódio no "Penseroso", onde se refere à Melancolia como sendo
... a deusa sábia e santa,
Cujo rosto divino tem um brilho
Forte demais para o olhar humano.
E, assim, de negra cor, aos nossos olhos,
Parece ser. De cor escura e bela
Como a irmã do Príncipe Mêmnon
Ou a estelar rainha da Etiópia
Punida ao atrever-se a comparar
Com a das ninfas do mar sua beleza.Cassiopéia é chamada a "estelar rainha da Etiópia", porque depois de morta, foi colocada entre as estrelas, formando a constelação daquele nome. Embora tivesse alcançado essa honra, as ninfas do mar, suas velhas inimigas, conseguiram que ela fosse colocada na parte do céu próxima ao pólo, onde, todas as noites, tem de passar metade do tempo com a cabeça para baixo, recebendo uma lição de humildade.
~ A festa nupcial ~
Acompanhando Perseu e Andrômeda, os alegres pais voltaram ao palácio onde se realizou um banquete, e tudo era risos e alegria. De repente, porém, ouviram-se gritos belicosos, e Frineu, o noivo da donzela, surgiu com um grupo de seus sequazes, exigindo a jovem, como sua. Em vão Cefeu retrucou-lhe:
— Deverias tê-la reclamado quando ela se encontrava acorrentada ao rochedo, vítima do monstro. A sentença dos deuses, voltando-a a tal destino, dissolveu todos os compromissos, como a morte o teria feito.
Frineu, em vez de responder, lançou seu dardo contra Perseu, não o atingindo, porém, e ficando desarmado. Perseu teria replicado, lançando o próprio dardo, mas o covarde atacante fugiu e escondeu-se atrás do altar. Isso foi sinal para o ataque geral de seu bando contra os convivas de Cefeu. Estes defenderam-se seguindo-se um conflito generalizado, e o rei retirou-se da cena depois de infrutíferos apelos, invocando o testemunho dos deuses de que não tinha culpa do ultraje aos deveres de hospitalidade.
Perseu e seus amigos sustentaram, por algum tempo, a luta desigual, mas o número de atacantes era excessivo para eles e sua destruição parecia inevitável, quando Perseu teve uma idéia.
"Farei minha inimiga defender-me."
Depois exclamou, em voz alta:
— Se tenho aqui algum amigo, que ele afaste os olhos!
E levantou a cabeça da Medusa.
— Não tentes amedrontar-nos com tuas imposturas! — exclamou Tesceleu.Ergueu o dardo, para lançá-lo, e transformou-se em pedra nessa posição.
Ampix ia cravar a espada no corpo de um inimigo prostrado, mas seu braço inteiriçou-se, e ele não pôde estendê-lo, nem dobrá-lo. Outro, no meio de um ruidoso desafio ficou com a boca aberta, sem emitir qualquer som. Aconteus, um dos amigos de Perseu, avistou a górgona e imobilizou-se como os outros. Astíages atingiu-o com a espada, mas esta, em vez de feri-lo, retrocedeu, com um ruído áspero.
Frineu, contemplando o terrível resultado de sua injusta agressão, ficou transtornado. Chamou os amigos, em voz alta, mas não obteve resposta; tocou-os e viu que eram pedra. Caindo de joelhos e estendendo os braços para Perseu, mas com o rosto voltado para outro lado, implorou misericórdia.
— Toma tudo, mas poupa-me a vida — exclamou.
— Desprezível covarde — retrucou Perseu —, conceder-te-ei isso. Nenhuma arma te atingirá. Além disso, serás conservado em minha casa, como lembrança destes acontecimentos.Assim dizendo, levantou a cabeça da górgona na direção em que Frineu olhava e este transformou-se num bloco de pedra, na mesma posição em que se encontrava, de joelhos, com os braços estendidos e o rosto virado.
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Imagem do começo da página: SEDS.
Bibliografia: The Age of Fable, Thomas Bulfinch, Wildside Press Pub., 2007. Tradução: Arnaldo Poesia.Copyright © Starnews 2001.
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